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Comentários de leitores

16 comentários

Ressalva Necessária.

Estrupício Hermenêutico (Outros)

O que escrevi se refere apenas ao terrorismo político, notadamente o internacional. É inadequado tratar a rebeldia civil interna como terrorismo. Não devemos enquadrar no conceito de terrorismo atos de vandalismo que costumam ocorrer durante protestos da população civil.

Ao estrupício

Flávio Marques (Advogado Autônomo)

Depois do seu comentário, a única coisa que me resta é chancelá-lo integralmente. Bom, redimindo-me, acho que até no que se refere terrorismo pensamos igualmente! Que bom!

O terror ao terror!

Sérgio Henrique da S Pereira (Jornalista)

Para um déspota, qualquer ação contra ele é considerado ato contra a segurança pública, ou seja, ato de terrorista. Esta frase é de meu artigo sobre o Projeto de Lei nº 2016/15: http://jus.com.br/artigos/41722/projeto-de-lei-n-2016-15-lei-antiterrorismo-o-terror-ao-terror

Analisando a Declaração Universal dos Direitos Humanos, o ato de “terrorismo” é permitido:

Considerando essencial que os direitos humanos sejam protegidos pelo Estado de Direito, para que o homem não seja compelido, como último recurso, à rebelião contra a tirania e a opressão.

Vejam que o ato de “terrorismo” contra a tirania e a opressão pode ser justificado quando o Estado de direito não protege os direitos humanos. Para um déspota, qualquer ação contra ele é considerado ato contra a Segurança Pública, ou seja, ato de terrorista. (...) Mas todo ato “terrorista” – os atos provocados contra policiais corruptos, os conluios entre lobistas e políticos – sempre será justificado como movimento social a defender direitos humanos? Nisto também há perigo. É notório que, em muitos casos, os atos de terrorismo provocados pelos moradores de áreas carentes são incentivados pelos narcotraficantes. Não quer dizer que a morte de um morador destas localidades é menos importante, ou sem importância, do que moradores fora destas localidades, o que seria inconcebível, mas, repito, há incentivos dos narcotraficantes.

A Chave do Terror.

Estrupício Hermenêutico (Outros)

O único jeito de o ocidente vencer o terrorismo islâmico é abandonar qualquer ideia de proporcionalidade ou razoabilidade na resposta aos atentados. A reação do ocidente precisa ser absolutamente DESPROPORCIONAL à dimensão dos ataques terroristas. É um erro pensar que os terroristas muçulmanos querem a morte! Eles querem viver, mas não aceitam a vida sem PODER sobre as pessoas. Eles exercem PODER sobre as pessoas que dominam. Pois matemos essas pessoas aos milhares, para que só restem pedras naquela região. Somente assim o ocidente poderá se livrar da ameaça muçulmana.

Receita.

Estrupício Hermenêutico (Outros)

Flávio, minha receita contra terrorismo é muito simples! Tomemos o exemplo do Estado Islâmico. Ele domina uma vasta região, onde há cidades. Pois bem: para cada atentado terrorista, uma cidade do território deles será varrida do mapa. O ocidente tem condições de fazer isso. Em 24 horas a maior cidade deles vira cinzas. Quero ver se continuam com essa estratégia terrorista, e por quanto tempo aguentarão.

Ao estrupício

Flávio Marques (Advogado Autônomo)

A parte do avatar foi bacana! Pois bem, a minha posição pessoal, já afirmei estrupício: realmente terrorismo não se combate com lei, mas com muita bomba teleguiada mesmo, artilharia, foguetes, armas de última geração. Agora, acho interessante a retórica de vocês, e incluo a mais nova de ABSipos, sobre garantias etc. etc. e mais etc. Porém, vocês se esquecem que o cidadão honesto - e não esses marginais - também têm o direito a uma vida digna, sem anseios, medo mais etc. Fica, então, a pergunta: preocupam-se tanto com as garantias dos marginais - que nos casos dos terroristas são piores ainda -, mas não se preocupam com as garantias do cidadão idôneo, correto. E mais, alguns de vocês que defendem tanto assim, já conversaram com um terrorista para saber o que se passa na mente doentia dele? NÃO! Ou melhor, façam o seguinte então: como já afirmei, tragam um terrorista para dentro de suas casas, cuidem dele, expliquem-no a necessidade de respeitar o próximo e que as ações dele não levam a nada!

Comentários inúteis e/ou ofensivos

ABSipos (Advogado Autônomo)

Em que pese o ótimo nível do texto do Articulista, nos deparamos com alguns comentários baixos e ofensivos, algo que surpreende em um portal voltado a profissionais do direito.

Acredito que todos nós receamos o que pode vir a acontecer caso organizações terroristas continuem avançando, mas leis (muito menos nesse país) nunca resolveram nada por si mesmas e muitas vezes apenas prejudicaram a população.

Ignorando as ignorâncias alheias, concordo com o Articulista. Os danos que tal lei há de causar são maiores do que muitos ataques tidos como terroristas.
Comparando com os EUA, a lei "antiterror" causou e vem causando violações aos direitos individuais de maneira intensa, profundas e permanentes. Existem bons documentários nesse sentido, disponíveis para todos na vasta e democrática internet. Só permanece ignorante quem assim deseja.

