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Contra a crença

Igreja será indenizada por ter de celebrar casamento de noiva grávida

Comentários de leitores

7 comentários

E se a moda pega!!!

Amigo de Capitu (Outros)

Apesar de não concordar que o casal indenize a igreja, o casal, sabedor das normas, ritos e regras da igreja, não respeitaram os preceitos religiosos e quiseram forçar a barra, medindo força com as autoridades eclesiásticas!!! Se estou num lugar e as regras impostas estão incomodando, simplesmente vou embora!!! As igrejas devem ficar alertas, pois podem obrigar os pastores ou padres a fazerem casamentos entre homossexuais, contrariando a CF-88 que assegura a inviolabilidade e proteção aos locais de culto e liturgias, ao invés de procurar um lugar, por exemplo, templos de candombé, onde se permite tais práticas!!!!

Discordo!

Neli (Procurador do Município)

Discordo da liminar que obrigou a Igreja a fazer o casamento.Igrejas,sejam quais forem, tem um rito, regulamento, que cabem aos fiéis cumprirem.Se o fiel não cumprir, por óbvio que a igreja deve recusar.E se bater na porta do Judiciário, o juiz deveria julgar carecedor da ação, extinguir o feito, sem apreciação do mérito(art. 267 VI, antigo CPC). O regulamento é da Igreja e deve ser cumprido por todos os fiéis.Condenar os noivos/o casal. Discordo! Foi cumprida uma decisão,liminar,data máxima vênia equivocada,então, não se pode punir, hoje, aquele que ontem bateu na porta do Judiciário e recebeu um respaldo.Por isso que o juiz deve pensar muito em acolher um pedido, ainda que de forma liminar:pensar nas consequências futuras.Condenar o casal por ato amparado judicialmente, ainda que de forma precária, "data venia", discordo.

Se é assim,

Leopoldo Luz (Advogado Autônomo - Civil)

a indenização haveria de ser paga pelo Estado, face ao "erro da decisão liminar", eis que a pretensão do casal não se confunde com seu direito substantivo.

Suspeição

RACalegari (Estudante de Direito)

Um Juiz que atua como DIACONO deveria se declarar em Suspeição e entregar o caso a outro Juiz. Este é o grande problema da Justiça Brasileira. Não vou questionar o mérito, pois precisaria ter acesso a todos os fatos. Mas, concordo em que a Igreja não poderia ser obrigada a realizar a cerimônia, mas, para tal, está "proibição" deveria ser AMPLAMENTE DIVULGADA aos fiéis, pois, MUITOS NÃO a cumprem e NEM TODAS AS IGREJAS IMPEDEM A CERIMÔNIA. Não sendo um "padrão" e sim, aparentemente, uma decisão PESSOAL do pastor, a indenização não se SUSTENTA, até mesmo porque o procedimento foi realizado com AMPARO de LIMINAR JUDICIAL. Conflito de interesses do Juiz prejudica e MUITO esta decisão.

E o juiz que concedeu a medida?

jpo (Outros)

Lembro me desse caso. Mas quem teria que indenizar a igreja era o juiz que à epoca concedeu a medida coercitiva.

Poder temporal e poder espiritual

O IDEÓLOGO (Outros)

Santo Tomás de Aquino explica a intervenção do poder espiritual nos assuntos temporais através da comparação da alma e do corpo. Ele disse que “A potestade espiritual é distinta da temporal, mas, às vezes, os religiosos, que têm potestade espiritual, se intrometem nas coisas que pertencem ao poder temporal”.
A classe jurídica deve se preocupar, nos próximos anos, com a profunda influência que poderes religiosos exercerão sobre a comunidade de desfalecidos em território brasileiro.

Precedentes

Zé Machado (Advogado Autônomo - Trabalhista)

Se os noivos tivessem sido melhor orientados pela própria igreja, não seria necessário o ingresso açodado na justiça, ou seja, a própria igreja falha em orientar e doutrinas seus fiéis. Todavia, é bom que igrejas sérias e as aparentemente sérias não deixem abrir precedentes, senão, casos mais graves poderiam ser levados à justiça, tais como uniões homossexuais, etc...

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