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Participou de protesto

Ela Wiecko, vice de Rodrigo Janot, pede exoneração do cargo

Comentários de leitores

17 comentários

Funcionário Público!

Neli (Procurador do Município)

Um funcionário público que possui um cargo elevado, deve se abster em comentar politicamente.Não é cerceamento de opinião política. No íntimo todos têm a sua simpatia. É para respeitar a Instituição que representa. Ainda mais a instituição sendo o Ministério Público(estadual inclusive),por vezes o profissional tem que analisar um fato, assinar um parecer e como ficaria,externamente, a sua imparcialidade? A ideologia não pode se sobrepor ao cargo público, seja ele estadual, federal ou municipal! O funcionário público que desejar participar da vida política, deveria se licenciar e concorrer ao pleito eleitoral. No mais, tenho extrema admiração pelos valorosos e operosos procuradores da República, guardiães maiores de nossa Constituição Nacional e essa admiração é extensível à douta sub procuradora da República.

Tiro no pé....

Pek Cop (Outros)

Se pediu exoneração é porque coisa certa não estava fazendo....foi tão infantil que se caguetou e arrastou tambem confirmando as suspeitas de que Janot age sempre que pode a favor do P.T., eis aí a resposta!!!!

Não sou especialista em nada

Thiago Bandeira (Funcionário público)

Mas ela me pareceu acanhada, de óculos escuros e tentando se esconder.

Sinceramente

Ton (Auditor Fiscal)

E eu aqui na praça jogando milho aos pombos.

uma grande jurista

Igor JP (Outros)

Mostrou que, além de uma grande jurista, é uma pessoa honrada que sabe as implicações das suas ações em relação ao cargo que ocupa. Se o Gilmar Mendes fosse igual, já teria pedido o boné no STF, após tantas vezes flagrado de mãos dadas com a confraria de Higienopolis.

Ao Observador.. (Economista)

Eduardo. Adv. (Advogado Autônomo)

Integralmente de ACORDO!

É improbidade administrativa?

Leonardo BSB (Outros)

Isso caracterizaria improbidade administrativa? Se for, não tenho dúvidas de que o MPF, paladino da moralidade, manejará... Afinal, o exemplo deve vir de casa... É um Órgão em que as leis são obedecidas, moralidade e teto constitucional, idem... Não há abusos, viagens e diárias desmedidas, e em classes de voos incompatíveis, com despesas custeadas pelo erário. Ou alguém tem dúvida?!

Interessante as considerações

Observador.. (Economista)

Só que não é costume termos a mesma parcimônia quando é algum militar de alta patente fazendo qualquer tipo de proselitismo político/ideológico.

Tenho para mim que funcionário de Estado deve procurar ser o mais imparcial possível.
Por óbvio tem suas escolhas, como qualquer um de nós.
Mas deve ter em mente que seu cargo e atribuições, assim como o poder que tem para usá-los , emana do povo. Este mesmo povo de variadas cores, matizes ideológicas e credos.
Creio que por uma questão de respeito a isto, se honra o cargo conduzindo-se da forma mais isenta possível.Separando as escolhas, as simpatias e antipatias que tem na vida, das decisões que deve tomar seguindo a leis, regras e normas de suas funções.
Algumas pessoas se confundem com seus cargos.
Não devia ser assim.

Problema delicado

Sérgio Niemeyer (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Primeiro, sobre o que disse o comentarista Vignon (Advogado Autônomo - Tributária), se o pedido de exoneração foi espontâneo, então concordo com ele. Caso contrário, se foi uma saída honrosa para não ser exonerada, então mantenho tudo o que eu expus no meu comentário anterior.
Segundo, os ventos que correm nos corredores dos fóruns murmuram que não só o nome do presidente Temer, mas também o de alguns juízes das Cortes de Brasília foram delatados, e assim como a subprocuradora Ela Wiecko, esses juízes também saberiam disso e de todos os nomes, inclusive os deles mesmos, o que torna o problema extremamente delicado, pois se vasar para a imprensa, o país podre pode ficar completamente à deriva, sem comando e sem Justiça. Há boatos ainda de que um grande jornal de São Paulo já estaria na posse de todos os nomes, mas tem sido ameaçado para não divulgar.
Enfim, tudo indica que nesta nave, somos passageiros cegos, surdo, mudos e, o que é ainda pior, passivos cordeiros.
(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – Mestre em Direito pela USP – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br

A serviço de lula e dilma ou "quem não deve não teme"?

