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Comentários de leitores

14 comentários

Mais um exemplo

A.D.L. (Outros)

Mais um exemplo:

http://uninter.com/graduacao-ead/cursos/tecnologicos/servicos-juridicos-e-notariais

Sistema de Concursos no Brasil

Cícero H P Silva (Advogado Assalariado - Criminal)

Concordo plenamente com a deficiência do ensino jurídico pátrio, bem como com esta tentativa de criar um curso técnico de Direito, mas um ponto, que já vi em diversas colunas do subscritor desta, me chama atenção e me sinto no dever de comentá-lo.
Não raras vezes o Professor critica sistemas de ensino de coaching e livros simplificados para concursos, entretanto, faço uma pergunta: se os livros simplificados tratam exatamente do que os concursos exigem e se o sistema de coaching tem funcionado muito bem (pelo menos é que ouço dizer) para aprovar várias pessoas em concursos público, o que deveria fazer aquele que tem sonho em ser Promotor, Juiz, Defensor Público, Delegado de Polícia? Deveria esta pessoa ir contra tudo que tem funcionado? Devem deixar de fazer inúmeras questões e se debruçar por extensos manuais quando o ato de fazer questões tem se mostrado mais eficiente? Deve desistir de seu sonho?
O problema, a meu ver, não é de quem se vale destes métodos, mas sim do modo como os concursos públicos têm sido elaborados no Brasil. Recentemente me deparei como uma prova que exigia o seguinte: a) ... é o entendimento majoritário do STF e sumulado do STJ; b) ... é o entendimento sumulado do STF e majoritário do STJ; c) ... é entendimento sumulado tanto no STF, quanto no STJ; d) ... é majoritário no STF e STJ, mas não se encontra sumulado.
Uma pergunta no mais alto nível decoreba. Pergunto: aquele candidato mais preparado, que se debruçou horas e horas em cima de um manual jurídico teria mais facilidades para responder do que outro que estudou por um manual simplificado e fez várias questões (talvez até uma semelhante)?

O Direito e o Frajola?

Victor Novais (Advogado Assalariado - Internet e Tecnologia)

A crise paradigmática alcançou o absurdo ( melhor dizendo, muito além dele): os quiz shows nos concursos, agora, abordam questões do tipo: “o que se entende por Síndrome do Piu- Piu?” ( retirado de uma sinopse de Processo Penal). É só estocando comida mesmo.

"Paternalismo pedagógico"

Johnny LAMS (Funcionário público)

Como diz o Dr. Fredie Didier Jr., não podemos admitir o "paternalismo pedagógico".
Mas, no Brasil, não se leva educação a sério. O governo está mais preocupado em dar pedaços de papel (diplomas) do que conhecimento.

Rábula

Rivadávia Rosa (Advogado Autônomo)

Realmente. É melhor revigorarmos o velho rábula. Pelo menos era submetido ao exame da OAB.

Tá difícil...

MADonadon (Advogado Autônomo - Ambiental)

Tem dia que nada surpreende, nem mesmo os comentários. Por favor senhores, para que técnicos se, o desempenho da atividades, pode, e muito bem, ficar a cargo de estagiários. Agora, se a carga tributária (trabalhista) na contratação é muito alto, com a devida vênia, isto é argumento político. O que está em jogo é: Quem fiscalizará essa "profissão"? O MEC, a OAB (não consegue fiscalizar, nem mesmo, imobiliária, contabilidade e outras tantas áreas que possuem (juntos) escritório de advogados (captação de clientela). Vamos liberar tudo então. Melhor, tiremos da Constituição que para postular em Juízo é preciso ser advogado. Liberemos, pois! Até porque, haverá, com certeza, técnicos realizando o que advogado deveria.

Um exemplo

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Trago um exemplo real para ilustrar. Neste exato momento estou sozinho no escritório apenas com minha secretária. Há um colega advogado ajudando nesta semana, mas está fora realizando serviço externo. Preciso ir até o fórum realizar a carga de alguns processos, bem como ir até o banco receber algumas RPVs. Tudo isso toma muito tempo, e como tenho quase 1.000 processos em curso meu tempo deve estar ocupado para realizar o melhor trabalho possível nestes feito, trazendo boas argumentações e resultados a meus clientes. Não gosto de estar em filas bancárias, nem esfregando a barriga em balcões, e certamente eu pagaria um técnico para fazer esse trabalho se existisse. Um técnico habilitado poderia por exemplo, com os ajustes necessários na legislação, inclusive realizar carga de autos em nome do advogado, levantamento de alvarás, valores, enfim, realizar atos que só fazem os advogados perder tempo. Claro que um advogado poderia fazer esse serviço, mas um advogado registrado como sabemos custa muito para o escritório.

vai

afixa (Administrador)

Publicar não?
Vasco é ctrl c
Daniel . Sabe de nada inocente.
MAP não quer contratar funcionários ...

ccurso de tecnólogo não é de advocacia

daniel (Outros - Administrativa)

todos os setores têm a área técnica, apenas no Direito vivem na ilusão do bacharelismo para atividades repetitivas. O Dr. Streck foi muito conservador e corporativista neste texto.

