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Comentários de leitores

7 comentários

déjà vu...

dnc_pi (Professor)

Já chamei isso de "O duplipensar no ensino jurídico – ou de como conviver com o paradoxo"
Recomendo em: www.emporiododireito.com.br

Curso x Concurso

Jose Carlos Garcia (Advogado Autônomo)

Direito ainda é um curso acadêmico, os que visam apenas concurso, façam cursinho. Simples assim...

E quem defende?

adrianoalvesadv (Advogado Autônomo - Comercial)

Não compartilho da mesma compreensão de Felipe. O Curso de Direito não pode ser reduzido entre aqueles que - sem dinheiro - prestam concurso para obtê-lo, e aqueles que vivem de renda. Acho que o curso deve preparar o aluno para o mundo, pois ele é um dos poucos que, bem trabalhado pela Faculdade, possibilita esta façanha. Afora as carreiras públicas, a advocacia é uma delas. É verdade que nem sempre todos conseguem "ganhar dinheiro", mas sim, conquistá-lo, pelo esforço do trabalho, às vezes, muito esforço! Mas o barato está justamente aí... A advocacia possibilita conhecer o mundo do Direito de diversas formas, mas "conhecer o mundo" tem um preço, o esforço para obter um conhecimento crítico do Direito para poder prestar o melhor serviço para o seu cliente. Quanto mais nos esforçamos intelectualmente, mais possibilidades podemos encontrar. O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) oferece vagas para formados em Direito. Se o profissional tiver afinidade com a advocacia e dominar mais de uma língua, como o Inglês, Francês, Italiano ou Alemão, definitivamente, o mundo lhe abrirá as portas. E, nesse sentido, o que importa mesmo, não é tanto a remuneração, mas a vocação para as diversas possibilidades que o Curso de Direito possibilita...

Triste fim!

Lucas Paim (Advogado Assalariado - Criminal)

Bom se todos lessem este artigo e armazenassem. Tanto os estudantes de direito como os professores. Lembro-me de uma frase do Professor Lenio: Se direito fosse fácil ele seria perigueti. Hoje o que falta, como diria Clóvis de Barros Filho, é brio! Afinal, é tão difícil hoje para a maioria ler algo teórico, sair da zona do standard. Enfim, uma bela crítica dos articuladores.

Mas ninguém que virar jurista

Felipe Lira de Souza Pessoa (Serventuário)

A primeira coisa que se aprende no curso de Direito é que o Direito não se esgota na lei. Mas, o Direito, no Brasil, embora não se esgote, começa na lei, portanto, conheçamo-la primeiro. Hoje em dia, não se pode acreditar, que alguém forme um jurista em 05 anos, tal é a quantidade de matérias jurídicas e de áreas existentes. O que se pede é apenas um conhecimento da dogmática jurídica e de como ela é aplicada e nisso reside a finalidade dos concursos. Ninguém faz direito para virar jurista, as pessoas fazem direito visando a ganhar dinheiro, se não iam fazer filosofia que era melhor, e a forma mais rápida de ganhar dinheiro, ao menos em quantidade um pouco acima da média, é fazer concurso. Mas se o sujeito for rico, pode viver de renda e se dedicar a investigar os fundamentos de cada instituto amiúde e escrever teses que poucos entendem para se vangloriarem depois entre seus pares do próprio diletantismo em que se vêem imersos.

Falta base

alumni (Administrador)

"Os cursos de graduação que se transformaram em cursinhos para prova do Exame de Ordem é que potencializam os estudantes em aprovados da OAB, mas incapazes, na sua imensa maioria, de pensar as coordenadas teóricas em que o complexo fenômeno do Direito acontece."

Creio que esta frase resuma tudo. Realmente, os cursinhos preparatórios não se confundem com a graduação em si, cada um deve utilizar técnicas diferentes de leccionar o direito, pois, enquanto uns dão a formação de base, com toda a teoria ncessária, que obviamente deve ser complementada pelo estudante, outros fazem uma espécie de apanhado geral que reaviva a memória. Mas é preciso haver memória, pois, sem a base é difícil chegar-se lá, e esta talvez seja a grande dificuldade dos alunos, falta-lhes base.

Eu fiz a última prova de Ordem no Brasil e digo-vos, como filha de Coimbra, que graduei-me, mestrei-me e estou a doutorar-me nesta bela cidade, fiquei chocada. Tive a sensação de que parte dos examinadores provém de cursos de graduação que não leccionam a teoria, cursos que só se preocupam com prova de OAB e julgados de STJ e STF.

Enfim, no meu ver, falta a base teórica, e, infelizmente, o mercado de advogados e juízes está a ficar repleto de profissionais sem esta base.

Nada de novo, uma vez que o saudoso Sebastião Cruz, no seu livro Ius Romanum, logo na introdução já falava sobre esta tendência para o tecnicismo.

Cumprimentos

Fato!

Bruno Laurentino (Estudante de Direito)

A única expectativa que está se criando nos estudante de Bacharelado em Direito é a chegada do Exame da Ordem ao fim do curso. Mas essa fomentação está mais para faculdades privadas. As universidades públicas tem muito o que oferecer aos discentes. Assim, sem querer desmerecer as particulares, as públicas ainda tem o tato para cuidar do bom desempenho dos educandos na prova e em todas as áreas afins.

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