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Tensão em Caracas

Promotor venezuelano relata pressão para usar provas falsas contra opositor

Em um vídeo divulgado na sexta-feira (23/10) o promotor venezuelano Franklin Nieves afirma que o governo de Nicolás Maduro o pressionou a usar provas falsas em um processo que levou à condenação do líder opositor Leopoldo López, hoje preso. Na gravação, o promotor anuncia que deixou o país.

“Decidi sair com a minha família da Venezuela, em virtude da pressão que o Executivo e os meus superiores hierárquicos exerciam para que continuasse a defender as provas falsas com as quais se condenou o cidadão Leopoldo López”, disse.

Nieves afirma também que nos próximos dias revelará “toda a verdade sobre o que aconteceu” antes, durante e depois do julgamento de Leopoldo López. Ele responsabilizou o governo venezuelano e os seus superiores pelo que possa acontecer a ele e sua família.

No vídeo, divulgado pelo site de notícias La Patilla, Nieves convida os companheiros e os juízes venezuelanos a “perder o medo e a dizer a verdade”. “Que sejam valentes, que manifestem o seu descontentamento pela pressão dos superiores que ameaçam com a exoneração e prisão”, apela.

Protestos
Líder do partido opositor Vontade Popular, Leopoldo López foi condenado no dia 10 de setembro a quase 14 anos de prisão por instigação pública, associação delinquente, danos à propriedade e incêndio, durante um protesto convocado por várias figuras da oposição em 12 de fevereiro de 2014.

Além de Leopoldo López, foram condenados quatro estudantes opositores do governo. Vários países e organismos internacionais reagiram à condenação, entre eles os Estados Unidos, que disseram estar profundamente preocupados e apelaram ao governo venezuelano para que “proteja a democracia e os direitos humanos na Venezuela”

Um dia após a condenação, o porta-voz do Alto Comissariado da ONU, Rupert Colville, manifestou consternação pela dureza da decisão e anunciou que o organismo faria uma análise mais profunda do caso, lamentando que o governo venezuelano tenha ignorado uma recomendação do Grupo de Trabalho da ONU sobre Detenções Arbitrárias, que em agosto de 2014 pediu a libertação do líder opositor.

A Igreja Católica venezuelana pediu uma “sentença justa”, considerando que a decisão “foi incorreta e negativa para o país”. “Não é justo que, simplesmente por promover manifestações pacíficas contra o governo, lhe atribuam a culpa por toda uma série de delitos e instigação e crimes”, disse o arcebispo de Caracas, cardeal Jorge Urosa Savino. Com informações da Agência Brasil

Revista Consultor Jurídico, 25 de outubro de 2015, 16h50

Comentários de leitores

2 comentários

E ainda contam com o apoio incondicional do PT!

alvarojr (Advogado Autônomo - Consumidor)

Mesmo com as deportações ilegais de cidadãos colombianos, mesmo com a perseguição aos opositores, mesmo com a escassez de produtos básicos como papel higiênico, mesmo com o cerceamento ao trabalho da imprensa... Enfim, nada disso importa para o PT, CUT, MST, UJS e toda a laia de socialistas de fachada brasileiros simpáticos ao bolivarianismo.
Pessoas como Oscar Niemeyer e Chico Buarque descrevem os regimes cubano e venezuelano como o céu na terra mas é claro que só querem isso para os outros.
Para eles só serve o que há de melhor no Leblon, Higienópolis, Hamptons, Park Avenue...
Mas, segundo pregam, a patuleia deve se conformar com o regime que eles querem nos impor.
Ao menos o TSE não aceitou participar da iminente fraude eleitoral venezuelana.
Se o Planalto e o PT querem participar dessa fraude, que o façam sozinhos.
Álvaro Paulino César Júnior
OAB/MG 123.168

Etapa superior da barbárie

Rivadávia Rosa (Advogado Autônomo)

O certo é que o preso [se justificada a prisão] deveria ser submetido ao devido processo legal se é que lhe foi imputado algum crime, porém com a a Justiça dominada, se o juiz não cumpre as “ordens” del presidente, também é preso. Aliás, assim operam os regimes totalitários como Cuba, Coréia do Norte, ‘bolivarianismo chavista' (variante do comunismo). E, se o honrado fiscal da lei reage também. Daí ter que fugir.

Nesse desiderato insensato insidiosa e criminosamente forja-se um plano programático e sistemático de aniquilação comandado pelo (des) governo e seus comissários visível pelos sinais explícitos não só da violência política macro, mas também da violência social micro, cujo sucesso ocorre na medida em que as pessoas são convencidas que ele só existe nos outros, não nos que praticam o mal. Esse é o modelo da extinta União Soviética, da China, e prossegue descaradamente em seu desiderato criminoso na Coreia do Norte, em Cuba da ditadura Castro, e, avança na Venezuela e nos demais satélites do bolivarianismo, sob os aplausos de certa comunidade jurídica.

Síntese da barbárie:

https://www.youtube.com/watch?v=n9VxhtbynQg&feature=youtu.be&hd=1

https://www.youtube.com/watch?v=_CNqvNqttsE&hd=1

https://www.youtube.com/watch?v=ftoOwnmPAmE&hd=1

https://www.youtube.com/watch?v=d3WfowTW46Q&feature=youtu.be
https://www.youtube.com/watch?v=gi1LUZUDnzI

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