Amigo de Capitu (Outros)

Juízes, Procuradores, advogados,..., todos têm a liberdade de expressão, a liberdade do pensamento e suas convicções asseguradas na CF-88, portanto, a Vice-Procuradora não errou em manifestar o seu lado na história, desde como cidadã, e não na condição de Vice-Procuradora, por mais que eu discorde da posição política da mesma!!!! Por conseguinte, aliar a liberdade de expressão com as suspeitas de sabotagem na Lava-Jato já complica para o lado dela!!! No caso, ela pediu a exoneração, sem ser obrigada a fazê-lo, e se não está sabotando, se a consciência está tranquila, por que pediu para ser exonerada??

Equícovos e meias-verdades

Marden Leda (Servidor)

Algumas considerações:
1. A manifestação não foi só contra o impeachment da Dilma, mas contra o interino Temer;
2. A manifestação política, por si só, da procuradora não seria o problema. Acontece que ela disse o seguinte em entrevista a Veja: "A vice-procuradora-geral disse ver com reservas a figura do presidente em exercício, Michel Temer. “Tem muita gente que pensa como eu dentro da instituição (Ministério Público Federal). Eu estou incomodada com essas coisas que estão acontecendo no Brasil. Não me agrada ter o Temer como presidente. Ele não está sendo delatado? Eu sei que está”, afirmou, antes de encerrar a conversa, por telefone."
3. Como membro do MPF, ela poderia revelar que determinada autoridade estaria sendo "delatada" em uma investigação sigilosa?

Exoneração não é punição

Vignon (Advogado Autônomo - Tributária)

Salvo engano, nos meus tempos de estudante, aprendi que exoneração é um pedido e não uma punição. Se a pessoa pediu e o chefe aceitou, qual o problema?

Exonerada por seu alinhamento político como cidadã

Sérgio Niemeyer (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Não sei se concordo ou não com a exoneração. Afinal, o fato de alguém ser procurador, promotor, juiz, ministro, não retira dele a condição de cidadão, os direitos políticos, nada.
Por outro lado, é verdade que cada um é o resultado de sua circunstância pessoal.
Então, a pergunta que se deve fazer é: qual a razão da exoneração? O alinhamento político ou a divulgação desse alinhamento político?
Se a exoneração tem por fundamento a divulgação do alinhamento político, então, seremos lançados nas profundezas da mais ignominiosa hipocrisia em que nenhum agente de estado poderá exercer seus direitos que decorrem da cidadania, sob pena de se tornarem impedidos de exercer as funções do cargo que ocupam. Por outro lado, isso não terá jamais o condão de impedi-lo de atuar consoante sua consciência e de esta ser influenciada pelo seu alinhamento político.
Ou seja, a influência do alinhamento político e ideológico na mundivisão e nos processos de decisão da pessoa é algo insondável e que não se pode combater a não ser com uma formação ética e moral tão ou mais rigorosa do que a que professavam os estoicos.
Qual o alinhamento do Procurador-Geral Rodrigo Janot? E do juiz Sérgio Moro? E dos ministros do Supremo? Será que só porque não os divulgam e não tomam parte de atos públicos suas posições não são influenciadas por suas ideologias?
Se o problema são as convicções e o alinhamento político-ideológico, então, todos estão sob cerrada suspeição. Se é só a divulgação dessas convicções e do alinhamento, então, somos uma nação de hipócritas.
(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – Mestre em Direito pela USP – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br

Comentários

Marcelo-ADV (Outros)

Um grande jurista, eminente Subprocuradora Ela Wiecko Volkmer.

E se a Representação caísse nas suas mãos?

Eduardo. Adv. (Advogado Autônomo)

http://www.conjur.com.br/2016-ago-30/senadores-pedem-investigacao-procurador-delatou-pedaladas

Dois pesos e medidas?

Eduardo. Adv. (Advogado Autônomo)

Enfim... Inacreditável. Qualquer balconista de boteco sabe identificar o deveres da sua função.

Servidor público de governo ou de Estado ?

Ricardo, aposentado (Outros)

Não sou da seara do direito, mas tenho comigo que essa é uma questão que tem que ser muito bem discutida e validada perante a sociedade como um todo.
Há impedimento ao servidor, em razão da opção de vida como ocupante de cargo permanente no serviço público, de manifestar-se publicamente quanto as suas preferências políticas e partidárias ?

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