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Comentários de leitores

11 comentários

Alienação

Flávio Marques (Advogado Autônomo)

E alienação, ou melhor, a asneiras continuam em relação às críticas aos servidores.

Complicado

Gabriel da Silva Merlin (Advogado Autônomo)

Os servidores estão pagando o preço da austeridade? Quantos servidores públicos foram demitidos em decorrência da crise e da diminuição da arrecadação do Estado?

Com todo o respeito, mas os servidores públicos estão é rindo da cara do setor privado. Que é quem realmente acaba sendo afetado pela crise e, não bastasse isso, é quem produz para pagar os salários irreais do serviço público.

Chutando cachorro morto

D. Avlis (Outro)

Primeiro, parem de chutar cachorro morto. Os servidores estão desvalorizados e relegados a pagarem o preço pela austeridade, que ninguém mais (nem seus superiores) irão pagar. Se alguém reclama do serviço público no Judiciário federal, agora sem reajustes não espere ver sorrisos e boa vontade. A comparação com a iniciativa privada é falaciosa. Se se paga 1,5mil a um funcionário é porque alguém (advogado?) está lucrando muito com a redução do preço dos meios de produção. Portanto, a lógica não pode ser transposta assim sem pensar. Segundo, em tempos de processo eletrônico, não existe mais essa de furar papel e encadernar autos. Vale dizer: cada vez mais todos os servidores estão relacionados à atividade-fim, ou seja, minutam despachos e sentenças. A lógica de concurso público é meritocrática e visa conseguir os melhores. Sem valorização, o que acontecerá? Os melhores migrarão para outras carreiras, que pagam mais e trabalham menos. Perderemos os vocacionados. É o que tem ocorrido até mesmo com juízes federais fazendo concurso para cartorário. Bem, não vou ficar gastando meu latim, mas vale uma leitura do art. 37, X, da Constituição Federal, que assegura (?) aos servidores públicos "revisão geral anual, sempre na mesma data e sem distinção de índices". Era apenas isso que mendigavam os servidores públicos e que a maioria dos empregados tem, com data-base anual.
Para quem tiver paciência, deixo as palavras de um juiz federal que sabe reconhecer o real valor de quem o auxilia na prestação jurisdicional: http://williamdouglas.com.br/vergonha-sobre-vergonha-caim-esta-vivo/

Raciocínio equivocado II

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Os números sobre o setor público não mentem, nem afastam a alegação de que os vencimentos JÁ SÃO por demais elevados. Veja-se que somente o Poder Judiciário custa para o cidadão comum 80 bilhões de reais. 90% vai para a folha de pagamento. Como eu disse, na área federal qualquer servidor dos mais singelos ganha de 6 mil para cima. Seria ótimo se houvesse recursos para reajustes. Seria ótimo se o setor privado também pagasse nesse patamar para funções assemelhadas. Mas essa não é a realidade. O gasto público com servidores público no Brasil é elevado demais. Dever-se-ia gastar 40% do que se gasta hoje, no máximo, e isso implica em equalizar os vencimentos dos servidores com o do setor privado. Veja-se que o servidor reclama, mas não abandona o cargo. Você não vê ninguém deixando o serviço público para ingressar no setor privado, e quando há um concurso público surgem milhares da candidatos. Porque? Porque o serviço público é muito mais vantajoso para quem trabalha, mas para isso há um preço, e quem paga é o setor privado. Já esse, por sua vez, chegou à exaustão. Empresas e pessoas não conseguem mais trabalhar devido à carga tributária e (isso o mais importante) a ineficiência do serviço público. Sim, embora custem muito, os servidores produzem pouco. Diante desse quadro, absolutamente inviável recomposição de vencimentos para servidores. Se hoje os vencimentos já são elevados, com a recomposição proposta muitos servidores judiciais cuja função é furar papel ou encadernar peças de autos ganhariam mais do que os magistrados em Portugal, Itália ou Grécia, o que é algo absurdo. Como dito, nada contra o servidor ser bem remunerado, mas até onde se sabe dinheiro não dá em árvores, e é preciso que a verba saia de algum lugar (no caso, do bolso do cidadão).

