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Prejuízo ao erário

Barroso suspende férias de 60 dias de procuradores da Fazenda Nacional

Comentários de leitores

8 comentários

Dr. Marcos Alves Pintar

Gini (Servidor)

Nunca um dia, imaginei concordar como senhor: "...o que vale é tão somente obter a melhor vantagem com o cargo, SEM A MAIS REMOTA PREOCUPAÇÃO com o trabalho ou com resultados em favor do contribuinte. "
Hoje mesmo eu disse algo parecido.

J Silva (Procurador da Fazenda Nacional)

Observador.. (Economista)

Ótimo comentário.
Vivemos em um país de faz-de-conta e do "faça o que digo mas não o que faço".

Um país surreal onde o contribuinte (empresas e trabalhadores da iniciativa privada) financia privilégios impossíveis, inatingíveis para ele, contribuinte.

Um país surreal onde quem tem um monte de benesses afeta seriedade ao negar para outros aquilo com o que se lambuza.

Somos um povo catatônico mesmo.Só isto explica o fato de não ter havido ainda uma grande revolta neste país.

Muito pior são os auxílios imorais e inconstitucionais

J Silva (Procurador da Fazenda Nacional)

Muito pior que essas férias de 60 (sessenta) dias são os auxílios "indenizatórios" que de um tempo para cá a magistratura e o MP passou a receber em conjunto com o subsídio.
Com efeito, os vários auxílios que vem sendo dioturnamente criados, quer mediante leis, quer mediante simples resoluções (sim, nesse país criam-se benefícios mediante simples resoluções), ofendem frontalmente a Constituição Federal de 1988. Senão vejamos o que afirmam os seguintes artigos da Carta Magna:
"Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social:
...
IV - salário mínimo , fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim;"

"Art. 39. ..
...
§ 4º O membro de Poder, o detentor de mandato eletivo, os Ministros de Estado e os Secretários Estaduais e Municipais serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única, vedado o acréscimo de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de representação ou outra espécie remuneratória, obedecido, em qualquer caso, o disposto no art. 37, X e XI."
Como se vê, a própria CF/88 é clara quando afirma que as despesas do cidadão com habitação, educação, saúde, lazer, vestiário e transporte devem ser pagas através da remuneração recebida (inclusive para quem recebe salário-mínimo). Como subsídio não pode ser cumulado com verbas de natureza remuneratória, se o STF quiser de fato ser reconhecido como um Tribunal sério, irá julgar inconstitucional todas essas "indenizações"

Discutamos, então, os privilégios

J Silva (Procurador da Fazenda Nacional)

Essa discussão sobre férias de 60 (sessenta) dias precisa ser melhor aprofundada. De fato, é preciso ter em conta que os agentes públicos são pagos com os impostos pagos pelos trabalhadores da iniciativa privada e pelas empresas, e nenhum trabalhador ou empresário tem direito a férias de 60 (sessenta) dias. Não se entende, assim, como é que quem financia o Estado tem menos regalias de quem é financiado. Trata-se de uma lógica inversa. Particularmente, considero que agente público algum poderia ter qualquer tipo de benefício que não fosse extensível aos trabalhadores da iniciativa privada. É uma simples questão de lógica (como é que eu, que pago o tributo, não tenho os mesmos direitos daqueles que são remunerados com os valores que eu pago?).
Não obstante, é preciso, aqui, ter em mente que o direito a férias de 60 (sessenta) dias beneficia, especialmente, magistrados, membros do Ministério Público, Conselheiros de Tribunal de Contas e muitas outras categorias de agentes públicos, INCLUSIVE O PRÓPRIO MINISTRO BARROSO. Logo, se é para acabar com esse benefício exdrúxulo (e é exdrúxulo mesmo, como já explicado), que se acabe para TODOS.

Custo x Benefício

J. Ribeiro (Advogado Autônomo - Empresarial)

Bem... melhor avaliando, talvez saia mais módico que fiquem em casa mesmo.

Correto o STF

P. R. (Procurador Federal)

Creio que hoje em dia ninguém deveria ter o privilégio de tirar 60 dias de férias... As carreiras que ainda possuem essa regalia acaba "vendendo" uma parte, o que demonstra que, de fato, 60 dias é muito.

Complicado

Gabriel da Silva Merlin (Advogado Autônomo)

Por essas e outras que no Brasil os cargos públicos são disputados a tapa, quem é que não quer uma teta dessas?

Estado e seus agentes são nosso maior problema

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Lamentável! Em plena crise econômica, causada diretamente pela própria incompetência dos agentes públicos, concede-se 60 dias de férias para os marajás, algo sem paralelo em qualquer outro lugar do mundo. A crise atual não é sem motivo. O Estado brasileiro se transformou em um enorme cabide de empregos, na qual o que vale é tão somente obter a melhor vantagem com o cargo, SEM A MAIS REMOTA PREOCUPAÇÃO com o trabalho ou com resultados em favor do contribuinte. Nós, burros de carga, estamos trabalhando no Brasil exclusivamente para sustentar todo esse pessoal, em regra incompetentes, improdutivos, corruptos, e ávidos por regalias de todas as espécies. Faz-se necessária uma reforma profunda no Estado brasileiro, para acabar com toda essa farra.

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