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Diário de Classe

Cursos jurídicos devem formar advogados, não aprovados em exames de Ordem

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Comentários de leitores

11 comentários

OAB na contramão

Ariosto Moreira da Rocha (Bacharel - Administrativa)

Sabemos que é desnecessário esse exame aplicado pela OAB, além de RESERVA DE MERCADO, é a porta que se abriu para corrupção, nenhum outro curso há exame assim. Estão corretos, quem qualifica é o mercado de trabalho. Bacharéis em Direito, após o término do curso, são impedidos de trabalharem, isso além de matar o ser humano, é uma escravidão, é por isso que apoiamos a aprovação do PL 2154/2011, temos inúmeras publicações da imprensa que fortalece a tese de que esse exame é desnecessário, essa é apenas mais uma.

Será falha das IE´s?

alumni (Administrador)

Creio que em nenhum dos casos apontados, mesmo que a Instituição de Ensino (IE) tenha um programa voltado para concursos, os jovens aprovados já tivessem recebido conteúdo suficiente para fazer o exame de Ordem. Muito menos acredito que sejam gênios superdotados. Pode ser que tenham feito um curso preparatório e, com alguma sorte, lograram êxito.

Com isso, não estou a eximir alguns cursos de falhas que precisam ser corrigidas, mas estou a tecer uma crítica ao próprio sistema de avaliação do exame de Ordem.

Já disse aqui antes, algumas perguntas de 1ª fase, nem advogado com 20 anos de carreira, que não seja da área específica, consegue responder. No entanto, o que se espera como razoável, são perguntas genéricas básicas, que mesmo o tal advogado com 20 anos de carreira consiga responder.

Bom, mais não digo, apenas que parte do ensino jurídico no Brasil está aquém do mínimo desejável, mas que o exame de Ordem, por vezes, é irónico.

Cunprimentos

Questão preliminar.

Franz F. (Outros)

Não compreendo como conseguir fazer a prova, haja vista no edital exigir estar cursando o último ano ou 2 últimos períodos da faculdade.

Aliás, no ato da inscrição, exige-se autodeclaração de tal.

Cursos jurídicos

O IDEÓLOGO (Cartorário)

Os cursos de graduação em Direito (antigo Ciências Jurídicas e Sociais) fornecem ao interessado somente conhecimento básico para atuação no meio social. Os cursos de pós - graduação deveriam transmitir, igualmente, o conhecimento básico ao candidato, por mínimo, doze meses, findo os quais, seria realizada a concentração em matéria específica. Insisto no procedimento, porque é fácil encontrar no mercado de trabalho Doutores que, porém, esqueceram o mínimo que aprenderam na graduação.

Formação inepta!

Gilbert R L Florêncio (Assessor Técnico)

Se, por um lado, as faculdades de Direito não conseguem produzir um advogado, por outro, o exame da OAB também não consegue, e isso é empiricamente verificável com facilidade. Nada obstante, na atual conjuntura pedagógica, estou convicto de que o exame é imprescindível, mas não no formato atualmente adotado.
Ademais, deve-se ter em mente que as faculdades de Direito deveriam prezar pelo desenvolvimento da capacidade de reflexão de seus formandos e não apenas fazê-los experts em decoreba, não se podendo olvidar, ainda, de que a advocacia é apenas um dentre os diversos campos de atuação possíveis na seara jurídica. Obviamente, nem todos são talhados para a advocacia, assim como nem todos o são para a magistratura etc. Portanto, penso que cursos jurídicos NÃO devem formar nem advogados, nem juízes, nem promotores, nem delegados, nem concurseiros, nada disso, DEVEM formar pensadores do Direito que, como tais, possam deliberar sobre qual caminho seguir.

Vc acha q não seriam aprovados em concursos p juízes !?

Claudio Morisson Favraud (Advogado Autônomo - Civil)

Estão afirmando q porque pessoas q não são bacharéis, mas passam no exame da OAB, provariam q não serviriam, ou q teriam um nível baixo.

Será q nenhum estudante ou serventuário não graduado não pode passar em um concurso p juiz ? E se isso acontecer, tb, 2 vezes? Ficará provado q o concurso é desnecessário ?

Preguiça falando

servidor concursado (Serventuário)

Basta ler o título para constatar que há um preguiça de estudar intrínseca. Nunca serão!

Concordo !!

Fabiana Cristina da Silveira Alvarenga (Estagiário - Tributária)

Excelente as considerações !!

Me vali da faculdade

Papajojoy (Advogado Autônomo - Propriedade Intelectual)

Então estou bem na fita, pois, fui para o Exame sem fazer cursinho. Acreditei que rememorando o conteúdo, ouvindo advogados e treinando peças, eu passaria. Fui lá e passei.

Correção

Carlos (Advogado Sócio de Escritório)

...não preparaM para oS exames de ordem
...preparam as provaS

Nem um nem outro

Carlos (Advogado Sócio de Escritório)

Cursos jurídicos em regra absoluta não formam advogados, e também não prepara para o exames de Ordem.
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O Exame de Ordem não é mais como antigamente. Agora são bancas de concursos que preparam as prova e elas ficaram com a cara de um concurso, com as famosas pegadinhas e embromações.
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O que fazer, afinal no tocante a outra área do mundo jurídico, a magistratura, cursos preparatórios também em regra só ensinam os futuros magistrados as técnicas de decoreba e não fazem com que eles sejam juízes capacitados para a função e sim robôs de suas próprias convicções. O mundo lá fora que se vire pois muitos magistrados não estão preocupados com a repercussão de suas decisões nas relações sociais. Como temos visto na prática, muitos magistrados possuem um certo conhecimento jurídico mas em regra, para milhares, falta muiiiiita coisa para poder ser chamado de um bom juiz.
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Parece que na área jurídica tem-se que ir se lapidando no decorrer da vida. E muitos não conseguem fazer isso e tornam-se meros operadores de massa dos procedimentos jurídicos (ligam o automático e pronto). Não possuem censo crítico e muito menos senso comum.

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