O Brasil já possui tantas mazelas e tão características de regimes ditatoriais que uma lei assim, embora não surpreenda, assusta.

Não tive acesso ao projeto de lei com as citadas alterações, mas pelo que havia lido, a lei era genérica e tecnicamente tosca, abrindo margem para que qualquer manifestação popular contra o governo pudesse ser rotulada de terrorista. Imaginem o que pode acontecer com uma polícia assassina como a nossa, um judiciário que passa insegurança jurídica e a corrupção e indiferença de nosso legislativo e executivo.

Baixemos um Decreto!

Estrupício Hermenêutico (Outros)

Baixemos um decreto assim: "é ilegal praticar terrorismo no Brasil". Acho que o Flávio vai apoiar.

Permito.

Estrupício Hermenêutico (Outros)

Flávio, pode escoicear o estrupício à vontade. É apenas um avatar.

Asneiras do estrupício

Flávio Marques (Advogado Autônomo)

Não, é verdade! Não é com lei que se enfrenta o terror... É com muita bomba mesmo, tiro e tudo mais!

Lei e Terror.

Estrupício Hermenêutico (Outros)

Não é com lei que se enfrenta o terror.

É cada um que me aparece....

Felipe Arrais Almeida Schmitberger (Estudante de Direito - Criminal)

Mais um defensor dos "inocentes que porventura cometem delitos bárbaros"! O Brasil é um dos poucos países no mundo que não possui legislação antiterrorista. Na opinião do nobre articulista, NÓS é que estamos certos. Poupe-me de vossas asneiras, ainda bem que não somos alvos constantes daquelas atrocidades praticadas por extremistas. Ah, não me venha com aquele papo de sempre de que "no Brasil se cometem maiores atrocidades", o terrorismo é algo muito além e, conforme dito pelos colegas, a vontade popular deve ser levada em consideração, estamos fartos de "especialistas" como vossa excelência. Certa feita Millor Fernandes disse "Desconfio de todo idealista que lucra com seu ideal", este é o Dr. Leonardo Yarochewsky.

Prematuro.

Estrupício Hermenêutico (Outros)

Entendo que o projeto é prematuro. Não temos - ainda - necessidade desse projeto. Por enquanto o Brasil não é alvo de ações terroristas. Devemos estar preparados em outro campo, não jurídico (Forças Armadas, ações antiguerrilha, forças especiais antiterror, etc), o que, espero, já vem sendo feito. Não precisamos agora dessa lei.

Islâmico SIM! (Ao Rivadávia)

Estrupício Hermenêutico (Outros)

Terrorismo islâmico sim! Não vou repetir aqui tudo o que escrevi em comentários ao artigo de Ali Mazloum (17/11). Existe toda uma ideologia islâmica embasando ações terroristas. Para compreender o Islã é preciso entender o conceito muçulmano de taquia (taqiyya), dissimulação a serviço da expansão islâmica. O próprio Maomé praticou e estimulou o uso da taqiyya em seus avanços militares. Agiu como Hitler agiria muito tempo depois. Tratados só eram respeitados se e enquanto favoráveis ao Islã. A ética do "profeta" era muito maleável. Terrorismo islâmico sim!

Real ameaça à liberdade

Rivadávia Rosa (Advogado Autônomo)

O fato é que o terrorismo, sobretudo depois do 11S nos EUA [11 de setembro de 2001] por seu caráter assimétrico e orientado para o mal, é o sucedâneo da guerra numa época em que as grandes guerras mundiais são impossíveis. Vive-se o terror e o conflito de ‘baixa intensidade’, com centenas de vítimas fatais.

O autodenominado ESTADO ISLÂMICO (EI) - antes conhecido como Estado Islâmico no Iraque e no Levante - EIIL [ISIL, na sigla em inglês – ISIS, Dahesh em árabe] tem como objetivo impor um “Califato Global”, mas não é “estado”, nem “islâmico", mas organização criminosa e nesse desiderato tem praticado ações criminosas indiscriminadamente contra populações civis.

Por outro lado, os parâmetros constitucionais definidos nos arts. 4.º, VIII e 5.º, XLIII da Constituição da República Federativa do Brasil demonstram de modo inequívoco que o Estado brasileiro assumiu pela vontade da Nação, o compromisso de punir criminalmente as práticas terroristas.

Porém, o artigo/manifesto é pertinente em razão e sobretudo porque a maior ameaça às liberdades individuais, partem justamente do Estado, assim, precisa-se efetivamente de uma lei cujo tipo penal seja preciso.

Outro alienado

Flávio Marques (Advogado Autônomo)

Além das asneiras escritas em "Nem o Habeas Corpus está a salvo do pacote anticorrupção do MPF", publicadas pelo CONJUR, aparece-me outro alienado. Esse articulista bem que poderia, então, cuidar, educar, tentar trazer para o meio social (dele!!!) um extremista, um terrorista. Faça isso então, já que o senhor tem tanta "dozinha" assim!

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