Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Vagas no Judiciário

Polícia Federal prende parte de grupo que fraudava concursos públicos

Catorze pessoas foram presas pela Polícia Federal nesta quarta-feira (21/10) acusadas de fraudar provas de concursos públicos. A maioria das seleções fraudadas tratava de cargos do Judiciário. As prisões ocorreram nos estados de São Paulo, Paraná, Alagoas, Rio de Janeiro e Rondônia.

Dez dos detidos eram candidatos. Eles chegaram a pagar o equivalente a dez vezes o salário que iriam receber nos cargos pretendidos. A fraude foi descoberta depois que o Tribunal Regional Federal da 3ª Região suspeitou da semelhança do texto discursivo da prova de candidatos da cidade paulista de Sorocaba. Os proponentes disputavam vagas para analista e técnico judiciário.

A ação da organização criminosa, que agia há pelo menos quatro anos, era investigada há cerca de quatro meses, segundo o delegado responsável pelo caso, Victor Rodrigues Alves Ferreira. O delegado afirma que 50 suspeitos estão sob investigação e que o líder da organização — que é de Alagoas, mas transitava entre São Paulo e Rondônia — continua foragido. 

Modelo de “negócio”
As fraudes eram promovidas com o fornecimento das respostas dos testes por meio de ponto eletrônico. Segundo o delegado, os dispositivos eram imperceptíveis e só podiam ser retirados das pessoas com o auxílio de um imã.

O esquema fraudulento funcionava da seguinte forma: a organização inscrevia alguns de seus integrantes com a missão de entrar na sala de concurso como se fossem fazer a prova, mas, na verdade, elas fotografavam as questões com uma microcâmera. Uma hora depois do início do teste, os integrantes do grupo que se infiltraram na sala deixavam o local e encaminhavam as questões para os encarregados de enviar as respostas corrigidas aos candidatos. Com informações da Agência Brasil.

Revista Consultor Jurídico, 22 de outubro de 2015, 14h14

Comentários de leitores

2 comentários

QUERO CRER que não seja igualzinho

ANAMARIA L SOUZA (Assessor Técnico)

Não estou dizendo que NESTE concurso para o TRF3 tenha havido o mesmo problema que no concurso para o TRTSP 1992.

Pelo menos, QUERO CRER que não mas, infelizmente, não dá para confiar em ninguém neste país, tem sempre uma armadilha para pegar quem age corretamente.

Acho estranhíssimo que as pessoas estejam tomando posse antes de a investigação ter chegado ao fim e que nem se cogite a anulação.

E acho estranhíssimo que só umas poucas notas noticiem esse absurdo.

Há prova palpável da fraude no concurso, é óbvio que não ocorreu só em Sorocaba (e muito menos só na prova de Analista) mas o TRF3 não parece estar nem ligando.

Nem ao menos uma notinha de explicações do TRF: chega a ser um deboche com o povo brasileiro honesto e trabalhador.

Revolvante (outra vez). Lembrei na hora do que aconteceu em 92, no concurso do TRT2: todos tomaram posse e o concurso não foi anulado.

Em 1992, entre outras irregularidades, o IBRASP (INSTITUTO BRASILEIRO DE SELEÇÃO PÚBLICA) foi contratado sem licitação, o dinheiro das inscrições entrou direto na conta da empresa (e não na contabilidade do Tesouro), as provas foram incineradas inviabilizando a checagem, irmãos foram aprovados em posições sucessivas - por exemplo, as gêmeas filhas do advogado de NICOLAU DOS SANTOS NETO passaram em 13o e 14o -, parentes de altas autoridades passaram nos primeiros lugares, tudo foi mantido no MAIS ABSOLUTO SIGILO e, lógico, não deu em nada, o MPF nem ao menos conseguiu o bloqueio dos bens dos envolvidos. (ARESP 362628 STJ)

Tudo prescreveu e foi varrido para baixo do tapete, assim como foram varridas para baixo do tapete as famosas caronas que LALAU dava no carro da presidência do TRT para a Sabará

Caso tivesse sido pego naquela época, LALAU teria acabado ali

O concurso inteirinho é nulo

ANAMARIA L SOUZA (Assessor Técnico)

Só pegaram porque o pessoal de Sorocaba COPIOU o texto igualzinho, ou seja, quem bancou o esperto e mudou melhor todas as palavras foi premiado - muitos já devem até ter tomado posse - um escândalo, vergonha.

Além do mais, só conseguiram pegar quem fez as provas para ANALISTA porque tinha questão aberta - no concurso para TÉCNICO só caiu MÚLTIPLA ESCOLHA.

Se é que existe ainda algum resquício de justiça neste país, se alguém no judiciário tem ainda um cisco de hombridade, esse concurso vai ser ANULADO - eu, sinceramente, DUVIDO.

É muito fácil ser desonesto neste país: quem fraudou o concurso e não fez a prova para ANALISTA que é escrita (ou mudou as palavras) vai ser premiado com o cargo de mão beijada e quem estudou foi feito de bobo porque as provas não serão anuladas.

Parece um revival do concurso do TRT2 de 1992, feito de encomenda pelo juiz LALAU - o concurso não foi anulado, os amigos do Lalau já até se aposentaram, o dinheiro não entrou na conta do tesouro (e não foi devolvido) e apenas as quase 40 MIL PESSOAS HONESTAS foram feitas de bobas pelos amigos do rei - depois deu no que deu.

Comentários encerrados em 30/10/2015.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.