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Órfãos de pais vivos: por onde anda
a responsabilidade familiar?

Comentários de leitores

6 comentários

Sérgio

Sergio Soares dos Reis (Advogado Autônomo - Família)

Com todo o respeito, mas discordo do comentaria Dra. Dhea.

Quanto ao "ABORTO". Caso a minha honrada MÃE, quando nasci tivesse feito o ABORTO, eu NÃO ESTARIA neste momento comentando o seu artigo.

Aliás, ninguém estaria.

Abraços, e que DEUS continue te ILUMINANDO.

Para relfexão

Dhea (Advogado Associado a Escritório - Empresarial)

Excelente texto. Questão difícil de se resolver. Será que não seria o caso de se considerar novamente a discussão para legalização do aborto como prevenção de uma parcela desses casos?
Dhea

Orfãos de pais vivos

Dartagnan di Treviso (Engenheiro)

Belíssimo e valoroso o artigo da Dra. Lucia e do Dr. Wilson.
Penso que a sociedade nos dias de hoje dá enfase maior aos direitos do que aos deveres; à satisfação pessoal do que à responsabilidade comunitária; ao benefício próprio do que ao bem comum. Vejo nisto um paralelo aos desastres provocados à partir do "iluminismo" do século XIX, onde, desprezando os seus líderes os inúmeros estudiosos e sapientíssimos homens e mulheres de 20, 25 séculos anteriores a êles, decretaram o homem como centro do universo, e pior, não o homem social, coletivo, mas o homem particular egocentrado. Assim a prevalência na atualidade, da busca de toda satisfação egoísta e não a visão da totalidade do ser humano. Vemos o abandono, fomentado pelos meios de comunicação, das responsabilidades e obrigações das pessoas com seus mais próximos para enaltecer todos os meios de "satisfação pessoal". É o desprezo de valores do dever - munus do latim - para dar lugar à satisfação de toda sorte de desejos e instintos, inaceitáveis décadas atrás, e cada vez mais exacerbados dado o rompimento de qualquer limite para os mesmos.
A humanidade milenarmente evoluiu buscando e perseguindo a virtude e a perfeição, por si só inatingível pelo ser humano. Porém hoje se enoja dela e busca no vício o bem idealizado.

Sérgio

Sergio Soares dos Reis (Advogado Autônomo - Família)

Excelente artigo, parabenizo a ambos Dr. Wilson José Vinci Júnior e Dra. Luciana Vieira Dallaqua.

Eternamente grato. SUCESSO.

Sérgio - e-mail: s_s_reis@yahoo.com.br

Uma questão de favoritismo em vez de justiça.

Roosevelt Abbad (Professor)

Quando promulgada a Lei 13.058/14 da guarda compartilhada, determinando que a convivência seja equilibrada entre o pai e a mãe, muitas pessoas pensaram que a mensagem legislativa estava claríssima e que o modelo era regra com convivência entre 35% até 50% do tempo, como recomendam as pesquisas e estudos científicos em todo o mundo, e que bastava os tribunais seguirem as recomendações que estaria garantida as relações entre pais e filhos.

Infelizmente, os tribunais brasileiros ainda tratam a guarda compartilhada e a convivência equilibrada como uma ficção, como uma concha vazia na qual um juiz pode decidir o que quiser e dividir a convivência como eles desejarem, ou seja, apenas um aumentinho de visitas.

Este entendimento vem sendo observado em diversos Tribunais em todo o Brasil e foram explicitadas na fala do Desembargador Salles Rossi no Congresso da Guarda Compartilhada realizado dias 27 e 28 de agosto na Assembleia Legislativa de São Paulo.

A defesa que temos contra essa tirania judicial, é o exercício da cidadania do grupo de pais e mães lesados pelo estado, cidadãos livres e dispostos a lutar com o apoio do Congresso Nacional e de juízes e magistrados sintonizados com a contemporaneidade e contra esse ambiente favorável à litigância de má fé com garantia de favoritismo com deplorável preconceito de gênero, que prevalece nas varas de família.

Varas de família: uma questão de favoritismo

Roosevelt Abbad (Professor)

Um juiz, quando solicitado a decidir a guarda de filhos no Brasil, com o poder absoluto pode interpretar a mensagem legislativa e modificar o texto legal de convivência compartilhada de forma equilibrada, para um simples aumentinho desequilibrado de visitas.

Assim o texto da Lei nº 13.058/14 nos tribunais de família se tornou uma questão de favoritismo por preconceito de gênero, em vez de promover a justiça.
As decisões sobre guarda compartilhada no Brasil não estão sendo regidas pela lei, mas pelo capricho arbitrário dos juízes e pela subjetividade de advogados e psicólogas.

1 – Confundem a opinião pública chamando a guarda compartilhada de alternada,
2 – Fixam residência de referência quando ambos os pais residem na mesma cidade,
3 – Não equilibram a convivência como determina a Lei,
4 – Legislam em cima do texto legal,
5 – Condenam a inevitável alternância de residências, com clichês apelativos (criança mochilinha)
6 – Ignoram os estudos e pesquisas mais recentes publicadas em todo o mundo,
7 – Ignoram os riscos resultantes da guarda unilateral,
8 – Ignoram a alienação parental,
9 – Ignoram o superior interesse da criança (conviver em igualdade com pai e mãe)

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