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Desembargador proíbe governo gaúcho de parcelar salário de servidor

O artigo 35 da Constituição do Rio Grande do Sul diz que o pagamento dos servidores públicos estaduais deve ser feito até o último dia útil do mês do trabalho prestado. Assim, considerando o caráter alimentar da verba e o notório atraso nos pagamentos do governo estadual, o desembargador Túlio de Oliveira Martins, do Tribunal de Justiça do RS, conceder liminar para um servidor, proibindo o parcelamento do salário.

No voto, o desembargador-relator afirmou que, apesar da crise financeira do Estado, o Judiciário não pode permitir o descumprimento de preceito da Constituição Estadual. O magistrado citou também diversas decisões no mesmo sentido já proferidas pelo Órgão Especial.

‘‘Defiro a liminar, determinando que a digna autoridade apontada como coatora [governador José Ivo Sartori] abstenha-se de adotar qualquer medida que implique o não pagamento dos vencimentos mensais devidos ao impetrante [autor do Mandado de Segurança], até que sobrevenha decisão definitiva de mérito neste mandamus e, ainda, que regularize em até 72h pendências relativas ao parcelamento noticiado nos órgãos de imprensa’’, escreveu no despacho. 

O mérito da ação ainda será julgado pelos 25 desembargadores que compõem o Órgão Especial. Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-RS.

Clique aqui para ler a liminar.

Revista Consultor Jurídico, 16 de setembro de 2015, 11h40

Comentários de leitores

2 comentários

Servidor vs Cidadão

J. Ribeiro (Advogado Autônomo - Empresarial)

Mais uma decisão fora da realidade estadual e nacional. Criam os elefantes brancos, deles abusam, e agora querem que a sociedade civil produtiva pague pelos desmandos.
Espera-se, se não houver melhora no quadro da economia nacional, que o parcelamento se estenda a todos, inclusive o Judiciário, pois os serviços básicos e mínimos devidos a população tem prioridade.

Efetividade

Christian Girardi (Advogado Autônomo - Tributária)

Pena que esta e outras decisões não terão a devida efetividade, pois o Estado mais uma vez descumprirá a ordem e o pagamento se dará em momento posterior.

Comentários encerrados em 24/09/2015.
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