Raciocínio equivocado

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

O raciocínio do colega DAGOBERTO LOUREIRO - ADVOGADO E PROFESSOR (Advogado Autônomo) está equivocado, e eu explico o motivo. Servidor público NÃO POSSUI direito a recomposição salarial eterna, nem mesmo à manutenção eterna de seu cargo. O cargo público existe para satisfazer aos interesses da população, muito embora nós tenhamos aqui uma cultura sedimentada no sentido de que existe apenas para encher os bolsos dos próprios servidores. Nessa linha, a remuneração do serviço público deve estar em sintonia com os vencimentos do setor privado, sendo certo que nos países desenvolvidos o serviço público paga MUITO MENOS do que o setor privado. Assim, pode ocorrer que em certa época seja criado um cargo específico, com determinada remuneração e vantagens. Com o passar do tempo, porém, pode ser que a remuneração e as vantagens estejam em dessintonia com o setor privado, seja para mais, seja para menos. Se isso ocorrer, ou não haverá procura pelo cargo, ou o cidadão será onerado com os custos excessivos em favor do servidor. Fato é que a maior parte dos servidores judicias que hoje reclamam estão em cargos criados há 20 ou 25 anos. Naquela época, era muito mais difícil encontrar uma pessoa habilitada a manusear um processo e realizar os atos básicos de servidor. Hoje, a realidade é bem outra. Nós temos 4 milhões de bacharéis em direito, ao passo que o nível médio de escolaridade da população melhorou muito. Isso fez com que passasse a haver uma disparidade enorme entre o que se paga no setor privado e no setor público. Qualquer servidor de fórum hoje ganha 6 ou 7 mil, fora as vantagens, enquanto para funções análogas no setor privado se paga 1,2 ou 1,5 mil.

Reajuste não é aumento

DAGOBERTO LOUREIRO - ADVOGADO E PROFESSOR (Advogado Autônomo)

Há que se fazer várias considerações.
A primeira delas é que este site tem natureza de divulgar e debater os problemas da Justiça, em seu sentido mais amplo, o que dá força e respeitabilidade aos debates aqui travados tanto entre os articulistas como do público-leitor, que participa ativamente e de forma muito positiva.
Nessas condições, o primeiro reparo é que não se deve falar em “aumento” da remuneração do funcionalismo do Judiciário, pois trata-se de reajuste, e todos sabemos o que isso significa: simples e aritmética atualização de valores.
Portanto, um reajuste de quase 80% (oitenta por cento) significa que os funcionários do Judiciário estão ganhando apenas 20%¨(vinte por cento) do que deveriam estar ganhando, o que demonstra de forma gritante que estão sofrendo confisco em seus holleriths.
Não posso compreender como alguém possa se alegrar com isso, pois o acesso a esses cargos se faz por concursos públicos, acessíveis a qualquer cidadão.
Se os funcionários estão ganhando vencimentos tão defasados, isso não acontece sem gravames sérios e incontornáveis, com prejuízo do sustento próprio e de seus familiares, o que justifica uma reação da categoria com dolorosos prejuízos para a prestação jurisdicional.
Não há como deixarmos de lamentar a decisão de ontem do Congresso Nacional, pois os trabalhadores da Justiça foram penalizados de forma vil e brutal, na calada da noite.
Minha solidariedade a todos!

Bola pra frente

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Vamos trabalhar, senhores servidores, ao invés de ficar arrumando pretextos. O País está afundado e o custo com o funcionalismo está nas alturas. Os senhores possuem estabilidade, recebem religiosamente todo mês, e tudo o mais, enquanto os trabalhadores do setor privado estão com o pires na mão. Vamos pensar que o serviço público existe para satisfazer o interesse do povo, e não o contrário, e parar com tanta reclamação.

Desconhecimento de luiz pereira

Flávio Marques (Advogado Autônomo)

Espera, deixe-me "ver", quem manda no Congresso? Ou melhor: quem tem os recurso que são liberados quando se deseja uma votação favorável? Olha, o Executivo! Então, Dr. Luiz, sem asneiras, por favor! Sua retórica ficou aquém do esperado! E só acrescentando, a crítica não é só a este governo medíocre (como é ele que está no Poder, tornou-se o alvo), mas também todos os antecessores que sempre vieram com esse papinho de falta de recursos... porém, quando se vê, tem-se desvios públicos de milhões, agora, inovado pelo PT, de bilhões!!!

Imperdoável erro e/ou indesculpável imprecisão

Luiz Pereira Neto - OAB.RJ 37.843 (Advogado Autônomo - Empresarial)

Prezado Dr. Flávio : "... para as próximas corrupções que advirão desse governo medíocre!" , NÃO , porque para aprovar o VETO AO JUDICIÁRIO , A CORRUPÇÃO CORREU PRESENTE- NEGOCIADA-SOLTA ENTRE OS VOTANTES-VENAIS- VENCEDORES (VVV , podendo acrescentar outro(s) V) , ... "COMPRADOS" por esse Governo medíocre" ! OK?

Ainda bem

Gabriel da Silva Merlin (Advogado Autônomo)

Só o que faltava os servidores ganharem um reajuste absurdo como esse numa época de crise econômica e de diminuição da arrecadação.

Independentemente de não terem tido a reposição inflacionária nos últimos anos eles ainda possuem salários absurdamente altos, o que demonstra ainda mais o desajuste.

Aonde uma pessoal nível médio vai conseguir receber R$ 11 mil reais por mês com uma gorda aposentadoria já garantida e todos os benefícios que só o serviço público possui?

Absurdo!

Flávio Marques (Advogado Autônomo)

O interessante é ver que dinheiro tem para pagar "mensalão", "petrolão", carf e por aí vai. Agora, dar um reajuste descente para os servidores, isso não! Tem que guardar dinheiro para os próximas corrupções que advirão desse governo medíocre!

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