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Comentários de leitores

5 comentários

O julgador

Yeda Maria Silva (Procurador do Município)

Quem julgou o processo?

Falha clamorosa do consultor jurídico

DAGOBERTO LOUREIRO - ADVOGADO E PROFESSOR (Advogado Autônomo)

Nada que opor à iniciativa do Ministro Gilmar para resgatar a sua honorabilidade e bom nome, pois esse é um direito inquestionável.
Mas vale o ensejo para se ver como essas posturas diferem de pessoa para pessoa. Por exemplo, o cidadão que ocupa a presidência da república interinamente vem sendo acoimado ao longo dos anos como “chefe de quadrilha”, “Rei do Porto de Santos”, “Mordomo de filme de terror”, “Sem caráter” etc e permanece impávido colosso, sem mostrar qualquer abalo em sua psique, aceitando tudo como perfeitamente normal.
Esse é um aspecto da questão da imagem, mas há outros. No caso vertente, a informação vem sem a foto correspondente, o que não nos permite avaliar perfeitamente a justeza da condenação. Com efeito, essa foto é imprescindível e o CJ deveria se penitenciar dessa falha clamorosa.
Afinal, essa foto valeu para o autor da ação um incremento patrimonial da ordem de R$ 40.000,00, valor de um carro médio zero quilômetro, o que indica que não se trata de uma foto qualquer. No tempo dos militares, com tortura e assassinatos à man’cheias, apareciam caricaturas dos generais em estado de avançada decrepitude e com um aparato de medalhas de fazer corar o próprio Gengis Khan e os alvos, geralmente indóceis e fogosos, quedaram-se inertes.
Isso mostra o quanto é importante a exibição dessa foto, seja para vermos se houve uma apreciação justa da referida causa, seja para avaliarmos o seu conteúdo artístico, seja – é o que sugiro agora - para fazer uma enquete sobre qual delas deve prevalecer no painel do STF: a oficial ou a proposta pelo jornalista em questão.
Demais disso, para os pósteros, o eminente Min. Gilmar aparecerá ao lado de uma constelação de artistas da Rede Globo, que perseguiram o mesmo intento, mas não com tanto sucesso.

Tudo nos é lícito, mas nem tudo nos convém

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Trata-se de mais um dos excessos do desacreditado Paulo Henrique Amorim, que no entanto não praticou nenhum ato ilícito. O erro do juiz sentenciante foi tentar impor na decisão um direito que não existe. Segundo o juiz, o fato do Ministro Gilmar Mendes ser pessoa de notoriedade e ocupando função importante no Judiciário seria impeditivo para a charge feita por PHA. Trata-se de um "entendimento" totalmente equivocado. As autoridades públicas em geral devem ser, nos termos dos entendimentos universalmente aceitos, ainda mais flexíveis quando o assunto é crítica. É direito do cidadão comum e dos jornalistas criticar quem quiser. Se a crítica é procedente, ou dentro dos parâmetros da razoabilidade, é algo que deve ser analisado pelo cidadão comum, não pelo Estado. No caso, não há dúvida alguma de que a crítica do Jornalista teve realmente pouco cunho informativo, o que levaria a uma pessoa de nível médio a não mais acompanhar os textos ou notícias do mesmo Jornalista, por lhe faltar a devida credibilidade. A decisão judicial se inclina para o culto à autoridade, o que levará posteriormente à modificação da decisão.

Curioso

incredulidade (Assessor Técnico)

Aparentemente, a sanção pecuniária não está surtindo efeito em relação ao indivíduo acima mencionado.
Só posso creditar isso a altos salários ou, a grupos ideológicos que se responsabilizam pelos pagamentos, como forma de financiar a virulência do jornalista.

Opinião

Professor Edson (Professor)

Criticar a decisão nojenta que soltou o monstro sexual é uma coisa, acusar uma pessoa de ser nazista ou qualquer outra comparação é no mínimo de mau gosto.

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