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Comentários de leitores

10 comentários

Não é de agora!

Neli (Procurador do Município)

A reprovação em concurso público não é de agora. No início dos anos 1990,prestei concurso para o Ministério Público Federal, no início, mais ou menos 800 candidatos, para a segunda prova foram apenas 12, não sei quantos foram para a prova oral, porque perdi ali e deixei de acompanhar. Em concursos públicos(e exames para a OAB), muitas vezes o candidato perde para ele mesmo: nervosismo, arrogância,"sabe tudo".O candidato, na hora da prova, deve estar focado exclusivamente na prova. Não pode desviar do foco, sob pena de ser derrotado. Se não passar, não pensar no lado negativo(esse já o tem!), mas, sim nos pontos positivos que aconteceram na prova.E fazer dos pontos positivos o caminho para a vitória.Boa sorte.

Ouro

Engenheiro aposentado (Engenheiro)

Dados o preço da inscrição nesse exame da ordem e os índices de repetência, o fato é que ele é, acima de tudo, uma mina de ouro para a OAB e outros. Reflete o método brasileiro de ganhar a vida criando dificuldades burocráticas para depois vender facilidades.

Bela dica, Doutor Filósofo

Rogério Guimarães Oliveira (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

O artigo foi mesmo muito apropriado.
E quanto a alguns comentários, percebe-se logo que o filtro das provas (exame de Ordem, concursos para a magistratura e o MP) é indispensável para o ingresso de quem está preparado para exercer estas carreiras.
Alguns argumentos entre os comentários perdem-se na incongruência.
Alguém alega que a OAB teria uma relação indevida com "cursinhos", já li que tem interesse com as "taxas de inscrição" no exame, etc. Como assim?
No caso do exame da OAB, cada candidato tem apenas a si próprio como barreira. Basta atingir a nota mínima e é aprovado, torna-se Advogado. Se todos atingirem a nota, todos se tornam Advogados.
Bem diferente do que ocorre nos certames para a magistratura e o MP, em torno de poucas e disputadas vagas.
Aos que imaginam que a Ordem tenha interesse financeiro em reprovar 80%, 90% dos candidatos em seus exames, constrói argumento sem sentido. Isto porque, fosse interesse financeiro a razão de ser do exame (logicamente, não é), a Oram teria muito mais a receber aprovando todos, os quais passariam a pagar anuidades como qualquer Advogado. E a anuidade da OAB não é barata.
Nenhuma carreira jurídica existe para "ajudar" o carreirista a sobreviver, a dar-lhe um trabalho. Elas existem para servir à sociedade.
Um Advogado, Juiz ou Promotor que não desempenha suas funções com mínima qualidade presta desserviço à sociedade.
As provas e concursos estão aí para assegurar isso.
A melhor dica foi dada na lista de obras do Doutor Filósofo. Talvez falte mesmo leitura a muita gente.
Uma boa preparação não faz milagres. Ela apenas auxilia um pouco aquele que já carrega uma boa formação.

Exame da ordem

moreirinha (Administrador)

Lamentável, cruel e perverso! Impressionante o oportunismo e a relação de comensalismo entre a OAB e os cursinhos preparatórios. Isso me remete aos anos 60 e 70, quando para ingressar numa faculdade você era obrigado a passar pelos cursinhos, que viriam a enriquecer seus proprietários. O que e quem o exame da ordem avalia? Há uma incompatibilidade total entre as grades dos cursos de Direito e as provas de ingresso na ordem. Afinal, quando cursamos a graduação, deveríamos perquerir a ciência jurídica e não o exame da ordem. A diferença entre em conhecer a árvore ou buscar à floresta. Não raro, encontramos causídicos aprovados na OAB, operadores do direito, sem o menor conhecimento de filosofia do direito, silogismo, hermenêutica, etc. Por último, que falta de sensibilidade da OAB, num país com graves problemas institucionais e econômicos, com desemprego crescente, impedir que pessoas legitimadas a exercerem a profissão, alguns com idade avançada inclusive, e obrigá-las persecutoriamente a realizar por diversas vezes o exame, que lhes roubam o direito de realização profissional e sobrevivência, depois de cinco anos de muito estudo, paixão e dedicação!

Me engana que eu gostoooo

Ariosto Moreira da Rocha (Bacharel - Administrativa)

Sabemos e conhecemos muitos colegas que passam em concurso publico mas, são reprovados 10, 20 anos no exame da OAB, o que está errado? Sabemos que o exame da OAB foi a porta que se abriu para corrupção, Democracia em 1988, amordaça pela OAB em 1994, aproveitaram os Ditadores para aprovarem o exame e hoje tem muito dinheiro, sendo este o principal motivo de não fecharem essa porta, a lava-jato perde feio. Apenas um desabafo.

Falácias e nada mais!