O MEC a serviço daOAB

VASCO VASCONCELOS -ANALISTA,ESCRITOR E JURISTA (Administrador)

Por Vasco Vasconcelos, escritor e jurista. Nobre causídico, no Artigo em tela Vossa Senhoria afirmou "De fato, o ensino está em crise". O MEC hoje não passa de um mero departamento da OAB. Relativamente à péssima qualidade dos cursos jurídicos, peço "vênia" para afirmar que OAB tem parcela de culpa. Se todas as faculdades de direito são devidamente autorizadas e reconhecidas pelo MEC com o aval da OAB, conforme dispõe a Lei nº 8.906/94 – art. 54- XV . Ora se quase todos os profs. são advogados, juristas inscritos nos quadros da OAB, ela também tem sua parcela de culpa pela má qualidade dos cursos. Art. 5º- XIII da CF: “É livre o exercício de qualquer trab. ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer. De acordo com a LDB - Lei 9.394/96 art. 48 diz: os diplomas de cursos superiores reconhecidos, quando registrados, terão validade nacional como prova da formação recebida por seu titular. Isso vale para medicina, engenharia, arquitetura, (...) enfim todas as profissões, menos para advocacia? Ou seja o papel de qualificação é de competência das universidades e não de sindicatos.A própria OAB reconhece isso. É o que atestava o art. 29 § 1º do Código de Ética da OAB "Títulos ou qualificações profissionais são os relativos à profissão de ADVOGADO conferidos por universidades ou instituições de ensino superior reconhecidas.Esse dispositivo foi revogado de forma sorrateira. E agora Prof.
a revogação tem efeito (ex-nunc). O que significa isso nobre causídico? Mire-se na Lei n. 13. 270/ 2016 que determinou as instituições de ensino superior, emitirem doravante, Diploma de Medico e não bacharel em medicina. Destarte torna-se imperioso tratamento igualitário para todas as profissões: DIPLOMA DE ADVOGADO.

Discordância

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Infelizmente neste artigo não posso concordar integralmente com o prof. Lenio. Por certo que não podemos admitir a criação de cursos "tecnológico" que objetivam formar profissionais supostamente aptos a desenvolver atividade típicas de advogado. No entanto, resta certo que hoje no Brasil nós temos milhares de escritórios de advocacia, tanto mantidos por profissionais pessoas físicas como na condição de sociedade de advogados. E a verdade é que falta mão de obra especializada para esses escritórios. A meu ver, da mesma forma que existe por exemplo a enfermagem (cujas funções não se confundem com a do médico), poderia haver uma profissão visando auxiliar as atividades do advogado. Claro que não podemos admitir (e isso seria difícil de implementar na prática) que esses profissionais advoguem, devendo as funções estarem relacionadas a auxiliar os escritórios de advocacia. Nós advogados não somos administradores. Não somos técnicos de informática, nem psicólogos. No entanto, principalmente nos pequenos escritórios, gastamos grande quantidade de tempo nessas funções. Encontrar pessoal apto a cuidar da gestão documental do escritório, do controle financeiro, atendimento básico aos clientes, etc., é muito difícil. Há despreparado generalizado, e total desconhecimento das funções. Nesse sentido (e somente nesta dimensão), a criação de cursos tecnológicos na área jurídica viria em benefício dos advogados e da advocacia, desde que se implemente condições para que todos compreendam que o tecnólogo na área jurídica NÃO É advogado.

As montanhas nos aguardam

R. G. (Advogado Autônomo)

O ensino jurídico é a prova do fracasso. E isso passa pelos concursos públicos, exame da OAB e dos próprios professores despreparados e sem formação sólida. Belo texto!

Apocalipse

Nathália T. (Advogado Autônomo - Trabalhista)

Confesso, que estava ansiosa para saber o parecer do Professor Lênio, a respeito desta notícia divulgada pelo Conjur.
Infelizmente, considerando o capitalismo do ensino, em especial do ensino jurídico no Brasil, essa não será, com certeza, a primeira proposta deste projeto que, certamente, voltará com outros nomes, mas com a mesma finalidade.
Mais espantoso que a notícia foi ler os comentários, de profissionais do Direito, que parecem ser favoráveis a tal aberração.
Aqueles que comentaram a favor, certamente, não militam na área, principalmente na advocacia.

A aprovação deste projeto ou de qualquer outro com mesma finalidade, será o fim do Direito no Brasil.

qual é a importância de

afixa (Administrador)

Um professor ter experiência prática?
Ps. Esta matéria foi para dizer que " estará tomANDO" posse (telemarketing vocabulary) na Oab?
Não demore publicar.

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