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Mídia insiste em rotular o mundo muçulmano como terrorista

Comentários de leitores

14 comentários

Conclusão

Flávio Ramos (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

Sr. Mazloum, eu espero que reconheça que seu discurso é paranóico. O senhor grita - alto - para trazer aceitação a uma posição que o senhor não consegue defender argumentadamente, que exigiu adjetivação pesada e distorções factuais para soar convincente no texto.
É preocupante quando as pessoas começam a enxergar um plano preconcebido, o dedo do inimigo por trás de tudo o que acontece. Muito mais preocupante fica quando essa pessoa é um juiz de direito, que por ofício deve basear suas conclusões estritamente sobre os fatos apurados em contraditório, e ponderar serenamente sobre atitudes que ensejam uma resposta emocional forte.
Peço desculpas se me exaltei demais na crítica e fui pessoal em alguns momentos, mas essas desculpas não incluem o que fica dito nessa conclusão. Eu realmente acho sério e preocupante que um magistrado se entregue a um discurso tão irrazoável e falacioso.

Demonstração 3

Flávio Ramos (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

Prossigo:

"Assim, pouco a pouco, vamos assistindo ao assassinato de milhares de civis muçulmanos em todas as partes, vítimas de atentados realizados não só pelo EI, como também pelos diversionistas ataques “defensivos” perpetrados pelas grandes potências mundiais. E, por aí mantém-se vivo o enganoso combate ao terrorismo e a justificativa das invasões espoliatórias".

A última invasão de que tenho notícia ocorreu em 2003, quando nem havia EI. Aliás, o EI só surgiu depois que a invasão acabou e o Iraque readquiriu a autonomia.
O "assassinato de milhares de civis muçulmanos em todas as partes" é a sua versão tendenciosa para a "morte de milhares de civis sírios e iraquianos". Eles morrem por estarem lá, não por serem muçulmanos. Os muçulmanos morrem muito menos, proporcionalmente, que os cristãos e outros grupos religiosos. E o "em todas as partes" eu realmente não consigo alcançar.

"A insegurança causada pelo terror cuidadosamente criado e manejado pelo infame interesse econômico serve para manter seguro o tesouro dos cada vez mais ricos, sejam eles nações ou pessoas".

Essa é uma afirmação absolutamente trivial. Quando não se cuida de demonstrar, tudo serve para tudo. Troque-se "insegurança" ou "terror" por quaisquer outros termos, e a afirmação permanece igualmente válida: "A morte causada pela fome", "a atenção voltada para os Jogos Olímpicos", "a ordem imposta pela obediência às leis", "o fanatismo gerado pelo fundamentalismo religioso", tudo que existe, ou que alguém diga que existe, "serve para manter seguro o tesouro dos cada vez mais ricos, sejam eles nações ou pessoas" - afinal das contas, são os cada vez mais ricos que controlam a marcha da história, não é?

Demonstração 2

Flávio Ramos (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

Prossigo:

"Com essa bandeira (choque de civilizações, ódio ao islamismo), içada, sobretudo pelo fator “11 de setembro de 2001”, os Estados Unidos da América do Norte intervieram com seus aliados, pela força, em países muçulmanos densos de petróleo e outros recursos naturais.

O combate ao terrorismo passou a justificar toda e qualquer ação violenta. Espalha-se o preconceito contra o islamismo, mas as grandes petroleiras e empresas da construção pesada no Oriente Médio são americanas e europeias".

As tais petroleiras e empresas já eram americanas e europeias. A radicalização prejudicou sua operação.

"O “inimigo” estabelecido, para não se dissipar ante as dúvidas geradas por ações contraditórias das chamadas "forças de coalizão", vem sendo materializado por entidades que representariam o Islã, como Al Qaeda, Bin Laden, Taliban, atualmente Estado Islâmico (EI). Seus métodos, porém, contrariam os mais comezinhos valores muçulmanos.

Tratam-se de verdadeiras organizações criminosas, sem conteúdo religioso, a serviço do poder econômico. Todavia, por mais que se diga que suas práticas nada tem que ver com o islamismo, a máquina da grande mídia insiste em rotular o mundo muçulmano de terrorista. Caindo em descrédito um, como agora ocorre com o desmascarado EI, cria-se outro".

Aqui está o ponto baixo do texto, que beira a desonestidade intelectual. O senhor trata os movimentos armados islâmicos como filhotes ou agentes do capital.
"Por mais que se diga que suas práticas nada tem que ver com o islamismo" - quem diga a quem? O senhor acha que é isso que eles dizem, o senhor acha que é isso que se diz a eles?