Gilbert R L Florêncio (Assessor Técnico)

O artigo, a meu ver, é um conjunto de infelizes construções (falaciosas) que nada dizem sobre o método de aferição da aptidão para o exercício de uma função pública. Sobre as provas serem produto de um sacramentado processo de imbecilização nada discorreu o autor. O que se afere atualmente é a capacidade de retenção de informação (decoreba) e não a capacidade de reflexão.
Não é sem razão que muitos concursados, nas mais diversas atribuições públicas, se caíssem de joelhos num chão verde, nunca mais levantariam. Faculdades e cursinhos são fomentados pelo emburrecimento progressivo e, ao mesmo tempo, fomentam-no, numa simbiose teratológica. Fazem o que chamo de perfumaria do cocô que, apesar de perfumado, continua sendo cocô.
Desculpem-se ser tão incisivo, mas não dá para continuar com esse blá-blá-blá.

As razões da reprovação?

Paulo Moreira (Advogado Autônomo - Civil)

Muita gente não passa porque estudou em vez de "decorar" o "direito tal simplificado". Ser aprovado assim é fácil: basta disponibilizar tempo e boa memória. Raciocínio? Inteligência? Senso crítico? Não, essas coisas "tão por fora". Na semana passada os professores Lênio Streck e André Karam abordaram o "direito das bancas", devido aos cursos ensinarem tão somente o que elas cobram, e sobremais, o que as mesmas acham correto.
Como remate, caso alguém creia que uma prova configure instrumento hábil a mesurar a inteligência e a capacidade de alguém, lanço o desafio: Por que vemos tantos "encarteirados" e concursados cometendo um sem número de bobagens a todo instante por aí? E não me venham com a cantilena de "ruim com as provas, pior sem elas", pois os "encarteirados" e concursados "estudaram" e foram aprovados...

Os livros mais influentes

O IDEÓLOGO (Cartorário)

1 - A Origem das Espécies, de C. Darwin;
2 -1984”, de George Orwell;
3 -A formação da classe operária inglesa”, de Edward Palmer Thompson;
4 -A República”, de Platão;
5 -A riqueza das nações”, de Adam Smith;
6 -As obras completas de William Shakespeare;
7 -“As utilizações da cultura”, de Richard Hoggart;
8 -Crítica da razão pura”, de Immanuel Kant;
9 -Manifesto comunista”, de Karl Marx e Friedrich Engels;
10 -Modos de ver”, de John Berger;
11 -O macaco nu”, de Desmond Morris;
12 -O príncipe”, de Nicolau Maquiavel;
13 -Orientalismo”, de Edward Said;
14 -Os direitos do homem”, de Thomas Paine;
15 -O segundo sexo”, de Simone de Beauvoir;
16 -O significado da relatividade”, de Albert Einstein;
17 -Primavera silenciosa”, de Rachel Carson;
18 -Reivindicação dos direitos da mulher”, de Mary Wollstonecraft;
19 -The female eunuch” (A mulher eunuco, em tradução livre), de Germaine Greer;
20 -Uma breve história do tempo: do Big Bang aos buracos negros”, de Stephen Hawking;
21 - Fenomenologia do Espirito, de G. W. F. Hegel;
22 - Das Kapital, de Karl Marx;
23 - Dom Quixote, de Miguel de Cervantes;
24 - Guerra e Paz, de Liev Tolstói;
25 - O Processo, de Franz Kafka;
26 - O Apanhador no Campo de Centeio, J. D. Salinger;
27 - Admirável Mundo Novo, Aldous Huxley;
28 -Crime e Castigo, de Fiódor Dostoiévski;
29 - Em Busca do Tempo Perdido, de Marcel Proust, e
30 - 1984, de G. Orwell.

Pensamento conservador

O IDEÓLOGO (Cartorário)

Segue bibliografia para quem se interessar sobre o pensamento conservador.
1- Russell Kirk: A Era Eliot – a imaginação moral do século XX;
2- Russell Kirk: A Política da Prudência;
3- Irving Babbitt: Democracia e Liderança;
4- Edmund Burke: Reflexões sobre a Revolução Francesa;
5: Alexis de Tocqueville: A Democracia na América;
6- Thomas Sowell: Os intelectuais e a sociedade;
7- Allan Bloon: O declínio da cultura Ocidental;
8- Roger Kimball: Os radicais nas universidades;
8- Bertrand de Jouvenel: O Poder- história natural de seu crescimento;
9- Michel Oakshott: Ser conservador;
10- Friedrich A. Hayek: Os Fundamentos da Liberdade;
11- Ludwig von Mises: Ação Humana;
12- Ludwig von Mises: A mentalidade anticapitalista;
13- Paul Johnson: Tempos modernos;
14- Eugen von Böhm-Bawerk: A Teoria da Exploração do Socialismo-Comunismo;
15- Alexander Soljenítsin: Arquipélago Gulag;
16- Thomas Mann: José e Seus Irmãos;
17- Richard Weaver: As ideias têm consequências;
18- Paolo Prodi: Uma história da Justiça;
19- Michel Villey: A formação do pensamento jurídico moderno;
20- Arold J. Berman: Direito e Revolução, e
21- Leo Strauss: Direito Natural e História.

Artigo

O IDEÓLOGO (Cartorário)

Excelente artigo.

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