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Advogados sugerem como empresa pode evitar indenização por evento motivacional

Gritos de guerra, uso de fantasias e coreografias para animar o ambiente de trabalho são comuns em grandes empresas do país, principalmente em varejistas de maior porte. Uma série de funcionários, porém, já conseguiu indenizações por dano moral depois de apontar constrangimentos à Justiça do Trabalho. Os casos são vários, do empregado que teve de rebolar na frente dos colegas ao funcionário obrigado a andar com os pés descalços num corredor de carvão em brasas, por exemplo.

Advogados trabalhistas sugerem o que empresas devem fazer para evitar condenações. Para Carlos Eduardo Dantas Costa, especialista em Direito Trabalhista e Sindical e sócio da Peixoto & Cury Advogados, a principal “receita” é que se evite expor os funcionários a situações que fujam completamente da rotina profissional. Outra medida adequada, aponta, é não tocar em questões subjetivas, como religião, crenças políticas, hábitos sociais e outras práticas de caráter pessoal.

O advogado José Guilherme Mauger, especializado em relações do trabalho e sócio do PLKC Advogados, diz que sempre deve ficar claro que a participação nas dinâmicas motivacionais é voluntária. “Os empregados sem vontade de aderir não devem temer qualquer repercussão negativa na relação empregatícia.”

Francisco Antonio Fragata Jr, sócio do Fragata e Antunes Advogados, recomenda que quem aplicar os exercícios deve ser treinado para não constranger os demais. Em segundo lugar, é preciso despertar um clima de descontração e fiscalizar se esse objetivo está realmente sendo atingido, afirma Fragata Jr.

Na avaliação da advogada Márcia Dinamarco, sócia do Inocentti Advogados Associados, é fundamental um profissional especializado nessas dinâmicas, como psicólogos e assistentes sociais. “Cada pessoa reage de forma diversa diante dessas atividades motivacionais. O programa deve ser fiscalizado por profissional especializado, que acompanhe como ele está sendo desenvolvido e como está a receptividade das atividades propostas.”

Revista Consultor Jurídico, 3 de outubro de 2015, 7h51

Comentários de leitores

2 comentários

Não Existe Pílula do Milagre

Gilberto Strapazon - Escritor. Analista de Sistemas. (Consultor)

Acho que a questão começa com a direção da empresa Gilbert Florêncio.
Citando parte de outro longo comentário meu relacionado a este tipo de problema:
"...o dono lê numa revista qualquer que determinadas técnicas aumentam várias capacidades humanas e prontamente, acha que aquilo é um comprimido qualquer e que é só obrigar as pessoas a engolir a coisa.
Lamento, mas não adianta nada colocar as pessoas na marra num treinamento motivacional seja qual for quando as técnicas dizem primeiro que o foco é no indivíduo.
Se o foco é apenas na empresa, não existe ganho algum..."
E muitos pensam que se houvesse uma pílula milagrosa, para dominar e controlar seus funcionários, poderiam obrigar seus funcionários a engolir a mesma.
Texto completo em: http://www.conjur.com.br/2014-set-26/empresa-condenada-obrigar-trabalhador-andar-brasas

Eventos imbecilizantes!

Gilbert R L Florêncio (Assessor Técnico)

Eu penso que eventos motivacionais, com todo aquele papo furado de gurus, cujos argumentos não resistem a 15 segundos de argumentação séria, gincanas imbecilizantes, verdadeira ofensa à inteligência das pessoas, são ambientes de acentuada degradação intelectual.
Se as empresas querem mesmo investir, deveriam fazê-lo em cursos de capacitação que efetivamente propiciem maior habilidade de discernimento a seus empregados e não essas pataquadas de embotamento mental.

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