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Comentários de leitores

12 comentários

Uma explicação dos teóricos

incredulidade (Assessor Técnico)

Como um direito pode ser exercido e, ao mesmo tempo, apenado?
A greve é um direito? Se é um direito, como pode ser punido o seu exercício?

Pintar a realidade

incredulidade (Assessor Técnico)

Nem se estressem com Pintar. Ele é conhecido por criticar privilégios, mas apenas os que ele não tem. Quando se trata de advocacia, tudo pode, tudo é merecido, pois os advogados são a personificação da Geni do Chico Buarque. Já toda e qualquer profissão que não seja advocacia é exploradora, aproveitadora e sangue suga. Será conveniente levar a declaração dele ao Sindicato, para interpelá-lo judicialmente (como ele tanto gosta de fazer, para ganhar mídia, numa forma de captação de clientela indireta) ao generalizar a acusação de roubo ao Erário.

Bidê expiatório... Ou seria "bode"?

Fábio Gardenal Inácio (Outro)

Não seria a volta da CPMF culpa dos servidores públicos, para alguns?

Esse rombo de 32 bi do orçamento, que não é redutível mediante cortes orçamentários sendo necessária a reimplantação da atualmente chamada CPPREV (segundo a Presidenta), não seria melhor resolvido descontando-se, de faro, os dias parados dos servidores grevistas? Afinal, tudo que importa em gastos desmesurados do dinheiro público não é por conta dos altíssimos salários que *todos* os servidores recebem?

Então, por que não impedir o direito de greve permitindo os descontos dos dias parados?

Já que repor o atraso com trabalho extra é corriqueiro e não ataca aquilo que os servidores mais têm, na ótica de alguns, que é dinheiro sobrando aliado a um choro "de barriga cheia" e sendo fato que *todos* os servidores têm os aumentos salariais em dia (em nenhum ano desde 1988 os servidores deixaram de ter *aumento salarial* ao invés de mera reposição inflacionária) e podem propor novos aumentos por um simples encaminhamento de projeto de lei de iniciativa privativa, para que mais esse funesto direito se greve? É colocar turbina em asa dada à cobras, não?

Acho até que servidores deveriam é pagar pelo privilégio de serem bodes (ou bidês) expiatórios da República ao serem tão insensivelmente atacados pela iniciativa privada. Nossos filhos têm a mesma fome e necessidades dos demais da iniciativa privada, mas parece que não, para alguns. Que pena.

O que é devido?

Fábio Gardenal Inácio (Outro)

Ao que parece, para alguns, a insatisfação com as regalias de uma classe do teto dos Poderes é espraiada ao piso (servidores) também. Pode ser certo. Não deveriam os servidores concursados estudar horas após seus antigos ou atuais trabalhos para, sendo aprovados, receber apenas salário mínimo? Fazerem todo o trabalho de suporte e intelectual e não terem reconhecimento? Serem responsabilizados pelos 32 bi de rombo do orçamento público? Ser bode expiatório não está no cerne do conceito de "servidor público"? Assim, por que não tolher o direito de greve, que prejudica a iniciativa privada, a qual só quer vociferar o desprezo e o menosprezo pelos servidores? Tolhamo-no, pois!!!

Os vencimentos estrelares... só se o forem no sentido de deixar a grande maioria vendo estrelas pra passar o tempo e sonhando com dias melhores, o que significaria ganhar um salário mínimo e meio, como parecem desejarem boa parcela da iniciativa privada.

Mas se é tão bom ser servidor, se todos têm mais direitos do que merecem, vencimentos siderais e tal, bem, o Portal Transparência está aí. Só espero que a sabedoria impere ao impedir comparações descabidas entre o teto e o piso do serviço público, pois é o mínimo exigido pela racionalidade coerente.

Incrível

Leandro Melo (Advogado Autônomo)

Como algumas pessoas defendem tanto empresários (seja no Direito do Trabalho ou no Direito do Consumidor) e podem falar de receber sem trabalhar?
Quem menos trabalha neste país são os grandes empresários. Hoje a grande maioria dos empresários só o é por estar aproveitando o trabalho do pai, é quase o direito divino dos absolutistas: nasci rico, eu mereço.
Eu acordei para vida real faz muito tempo, meu rapaz! Eu trabalhei e ainda trabalho como louco, dei muito lucro para o "filho do patrão".
Vim de família humilde, pobre só consegue qualquer coisa se acordar para vida enquanto os ricos ainda estão brincando no playground. Portanto, acorda filho, existe vida fora do Playground, e é humana, não é bicho não!

