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Política de Ordem

Conheça os perfis dos candidatos que disputam a presidência da OAB-SP

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A eleição da seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil ocorrerá nesta quarta-feira (18/11). No pleito, serão escolhidos os presidentes da OAB-SP e da Caixa de Assistência dos Advogados de São Paulo (Caasp) e as diretorias das duas entidades, além dos conselheiros seccionais e federais.

Ao todo, seis chapas disputam o pleito deste ano: Trabalho pela Advocacia; Hermes-Oposição; OAB para Valer; Pela Ordem; Inova OAB; e Orgulho de ser Advogado. Os grupos políticos têm como presidenciáveis, respectivamente, Marcos da Costa; Hermes Barbosa; Ricardo Sayeg; Sergei Cobra; João Biazzo; e Anis Kfouri.

Se por uma lado há candidatos conhecidos de outros pleitos — como Marcos da Costa, Hermes Barbosa e Ricardo Sayeg —, também concorrem presidenciáveis de primeira viagem, que começam a expor seus nomes no meio político e solidificar sua influência na entidade, como Sergei Cobra, João Biazzo e Anis Kfouri.

Apesar de as campanhas tratarem basicamente dos mesmos temas (PJe; fortalecimento das prerrogativas; melhora na capacitação profissional para o aumento de honorários; valorização da advocacia; entre outras), cada iniciativa possui sua particularidade no modo de execução.

Além disso, cada um dos candidatos possui um perfil próprio, que, invariavelmente, irá impactar no modo como a OAB-SP será gerida e se posicionará nos mais diversos temas que estão sob a competência da entidade. Leia abaixo um pouco mais sobre o posicionamento de cada um dos presidenciáveis:

Marcos da Costa, candidato à reeleição. Foi tesoureiro da OAB-SP por duas gestões e vice-presidente em uma.

Discurso pragmático
O atual presidente Marcos da Costa disputa sua segunda eleição à presidência da OAB-SP com um discurso de continuidade e aprimoramento das questões que ainda não foram resolvidas, como o valor dos honorários pagos por meio do convênio com a Defensoria Pública.

O advogado é reservado. O exemplo disso pôde ser constatado no evento de lançamento de sua chapa, quando seus apoiadores e colegas de chapa promoveram discursos mais longos que o dele. Marcos da Costa considera que sua gestão à frente da OAB-SP foi boa e, quando questionado sobre quais os erros que cometeu, afirma que o problema foi não ter tido tempo para analisar todas as demandas da advocacia em um mandato.

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Hermes Barbosa já atuou na administração da OAB-SP e disputa sua terceira eleição para presidente.
Reprodução

Discurso político
Hermes Barbosa já é conhecido no meio político da Ordem. O advogado já fez parte de administrações anteriores e também disputou algumas eleições pela oposição, inclusive junto a um de seus adversários atuais: Ricardo Sayeg. O perfil do candidato é mais político, sendo mais comedido em suas falas e focando suas críticas sempre na gestão, nunca na pessoa.

Além disso, o tempo gasto em campanha por ele ao longo dos anos é muito superior a todos os outros concorrentes. Barbosa foca suas propostas no retorno do protagonismo da OAB-SP e na redução da anuidade em 50%. Segundo ele, hoje, a entidade "não é mais ouvida para nada. E o advogado, por consequência, está amesquinhado, está afastado da sociedade". Sobre a anuidade atual, Barbosa a considera alta e ressalta que a situação financeira da OAB-SP, somada a mudanças na gestão, permitem a concessão de desconto.

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Ricardo Sayeg disputou a eleição de 2012, quando obteve 20% dos votos.
Divulgação

Perfil de gestão
Com um discurso de otimização administrativa, reorganização orçamentária e compliance, Ricardo Sayeg, que já disputou a presidência da OAB-SP em 2012, aponta a atual gestão como fraca e "pelega". O advogado afirma que, em caso de vitória na quarta-feira (18/11), irá alterar a linha de trabalho da Escola Superior de Advocacia (ESA), que tratará de cursos mais voltados a assuntos administrativos da advocacia.

Pai de quatro filhos e evangélico, Sayeg possui um perfil mais conservador e se posiciona contra a legalização do aborto e das drogas. "Tenho, por princípio, recusa ao aborto. Exceto se houver previsão legal", disse, durante o debate dos presidenciáveis. Em relação às drogas, o advogado deixa claro que a liberação para comércio e consumo impactaria diretamente a família.

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Discurso de enfrentamento
O criminalista Sergei Cobra apresenta um dos discursos mais combativos das eleições. Ele critica as propostas do Tribunal de Justiça de São Paulo de promover centros de conciliação sem a presença dos advogados. Sergei também afirma constantemente que a prepotência da magistratura e do Ministério Público, somada à omissão da OAB-SP nos temas que tratam das prerrogativas dos advogados são os principais fatores que fomentam o desrespeito à classe.

Outro alvo de Sergei é o convênio firmado com a Defensoria Pública, que, segundo ele, faz política para poder administrar os valores repassados pelo poder executivo estadual. Em relação a isso, o advogado questiona as razões dos baixos honorários e a falta de atitude da atual administração da OAB-SP sobre o assunto. O presidenciável ressalta sempre que os valores pagos aos advogados que atendem pessoas de baixa renda por meio do convênio devem ser aumentados para que o serviço prestado seja feito com mais dignidade.

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João Biazzo crítica outros candidatos que estejam hoje na oposição, mas participaram da situação no passado.
Reprodução/Youtube

Discurso de transparência
Com um discurso por mais transparência na OAB-SP, João Biazzo se coloca como porta voz dos novos advogados e ressalta a necessidade de a advocacia saber os mínimos detalhes do destino dos valores gastos pela OAB-SP.

Sempre apontando que há incongruências nos gastos da OAB-SP, o advogado se compromete a colocar a entidade paulista sob a análise de uma auditoria externa. Outro ponto bastante destacado por Biazzo é o uso político da Ordem. O candidato deixa claro em suas falas que a entidade não deve ser usada como trampolim político, pois isso a torna refém de outros interesses.

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Focado em questões educacionais e no aumento dos honorários, Kfouri diz que os dois pontos andam ligados.
Reprodução

Discurso professoral
Livros mais baratos, capacitação profissional e divulgação de novas áreas de atuação no direito. Assim é a base do discurso do advogado Anis Kfouri. O candidato à presidência da OAB-SP deixa claro em suas propostas e seus discursos que seu objetivo como eventual presidente será oferecer mais cursos por meio da ESA e para todas as faixas etárias da advocacia.

Kfouri também ressalta a necessidade de defender as prerrogativas, porém, por meio da conscientização da população. Segundo ele, a campanha "orgulho de ser advogado" terá essa função, explicando à sociedade a importância do advogado e como ela pode perder direitos com o enfraquecimento da classe.

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Revista Consultor Jurídico, 17 de novembro de 2015, 13h48

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