Demonstração 1

Flávio Ramos (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

Faço análise do texto para expor suas falácias:

Premissa 1 (não documentada) : 80 pessoas detêm a mesma riqueza que 3,5 bilhões
Premissa 2 : essa metade faz por onde receber uma parte dessa riqueza
Conclusão : "A turba é obstaculizada, entretanto, por meio de ações as mais solertes de quem a detém, sempre de modo a disfarçar métodos violentos aplicados na sua proteção e garantir a perpetuação do silêncio da massa ignara".

Esse é rigorosamente o discurso comunista, mas piorado. Marx lança questionamentos ético-econômicos a partir de uma realidade: o operário não é dono do que produz. O sr. Mazloum diz: só por existir a pessoa tem direito à riqueza, independentemente de não ter contribuído para ela.

"Em breve 99% de toda a riqueza mundial estarão nas mãos de apenas 1% das pessoas. Esse assombro foi denunciado em pesquisa da organização Oxfam International, devendo-se principalmente à indústria extrativista (petróleo, gás, minérios) esta captura de oportunidades pelos ricos, naturalmente à custa dos mais pobres e da classe média".

Faltou documentar a afirmação e esclarecê-la. Do jeito que está posta, é mentirosa. A maior parte da riqueza mundial é pública, portanto o 1% mau da humanidade não está guardando 99% da riqueza mundial no cofre. Isso só poderia ocorrer sobre a riqueza não apropriada pelos Estados - teoricamente, para distribuição preferencial aos mais pobres.

Falacioso

Flávio Ramos (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

Fiquei triste com seu texto, Sr. Mazloum. Li-o até o final em atenção a suas qualidades de juiz, esperando alguma coisa de bom, que não veio.
O senhor amontoou e contrapôs números sem demonstrar qualquer relação entre eles. O senhor nega a identidade de um inimigo real em nome de um inimigo virtual que estaria por trás. O senhor - histericamente, porque sem indicar a razão - recrimina a posição contrária, porque é oposto a sua.
Eu não esperava tão pouco do senhor.

Uma vela para Deus, outra para o diabo

Eududu (Advogado Autônomo)

Concordo com os comentários de Gabriel da Silva Merlin (Estagiário - Trabalhista), Prætor (Outros) e JA Advogado (Advogado Autônomo), acrescentando que não vejo nações ou líderes muçulmanos tomando uma posição firme contra seus radicais. Ao contrário, sempre vêm com essa conversa de que o Islã não prega a violência, que não se pode generalizar mas, ao invés de combater o radicalismo, tentam sempre justifica-lo de alguma forma, falando de cobiça por petróleo, da política beligerante internacional (nas palavras do articulista), de má distribuição de riquezas e por aí vai. Na verdade, estão fazendo vista grossa, isso sim. Depois que o circo pegar fogo mesmo eu quero ver.

O fato é que cristãos estão sendo perseguidos e mortos pelos mulçumanos radicais, que estão explodindo sítios arqueológicos, pregando o terror em escala mundial e isso é inaceitável. Tanto criticam as cruzadas, por que aceitar esse tipo de coisa agora? Se continuar assim, é guerra na certa.

MAP é dado ao equívoco até nisto

Prætor (Outros)

Não bastassem as bobagens jurídicas diárias, lá vem o comentador-geral da União falar sobre tema que não entende. Apenas 2 perguntas para derrubar o prolixo comentário:
- Bush lançou bombas no Iraque em nome do Cristianismo?
- Quais foram os "piores massacres da Humanidade" praticados em nome do Cristianismo? Quero números e referências.

O problema está no islã

Marcos Antonio A. dos Santos - Advogado (Advogado Autônomo - Civil)

"Padre assassinado por dois extremistas islâmicos em uma igreja na Normandia." Os assassinos fizeram isso em nome de Alá.
1. “E quando vos enfrentardes com os incrédulos, (em batalha), golpeai-lhes os pescoços, até que os tenhais dominado, e tomai (os sobreviventes) como prisioneiros.” - Alcorão 47:4
2. "Infundiremos terror nos corações dos incrédulos, por terem atribuído parceiros a Deus, sem que Ele lhes tivesse conferido autoridade alguma para isso." - Alcorão 3:151

Quem são os terroristas?

