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Direito na Europa

Por Aline Pinheiro

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Namoro às escuras

Mulher é condenada por se passar por homem para fazer sexo com outra

Um caso de amor na pequena cidade de Chester, norte da Inglaterra, terminou na Justiça nesta semana. Gayle Newland, de 25 anos, foi condenada por se passar por homem para manter relações sexuais com uma mulher. O relacionamento durou dois anos e terminou no dia que a namorada descobriu que o seu príncipe encantado era, na verdade, uma princesa mentirosa.

De acordo com as informações do The Guardian, a acusada foi condenada com base na lei que classifica como violência sexual fazer sexo com uma pessoa sem o seu consentimento. O júri entendeu que a mulher consentiu em fazer sexo com quem acreditava ser um homem, e não com Gayle Newland. O juiz deve anunciar em novembro qual a punição imposta a Gayle.

A mulher, que teve sua identidade preservada, se disse uma pessoa sozinha e desesperada por encontrar um grande amor. Nessa busca, esbarrou com um homem chamado Kye Fortune no Facebook. Os dois conversaram durante algum tempo e, apaixonados, resolveram se encontrar.

Desde o primeiro encontro, Kye Fortune impôs uma condição. A namorada jamais poderia vê-lo. Nos encontros, deveria sempre estar de olhos vendados. Ele justificou o pedido alegando que tinha sofrido uma cirurgia cerebral e tinha vergonha das cicatrizes e dos danos na sua aparência.

Foram meses de encontros regados a sexo e filmes na casa da namorada. Ela, sempre de venda nos olhos, contou que se contentava em deitar no colo de Kye e apenas escutar os diálogos na televisão.

O romance acabou no dia que a namorada resolveu tirar a venda. Aí ela se deparou com Gayle, com os cabelos presos num chapéu, os seios amarrados com faixa e um pênis de borracha preso na cintura. Gayle tentou se matar depois da descoberta e a namorada procurou a Justiça.

Ainda de acordo com o The Guardian, Gayle Newland chorou durante todo o seu depoimento e disse que a namorada era o seu grande amor. Ela alegou que a namorada sempre soube que estava se relacionamento com uma mulher. Já a namorada apelou para o bom senso para convencer o corpo de jurados: jamais traria uma história tão constrangedora para a Justiça se não fosse verdade.

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Revista Consultor Jurídico, 16 de setembro de 2015, 11h27

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