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Comentários de leitores

10 comentários

O tempo x dinheiro

incredulidade (Assessor Técnico)

Eu posso perder uma hora numa fila de uma empresa que lucra bilhões por TRIMESTRE, porque não quer abrir mais caixas.
Mas, eu não posso atrasar minha fatura em uma hora (tentar pagar, pelo Internet banking após as 21 horas) porque sofrerei multa, juros e correção monetária.
Interessante.
Eu acho que eu não poderia esperar 5 minutos numa fila de banco, pois me cobram para usar o meu dinheiro, obrigação imposta pelo Estado ao servidor público, que não pode ter conta salário.
Na prática, a tarifa bancária virou um "quase tributo", pois se trata de prestação pecuniária compulsória em moeda, cuja única diferença é não ser exigida por atividade da administração pública plenamente vinculada.

Jogar com a inapetência para o trabalho

Ramiro. (Advogado Autônomo - Criminal)

Vamos combinar, há juiz que afirma, vive gritando aos quatro cantos que trabalha demais, e coloca a culpa no excessivo volume de ações em cima do consumidor, como se o consumidor fosse sempre o cretino, o culpado, o pulha que só quer ganhar um dinheirinho. A primeira tentativa foi rebaixar os danos morais ao ínfimo, mil, mil e quinhentos diante de lesas muito graves, as empresas deitaram em rolaram, o trabalho ao invés de diminuir aumentou... o próximo passo é começar a querer cobrar custas nos juizados...

No Rio o PROCON pela Internet foi uma grande sacada

Ramiro. (Advogado Autônomo - Criminal)

No Rio de Janeiro o PROCON resolveu o problema, o cliente que ultrapassar quinze minutos na fila do banco pode protocolar uma reclamação administrativa no PROCON, e aí vem multa. O lado positivo é que a briga passa a correr, custas e honorários, por conta da empresa contra o PROCON que tem isenção de custas. Falo do PROCON RJ, petições pela web funcionaram contra operadoras de internet, contra algumas empresas.
Por outro lado, particularmente, quando vou fazer a defesa do consumidor a primeira coisa que exijo é pelo menos dois ou três registros de protocolos. Quando vem as contestações, é para fazer chorar de rir. Os mesmos escritórios vem com a ladainha da indústria do dano moral, que o autor é litigante juramentado habitual, que não cabe inversão do ônus da prova, e no meio, tentando uma katchanga, um migué, a alegação de que a legislação não obriga às empresas a guardarem as gravações dos atendimentos por tanto tempo, defendendo que na falta da gravação, que as empresas apagaram, nunca levam a juízo, dos atendimentos, que seja considerado prova em desfavor do autor. Ou seja, o cliente liga, pede para enviar a gravação, não enviam a gravação do atendimento, e nas contestações alegam que não são obrigados a guardar gravações, que os protocolos sem gravações não são prova nenhuma e defendem que essa torpeza milita em favor das empresas que dela tentam se valer...
Agora há um aspecto de realidade, há advogados que se propõem a fazer defesa do consumidor, e o fazem de forma lastimável, acabam sendo jantados pelos escritórios das empresas. Em defesa do consumidor, sabendo que os escritórios do contencioso de massa vão tentar tudo para "jantar" o direito do consumidor, lembrando de Tenório Cavalcante, que também foi advogado, antes os almocemos.

O preço dos maus serviços

J. Ribeiro (Advogado Autônomo - Empresarial)

O exercício do direito não pode ser alvo de estatísticas para a Justiça. Pelo contrário, deve ser estimulado.
Essas empresas, geralmente prestadoras de serviço público, concessionárias, são de fato as grandes vilãs do mercado.
A quantidade de ações indenizatórias demonstra que as indenizações continuam módicas ou ínfimas, se revelando um estímulo as essas empresas a manter as políticas de lucro fácil, descaso e ausência de investimentos para a melhoria dos serviços propostos.
O texto é uma espécie de hipocrisia. Lamentável. É o mesmo que tapar o sol com peneira.

Litigantes habituais ou erros recorrentes?

David Moura (Advogado Autônomo - Tributária)

A matéria em questão, tende responsabilizar a parte mais fraca da relação jurídica que é o consumidor, sobre os altos números de demandas. Desta forma, pergunto: seria demandas exageradas ou erros recorrentes das grandes empresas (considerando o péssimo atendimento e prestação dos serviços)? Discordo da matéria, pois, caso seja contatada a litigância de má-dé, o proponente será responsabilizado e arcará com as despesas, portanto, aconselho que as empresas revejam seus conceitos e atentem para a melhor qualidade dos serviços, o que automaticamente reduzirá drasticamente as demandas.

Propaganda

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

As considerações do artigo não passam de falácias. Os "grande litigantes" no Brasil são os bancos, as grandes empresas da área do consumo e o Estado. Esse, nadam de braçada quando o assunto é litigância de má-fé, sem nenhuma ação concreta do Judiciário. A presente notícia, e suas falácias, assemelham-se mais a propaganda disfarçada de atuação de profissionais da advocacia do que noticia propriamente.

Justiça sem sucumbência

Valentin (Advogado Sócio de Escritório - Internacional)

Uma hora de fila injustificada já é transtorno que não se limita a mero aborrecimento do dia a dia. Nas relações de consumo, eventual atraso de 10 minutos da CPTM é tratado, por “formadores de opinião” na mídia populista, como insuportável.

O desprezo pelo judiciário.

Luis vieira (Servidor da Secretaria de Segurança Pública)

meus parabéns a inovação da técnica, pelo escritório de advocacia. Recentemente, propus ação contra instituição bancária (Bradesco ), por sucessivas penhoras aplicadas, na integralidade de minhas verbas salariais. Na contestação o escritório de advocacia responsável, apresentou texto um tanto e quanto ininteligível para a causa. Em consultas ao Google, verifiquei que em outras demandas a estratégia era a mesma, talvez pelo pequeno valor da causa, ou mesmo, pelo total desrespeito a justiça Brasileira, os profissionais de advocacia que representam os bancos, não mais se dão ao trabalho de produzir defesas, como se arguissem que elas também não serão analisadas. Isso é uma lastimável vergonha e merece reação por parte do Judiciário. A sociedade merece respeito.

Tempo, bem precioso

Leocarlos França (Advogado Associado a Escritório)

"...Alegam que ficaram na fila por uma hora, mas não demonstram o que perderam por causa disso.”

"O homem que tem coragem de desperdiçar uma hora do seu tempo não descobriu o valor da vida." Charles Darwin

Por óbvio, perderam tempo, e tempo é um bem escasso e valioso. Em troca de desperdiçar o tempo do consumidor o fornecedor economiza na contratação de funcionários. No mínimo há no caso um enriquecimento pelos fornecedores as custas de terceiros.

Visão parcial

O IDEÓLOGO (Cartorário)

Ocorre verdadeira agressão dos fornecedores de bens e serviços contra os direitos dos consumidores que, à semelhança de empregados em processos trabalhistas, também atuam nos processos judiciais de má-fé, porém, de forma marginal.

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