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Nova lógica

"Ao contrário de processo comum, colaboração premiada chega à verdade"

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Comentários de leitores

15 comentários

"Sem delação não há punição"

Edison Bittencourt (Professor Universitário)

Vejam a entrevista do Juiz que, segundo Veja, inspirou o Juiz Sergio Moro:

Trechos:

Trecho da entrevista -1 "...Pergunta: quando a delação premiada é insubstituível: Resposta: ...Em investigações s de grande organizações criminosas , como as que envolvem crimes de colarinho-branco , corrupção governamental , tráfico de drogas e terrorismo . Em casos como este , é impossível investigar a fundo sem o uso de criminosos como informantes."

" Sobre não respeitar os delatores " Resposta: " Eu também não respeito os delatores ,mas não porque sejam delatores, mas porque são criminosos. Não é necessário respeita-los. É preciso apenas ouvir oque eles tem a dizer e investigar a fundo se o que eles disseram procede."

Aplausos

O IDEÓLOGO (Cartorário)

Merece aplausos as declarações do jurista João Mestieri, inteligente, calmo e racional. Aconselho aos comentaristas a leitura da obra "Manual de Direito Penal", Parte Geral, volume I, lançado ao mercado editorial pela Forense.

Título

Gabriel Cabral Parente Bezerra (Advogado Autônomo - Tributária)

Não compartilho da opinião do entrevistado, mas aprecio sua razoabilidade em ver a situação.
Excelente entrevista. Meus parabéns.

Social

Antonio Bento de Arruda (Advogado Autônomo - Civil)

Parabéns ao nobre colega. A OAB deve em primeiro lugar criar principios para proteger nossa sociedade e em segundo lugar os advogados. Da forma como sempre agiu em defesa de advogados que, mesmo diante de todas as provas possiveis de fatos delituosos, alegam inocência de seus clientes, criou de forma inocente campo fértil a que se prosperasse a corrupcão. Portanto, nos advogados devemos nos guiar sempre pelos princípios que o nobre colega nos ensinou.

Um detalhe

Observador.. (Economista)

A colaboração premiada faz com que - enfim - bandidos comecem a perceber que sua "profissão" voltou a ser de risco.
Além do risco da punição, risco de ter que confiar em pessoas que, futuramente, podem entregá-los para baixar suas penas.
E é assim que tem que ser com qualquer coisa errada.O ser humano, muitas vezes, é seduzido por caminhos tortuosos quando percebe que as punições valem o risco.E em países sérios, faz-se questão de demonstrar que o "crime não compensa".
Quem sabe este seja um pequeno passo para uma grande transformação no país?

Sensatez

Carlos Bevilacqua (Advogado Autônomo)

A colaboração premiada veio para ficar. Confere maior eficácia às investigações prévias, agilidade na obtenção de provas e economia no trâmite processual. Permite às partes envolvidas certos benefícios: Oferece ao réu a chance de redução da pena e a dar um passo positivo à sua reabilitação. Dá às vítimas a oportunidade de obter mais rapidamente, quer o retorno justo de seus anseios, quer a possível recuperação dos danos sofridos. Significa ainda agir com equidade, evitando o uso vicioso de formalidades inúteis a uma investigação preventiva. Parabéns ao entrevistado e ao entrevistador!

Excelente entrevista

Rodrigo de Oliveira Ribeiro (Outros)

É muito bom ler um penalista tradicional expor uma visão tão equilibrada de todo esse novo momento pelo qual o Brasil passa, sem precedentes.

Lamentável é ver que, diante de opinião tão interessante, afoitos alguns vêm pleitear que o MPF se manifeste, como se este não proferisse palestras para toda a imprensa, noticiadas aos quatro cantos, explicando cada passo das operações.

Excelente

Servidor estadual (Delegado de Polícia Estadual)

Muito ponderado, muito bom.

Opinião das demais partes

Yan Jeferson Gomes Nascimento (Estudante de Direito)

Concordo plenamente e reitero vosso comentário Sr. LeandroRoth (Oficial de Justiça), aonde está opinião voluntária e pessoal da parte acusatória em todo este processo?

Ponto de vista franco e inteligente

Fernando Charnaux Rocha (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Sensacional a entrevista, com esclarecimentos e opiniões dignas de quem realmente possui sabedoria jurídica e inteligência, abordando o tema de forma clara, objetiva e, acima de tudo, didática. Parabéns também para o entrevistador.

Até que enfim um Direito Penal afinado.

JALL (Advogado Autônomo - Comercial)

Com entrevistas com Battocchios e Kakays, que professam a dialética da preservação do mal através do afastamento do uso da tática investigativa que lança mão do dolus bonus da delação premiada, já institucionalizada em lei, as pessoas que as liam ficavam atônitas e até revoltadas com a defesa irracional da supremacia do mal passando uma impressão de impunidade de tudo quanto está agora vindo à tona. Muito boa entrevista dada pelo maior criminalista vivo do país. O resto são caça níqueis.

Que tal um procurador da República?

LeandroRoth (Oficial de Justiça)

Ok, Conjur, já estamos sabendo sobre os pontos de vista dos advogados de praticamente todos os réus da Lava-jato.
.
Que tal um artigo ou entrevista de um procurador da República agora?

Alguns fatos incomodam...

Observador.. (Economista)

...por tirarem as pessoas das suas zonas de conforto.
Nem que seja o conforto de passar a vida acusando instituições de nada fazer diante de "malfeitos".
Daí vem os ataques, por várias frentes, sofridos pelo Juiz, Procuradores e demais partícipes de uma Operação que tirou O PAíS da sua zona de conforto.

Novos Caminhos.

Estrupício Hermenêutico (Outros)

Que se mudem os manuais! O processo da Lava Jato JÁ É um marco histórico em nosso processo penal. É o direito brasileiro encontrando caminhos para enfrentar mazelas tipicamente brasileiras. Se acaso houver excessos no instituto da delação premiada, que se corrijam esses excessos. Depuremos e aperfeiçoemos esse importante instituto! É preciso mudar o Brasil, e o Direito pode contribuir - e muito - para essa mudança positiva. A delação premiada veio para ficar. Ótimo para a sociedade brasileira!

enfim um advogado sensato..... existem advogados sensatos...

analucia (Bacharel - Família)

boa entrevista....

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