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Comentários de leitores

5 comentários

Sem desqualificar ou acusar, apenas fatos

Ramiro. (Advogado Autônomo - Criminal)

Uma questão que não quer calar, sem desqualificar, sem objetivo de desqualificar o trabalho sobre humano dos magistrados brasileiros, nem mesmo tendo intento de acusar de nada, mas será que nos EUA seria admissível a delegação de tarefas, de formatação de sentenças que é atualmente a praxe nessas bandas, por assessores. Em geral os melhores juízes e desembargadores se cercam de melhores assessores, enquanto outros, e então se veem pérolas... A participação de assessores, por outro lado, é algo que acontece até na SCOTUS, sendo que lá são recém formados em direito e ficam em geral por dois anos, e os que estudam aquela corte não negam da influência que estes assessores exercem, conforme orientações políticas, na admissibilidade de casos por temas.
Fato, é humanamente impossível que qualquer juiz brasileiro dê conta do volume de sentenças que necessita produzir para fazer frente às exigências do CNJ sem seu time de assessores.
Como posto em princípio a questão não é acusar, desqualificar, não é por aí , mas seria uma questão de justiça os juízes brasileiros reconhecerem a importância de seus assessores, de suas equipes de gabinete.

Engano!

Coelho (Advogado Autônomo)

Me desculpem os nobres magistrados que comentaram anteriormente, mas enquanto a média de duração de um processo nos EUA dura em torno de 3 anos e quatro meses, um processo no Brasil dura em média o dobro disso, existindo processos com 10, 15 e 20 anos. Um diferença significativa. Além disso temos o Poder Judiário mais CARO do mundo, ou não?

A celeridade "não percebida" da Justiça do Brasil

F Montenegro (Juiz Estadual de 2ª. Instância)

Há anos que defendo a ideia de qua a justiça brasileira caminha igual ou melhor que em muitos países desenvolvidos e considerados como de 1º mundo como os EUA ou diversos países da comunidade européia.
Na verdade, o que percebemos por aqui é uma orquestração por políticos, ignorantes sobre o tema ou por pessoas mal intencionadas e principalmente pela Impresa (que vive do caos), inclusive e até mesmo por alguns membros do próprio Poder Judiciário.
Aliás, a Justiça brasileira e especialmente, a do Rio de Janeiro, não apenas é, muitas vezes mais célere do que inúmeros outros países desenvolvidos, como qualitativamente satisfaz com elevado grau de eficiência e as estatísticas dos Tribunais e do CNJ bem demonstram isso, no entanto, o discurso que parece que convém sempre é o da morosidade, enraizado na hipocrisia de diversos seguimentos repesentatativos da sociedade civil. Há casos de demora injustificada, mas isso só vem confirmar a regra que é a justiça célere.
Por outro lado, o tempo de duração razoável do processo deve ser observado caso a caso e de acordo com as circunstâncias e um julgamento açodado não interessa a ninguém, mesmo porque a velocidade com que a sociedade, às vezes, gostaria que ocorresse, apresenta-se incompatível com o necessário tempo de maturação do processo e, quase sempre atentariam, não apenas contra o due process of law, mas também e principalmente contra as mais comezinhas garantias processuais.
Assim, precisamos enfrentar a realidade e admitir, sem hipocrisias, que o tempo de duração dos processos no Brasil está perfeitamente de acordo com os demais países desenvolvidos e não constitui nenhuma exceção a ordem mundial, especialmente quando consideramos que no Brasil existe um processo para cada duas pessoas. Pasmem!!

Juízes brilhantes

Doris Wolff (Advogado Autônomo)

Como advogada militante, fico admirada com o brilhantismo da maioria dos juízes brasileiros de primeira instância e penalizada com a desumana carga de trabalho. Orgulhosa do Juiz Sergio Moro, esforçado e justo, a enobrecer o Poder Judiciário.

Esperndo de novo

Daniel André Köhler Berthold (Juiz Estadual de 1ª. Instância)

Há quem costume dizer, nos comentários a outras notícias, coisas como: a prestação jurisdicional do Brasil é a pior do mundo.
Mas, quando aparecem notícias como a ora comentada, mostrando que, no Brasil, cada Juiz recebe número de processos para analisar várias vezes maior que noutros países, tais comentaristas não aparecem.

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