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Patrocínio infiel

Advogado Edson Ribeiro é preso ao desembarcar no Rio de Janeiro

A Polícia Federal prendeu no início da manhã desta sexta-feira (27/11), no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, o advogado Edson Ribeiro, que chegava de Miami (EUA). Do aeroporto ele foi encaminhado para a Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro.

Ribeiro era defensor do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró nas ações da operação "lava jato". Edson Ribeiro teve a prisão determinada na quarta-feira (25/11) pelo ministro Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki na operação que prendeu o senador Delcídio do Amaral (PT-MS), o banqueiro André Esteves, dono do Banco BTG Factual, e o chefe de gabinete do senador, Diogo Ferreira. Todos acusados de tentar  obstruir as investigações da operação "lava jato".

Apesar de estar com a passagem de volta dos Estados Unidos marcada para esta sexta-feira, o ministro Teori Zavascki já havia autorizado a inclusão do nome do advogado na lista da Interpol, a polícia internacional.

Nesta quinta-feira (26/11), o advogado Bruno Espiñeira, afirmou à ConJur que iria pedir ao ministro Teori que reconheça o direito do cliente de ficar detido em Sala de Estado Maior, prerrogativa para advogados sem condenação. Na falta desse espaço, a aposta é que ele responda ao processo em casa. Espiñeira ainda analisa os argumentos usados para a prisão e diz que é preciso examinar o contexto dos áudios gravados.

Patrocínio infiel
Além de ser acusado de obstruir as investigações, Edson Ribeiro é acusado de patrocínio infiel. De acordo com a Procuradoria-Geral da República, ele participou das negociações em que o senador Delcídio do Amaral tentou impedir que Cerveró firmasse um acordo de colaboração com o Ministério Público Federal. Em um dos encontros — que foi gravado pelo filho do ex-diretor, Bernardo Cerveró, em um hotel em Brasília — o senador prometeu pagar R$ 50 mil mensais à família do ex-diretor para não ocorrer a delação premiada.

De acordo com a denúncia da PGR, o advogado foi cooptado pelo congressista. “Edson Ribeiro passou, efetivamente, a proteger os interesses do senador Delcídio Amaral em sua interação profissional com Nestor Cerveró e Bernardo Cerveró, mesmo depois de tomada por Nestor Cerveró a decisão de oferecer colaboração premiada ao Ministério Público Federal. O advogado Edson Ribeiro recebeu do senador Delcídio Amaral, a certa altura das tratativas, a promessa de pagamento dos honorários que convencionara com Nestor Cerveró, cujo valor era de R$ 4 milhões”, diz a PGR no pedido de prisão enviado ao Supremo. A tratativa no entanto não deu certo. Cerveró acabou firmando acordo de delação no dia 18 de novembro.

Suspensão da OAB
A Corregedoria da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro quer que a entidade abra processo disciplinar contra Edson Ribeiro. O pedido foi enviado nesta quinta-feira (26/11) ao presidente da OAB-RJ, Felipe Santa Cruz.

A ideia da corregedoria é suspender provisoriamente a carteira do advogado enquanto ele responder ao processo. Conforme o Estatuto da Advocacia, isso pode ocorrer quando o profissional atua de forma contrária ao cliente. A suspensão impede o exercício da profissão em todo o país e pode durar de 30 dias a um ano. Com informações da Agência Brasil.

Clique aqui para ler a decisão que mandou prender André Esteves, Edson Ribeiro e Douglas Ferreira.

Revista Consultor Jurídico, 27 de novembro de 2015, 11h23

Comentários de leitores

5 comentários

Rasgando o estatuto.

Zé Machado (Advogado Autônomo - Trabalhista)

Estatuto da OAB para quê então!

Akhos e bugalhos

hammer eduardo (Consultor)

O exercício da Advocacia e algo inquestionável porem e simplesmente inaceitável a participação ostensiva devidamente enquadrado como participante ativo desta nojeira de chiqueiro com a porcada do PT . O direito de defesa e um direito constitucional inquestionável e não esta aqui sendo discutido. Ate Hitler teria direito a Advogado se tivesse escapado vivo e fosse a Nuremberg , o que e simplesmente impensável e a possibilidade de alguma forma de corporativismo em cima de um bandido de ocasião " travestido" de Advogado.

Ao Sergio Soares dos Reis (Advogado Autônomo - Família)

Eduardo.Oliveira (Advogado Autônomo)

Qual a relação de um fato quanto a pertinência em outro?
Policiais, promotores e juízes submetem-se a concurso público e têm suas vidas submetidas a investigação social e não raramente são apanhados em gatunagem. Todavia, somente os policiais são expulsos...
Motoristas submetem-se a exames de aptidão de saúde, psicológica, testes escritos e práticos. Uma vez aprovados (recebem suas "carteirinhas"), todos os dias cometem crimes na direção de seus veículos.
Aptidão formal nada tem a ver com higidez de caráter, que poderá ser alterada/muculada durante a vida do sujeito.

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