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Comentários de leitores

9 comentários

A (propositalmente) Desconhecida Curva de Laffer

CesarMello (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

Qualquer argumento em favor de aumento de impostos (poderia-se até substituí-los mas não aumentá-los) aponta para um desconhecimento de um princípio básico de economia que é a Curva de Laffer.

Este princípio informa que há um ponto onde aumentar as alíquotas leva em verdade à uma diminuição na arrecadação.

Hoje, através de experimentos, verifica-se que esta curva tem como limite uma tributação de 33%. E a carga tributária Brasileira é de 37%. Assim, não há espaço nenhum para aumento de impostos.

O problema é que o Governo trabalha com Projeções de um dinheiro fictício, e o único freio que havia para tal comportamento perdulário (Lei de Responsabilidade Fiscal) foi tacitamente revogado pelos que gritam "Impeachment é Golpe" e "Não cabe condenar por atos do mandato passado".

Assim, o governo aumenta alíquotas FINGINDO que isso gerará arrecadação, o que lhe permite gastar mais do que irá arrecadar FINGINDO que está agindo de acordo com a LRF.

E aqueles que que defendem que é melhor dar o dinheiro (desde que dos outros) para o Governo comprar aquilo que as próprios pessoas poderiam comprar é a melhor solução, esquecem-se que todo esse Estado de "Bem Estar Social" (onde se mata 60 mil/ano) só irá durar até o dinheiro dos outros acabar.

Pelo visto, o nosso fim será o mesmo da Grécia. E quando a hora chegar, eu caminharei triunfante sobre os corpos dos que abdicaram do esforço próprio e tornaram sua única fonte de sobrevivência o Pai Estado.

Questão de Confiança

MarcoPerdigão (Advogado Autônomo - Tributária)

A idéia da compensação com o IRenda é interessante mas, no Brasil, certamente o órgão tributante irá criar dificuldades interpretativas de lei limitando este mecanismo. Isto acontece atualmente nas empresas com o ICMS, PIS, COFINS e não será diferente com as pessoas físicas. É a falta de confiança entre Contribuinte e Fisco.

imposto só sustenta a corrupção

WLStorer (Advogado Autônomo - Previdenciária)

"Um correntista que movimente uma conta mensal de R$ 5 mil, pagará, com uma alíquota de 0,38%, a importância R$ 19, inferior, portanto, ou nos limites dos R$ 20, R$ 30 que os bancos cobram dos pequenos correntistas pelos seus serviços". Então o banco vai deixar de cobrar os serviços? NÃO. Os correntistas só pagarão o imposto? NÃO. O imposto servirá para prestação de algum serviço público ou mais dinheiro para sustentar a corrupção? SUSTENTAR A CORRUPÇÃO.

Artigo lúcido e de leitura obrigatória

Alexandre Infante Vieira (Juiz Federal de 1ª. Instância)

Parabéns pela lucidez dos argumentos e pela coragem de ir contra o pensamento comum. A ideia de compensar a CPMF paga com o IR devido é brilhante.

Menos Traumático.

Estrupício Hermenêutico (Outros)

O retorno desse imposto será menos traumático do que o corte em direitos previdenciários, dentre outros. Mas é preciso compreender que existe um limite para o aumento das receitas públicas. Só aumentar a carga tributária, sem atuar sobre as causas do deficit orçamentário, não vai resolver o problema, vai apenas adiar a necessidade de encontrar a solução.

Pelo fim da expropriação do povo em benefício de castas

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Lamentável! O povo brasileiro não aguenta mais pagar tributos e bancar mordomias aos agentes do Estado. Para o articulista, juiz aposentado, é fácil falar já que com renda fácil garantida os tributos não o atingem dado os valores astronômicos que recebe.

Congratulações

Ricardo Cubas (Advogado Autônomo - Administrativa)

Parabenizo o articulista pela coragem de se contrapor ao posicionamento torrencial em sentido contrário.
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Saliento outro aspecto interessante desse tipo de taxação que é a possibilidade de se instituir controles sobre toda as formas de lavagem de dinheiro e de enriquecimento sem causa.
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Tem ainda outro alteração nos tributos que, até agora, não ouviu falar, que é, simplesmente, a criação de uma nova alíquota de imposto de renda de 35% para as altas rendas assalariadas. Não sei porque isso não está sendo objeto de discussão no âmbito do governo.
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No entanto, seria de bom alvitre, com eventual instituição de imposto sobre movimentação financeira ou instituição de nova alíquota de IR, revogar por inteiro o IPI e/ou desonerar em 100% os produtos da cesta básica, de forma a não aumentar a carga tributária total, que já está em patamares limítrofes indesejáveis.

Complicado

Gabriel da Silva Merlin (Advogado Autônomo)

Eu tenderia a concordar se os gastos com impostos fossem revertidos em serviços públicos de qualidade, o que está longe de ser a realidade.

No mais, isso é claramente motivado pelo fato de que tendo em vista a total irresponsabilidade fiscal dos últimos anos o Governo Federal desajustou completamente as contas do governo, e agora precisam instituir um novo imposto para fechar a conta. Ou seja, é a população literalmente pagando pela incompetência de um Governo irresponsável (para dizer o minimo).

O que realmente daria certo

Paulo Henrique Veras (Advogado Autônomo - Administrativa)

O que realmente daria certo, e neste caso não é a ressurreição da antiga CPMF, seria o governo federal deixar a preguiçosa prática de usar o aumento de impostos como desculpa para levantar receitas, e ter mais coragem para diminuir a estrutura do Estado onde ela deve ser diminuída.

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