CNJ determina corte...

FARamos (Outro)

O que se deve esperar de um órgão presidido por quem envia um projeto de lei, aprovado pela Câmara e pelo Senado por unanimidade e vetado totalmente pelo Executivo, quando consultado sobre o veto se omite ao afirmar que é matéria a ser apreciada pelo Legislativo (e é mesmo) mas prefere, como Chefe do Judiciário não se indispor para manter uma "harmonia" que só existe para que o Executivo e o Legislativo permaneçam fazendo o que bem querem IMPUNEMENTE e envia novo projeto sob condições, que segundo foi anunciado pela mídia, significa o que MAIS AGRADA ao Executivo e ao Legislativo. Isso seria melhor denominado SUBSERVIÊNCIA, OMISSÃO, INAPETÊNCIA PARA O EXERCÍCIO DE PODER ou outra coisa menos honrosa.

Direito só vale da porta "pra" fora.

Inácio Henrique (Serventuário)

É de se lamentar essa decisão. ATENÇÃO SINDICATOS. contra medidas ilegais cabe mandado de segurança, ou ficaremos esperando mais puladas em nossas cabeças? Infelizmente teremos que contar com profissionais que consideram nossa greve ilegal para nos defender e, mesmo que o STJ ainda não tenha proferido qualquer decisão a respeito já tem doutos doutores considerando ilegal um ato onde se busca preservar direitos violados pelo próprio Estado.

Auxílio-moradia

Daniel Dinelly (Serventuário)

O mais "interessante" é que a OAB não fala nada sobre o Auxílio- moradia pago aos magistrados!!

Leandro Melo

Nadir Mazloum (Advogado Associado a Escritório)

Acorda pra vida real rapaz!!Receber sem trabalhar???Só nesse paizinho de advogados trabalhistas mesmo...

É preciso limitar o direito de greve no serviço público

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Nos últimos anos, os servidores e agentes do Estado foram alçados à condição de proprietários do País. Tudo o que foi produzido nos últimos anos pela Nação foi direcionado aos bolsos deles, sejam mediante roubo puro e simples, seja mediante o pagamento de vantagens astronômicas sem paralelo no mundo. Motivo? Apoio político. Agora, mesmo se o grupo político que arruinou o País for afastado do poder, restará a herança maldita da cultura de que o servidor é o rei da república. Nessa linha, as centrais sindicais dos servidores públicos já anunciaram greve geral caso o Estado prorrogue o aumento de vencimentos programado para 2016, muito embora sequer exista dinheiro para pagar os 7 bilhões de reais. Assim, só haverá algum progresso visando reequacionar os vencimentos astronômicos dos agentes do Estados, frutos de anos seguidos de irresponsabilidade administrativa, se o direito de greve no serviço público sofrer algumas limitações, lembrando que os servidores públicos NÃO POSSUEM o mesmo direito que os trabalhadores do setor privado quando o assunto é greve. Qualquer ação estatal que vise reconduzir os servidores ao devido local na qual estão situados constitucionalmente em matéria de remuneração e regalias irá gerar de imediato movimentos grevistas. Vale lembrar que, em que pese a doutrinação melodramática criada nos últimos anos em troca de apoio político, OS SERVIDORES PÚBLICOS NÃO SÃO OS DONOS DA REPÚBLICA.

Na direção certa

Rodrigo de Araujo Alves (Servidor)

Caro Leandro Melo, ninguém quer impedir que estes servidores possam pleitar direitos melhores através da greve, só não se julga justo que a sociedade financie isto. Enquanto eles deixam de "produzir", e pior, tentam compelir outros a fazer o mesmo, bloqueando o acesso aos Tribunais, não faz sentindo que eles continuem a receber salários.

Continuo afirmando...

Leandro Melo (Advogado Autônomo)

O Brasil está caminhando para a ilegalidade de movimentos grevistas. Esse é o maior retrocesso da história do Direito Trabalhista.

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