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

O comentário do Prætor (Outros) é risível, e mostra o total desconhecimento da geopolítica mundial. Ora, não existe "critão-bomba"? De onde vinha então aquelas milhares de bombas que literalmente transformaram o Iraque em pó? Não era Bush quem mandava essas bombas? Bush não era cristão? Aqui no Brasil nós infelizmente nos acostumamos a dizer qualquer coisa, sem preocupação com o acerto. Não sou religioso, e apoio todas as religiões. Mas, uma análise isenta na história nos mostra que os cristão, de forma geral, foram responsáveis pelos maiores massacres que a Humanidade já viu. Claro que estou falando aqui de história, e naturalmente os cristãos de hoje não são os cristão de outrora. O fanatismo religioso, uma praga que assola a Humanidade há milênios, faz as pessoas ficarem cegas. Ora, há séculos as nações ocidentais interferem nos países do oriente médio tendo em vista o petróleo. Milhares de pessoas morreram, casas, hospitais, pontes e escolas forem destruídas. Ao longo de muitas décadas, a situação iria por gerar naturalmente uma cultura de vingança, que hoje se manifesta através de ataques terroristas que, frise-se, NÃO SÃO APOIADOS NEM INCENTIVADOS pela religião muçulmana. Claro que melhor seria que os povos ocidentais reconhecem o erro (assim como a Coreia cobra do Japão o reconhecimento pelos milhares de estupros e assassinatos levados adiante na última guerra), pedissem formais desculpas aos povos do oriente médio, e indenizasse o povo pelos estragos causados. Se isso ocorresse (e não duvidem que pode ocorrer em algumas décadas), os ataques terroristas acabariam.

Em termos

JA Advogado (Advogado Autônomo)

O foco do Dr. Mazloum é bom, mas temos que lembrar o que disse o comentarista Praetor e também que a verdadeira origem de tudo está na inimizade extrema e eterna entre judeus e árabes/muçulmanos, árabes e palestinos que veem nos EUA o símbolo do judaísmo. A Arábia Saudita, p.ex., é um país riquíssimo com os bilhões de petrodólares que recebe, mas que concentra nas mãos de meia dúzia de nobres ditadores. Para finalizar, claro que nem todo muçulmano é terrorista, mas o que deixa qualquer analista inquieto é que todo terrorista é muçulmano. O tema é polêmico e complexo.

Discordo (e outras contradições mais)

Sidnei Santos (Advogado Autônomo)

Pelos comentários de alguns, percebe-se na prática exatamente o que o articulista expôs de forma bem didática. Antes de perguntarmos se há "algum país muçulmano democrático", deveríamos perguntar quem controla esses países muçulmanos ricos em recursos naturais...

Discordo

Prætor (Outros)

Discordo diametralmente do articulista. O que vejo é uma certa condescendência da "mídia", que tem pudores em apontar que provêm do Islã, e de nenhuma outra religião, o terrorismo confessional que assola o mundo nos dias de hoje. Não há notícia de cristãos-bomba, nem de atentados budistas por exemplo. Se o Islã não é a causa, deveríamos ser informados do porquê da ocorrência deste fenômeno apenas em seu seio. Não há países muçulmanos democráticos. Não há liberdade religiosa completa em NENHUM país de maioria muçulmana. Os cristãos são majoritariamente perseguidos e mortos em países muçulmanos. Eu não tenho nada contra muçulmanos ou o Islã, mas o que eu narrei aqui são FATOS e estes fatos ou não são ditos pela imprensa ou são "amenizados" por ela. O articulista não poderia estar mais errado.

Desafio...

Gabriel da Silva Merlin (Advogado Autônomo)

Eu proponho um desafio a qualquer pessoa, mostrem um pais que tenha maioria islâmica e que tenha um regime de liberdade democrática.

PS: A turquia não vale, pois já está voltando para o estado natural, apesar de Erdogan ter sido o primeiro presidente eleito pelo voto popular em 2014.

Aplausos

Rivadávia Rosa (Advogado Autônomo)

Realmente. Devemos considerar as ações de extrema crueldade como ‘humanitárias’.
Embora o Islã considere a vida humana sagrada, e, não poderia ser diferente se e enquanto religião, as leis muçulmanas foram constituídas historicamente, seguindo uma separação entre o Corão, suna, Sharia e fiqh, assim como pelos costumes e tradições populares muçulmanas, mas configurou-se atualmente em instrumento político-ideológico para dominação total do ser humano, cuja sharia - doutrina islâmica - controla todos os aspectos da existência duma pessoa - desde a forma certa de usar a casa de banho até às formas permitidas de se dizer mentiras, ou taquiya.
E, assim certos segmentos turbinados pelo ódio à civilização ocidental acreditam ter a sustentação ideológica para as atrocidades que vem praticando ao vivo e em cores dantescas.

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