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Reivindicação expressa

Paralisação de funcionários da OAB-SP termina depois de cinco horas

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Faltando dois dias para a eleição que decidirá o presidente da seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil, os funcionários da entidade promoveram uma paralisação de cinco horas para reivindicar melhores condições de atendimento hospitalar. Eles eram atendidos pela Unimed Paulistana, mas desde que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) determinou que o plano repasse sua cartela de clientes para outras operadoras, estão em processo de migração de plano.

Funcionários que trabalham no prédio da OAB-SP na rua Anchieta estavam parados em frente ao edifício nesta segunda.
ConJur

O estado de greve foi decretado quinta-feira (12/11), quando o sindicato que representa os funcionários da OAB-SP, o Sinsexpro, e a entidade dos advogados não chegaram a um acordo sobre a questão. No entanto, a paralisação só aconteceu das 9h às 14h desta segunda (16/11).

Ao todo, 240 funcionários da OAB-SP que trabalham no prédio na rua Anchieta estavam parados em frente ao edifício e solicitavam a outros colegas que não entrassem para trabalhar. Os outros imóveis da entidade não foram afetados.

Depois de horas de deliberação, os trabalhadores decidiram encerrar a paralisação por 127 votos favoráveis e 93 contrários. Partidários de candidatos da oposição que disputam a presidência da OAB-SP também estiveram no local para apoiar o movimento e, claro, anunciar as propostas de seus presidenciáveis.

À ConJur, o presidente do Sinsexpro, Juan Nunez, ressaltou que o Sinsexpro não possui acordo com nenhum dos candidatos que disputam o pleito deste ano para um eventual apoio sobre a paralisação ou sobre um possível suporte ideológico.

Por fim, a OAB-SP garantiu a todos os seus 2,5 mil trabalhadores a transferência de plano de saúde para a Unimed-Fesp sem repasse de custo ou mudança no valor pago. Também garantiu reembolso aos funcionários que tiverem que pagar pelo atendimento nos hospitais no período de transição.

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 16 de novembro de 2015, 17h00

Comentários de leitores

6 comentários

Falta gestão!

Rafael Olimpio (Advogado Sócio de Escritório)

A greve demonstra o descontrole da atual gestão que, ao meu ver, não tem capacidade para defender os interesses da classe, sociedade e nem mesmo de seus próprios funcionários, ora lesados!!! Urge uma mudança pra valer!!!

Ao Luis F. Sperandio (Outros)

Eduardo.Oliveira (Advogado Autônomo)

Meu caro,
Pode ser desconhecimento. Falta de transparência por parte da atual gestão e/ou casuísmo de quem organiza a paralisação. De fato, desconhecimento.
Todavia, quem paga a conta?
Tenho(mos) todo e o mais absoluto direito de querer saber a razão da paralisação (frequentemente em tempos de eleição) e exigir a abertura, transparência e a publicidade dos pontos obscuros.
Afinal, uma anuidade de R$ 900,00 não é pouca coisa.
Reconheço que pode haver direito legítimo, mas as circunstâncias se repetem em momentos semelhantes.
Tenho(mos) todo e o mais absoluto direito de querer saber a razão da paralisação (frequentemente em tempos de eleição) e exigir a abertura, a transparência e a publicidade dos pontos obscuros, afinal, a Presidente da República nos fez amargar quase seis meses de paralisação (computados todos os períodos) do Judiciário Federal por não ter como conceder as vantagens pleiteadas, ao passo que a OAB/SP atende a reivindicações em menos de 24 horas.

Antes de escrever, conheça.

Luis F. Sperandio (Outros)

Caro Dr. Eduardo, vejo grande desconhecimento de sua parte da causa em questão. Curioso: advogado quando chega no atendimento, quer atendimento; advogado quer que a OAB defenda suas prerrogativas; advogado quer cursos e palestras; aí pergunto, quem faz tudo isso??? A causa da greve foi um descumprimento de cláusula de acordo coletivo, ou seja, a greve era legal, justa, dentro da lei, e foi por mera coincidência ocorrer em época de eleição. E como o senhor afirma, não foi tão rápido assim, pelo contrário, esse problema vem de aproximadamente três meses, e acabou resultando em greve por que não houve solução. Importante verificar os fatos com cautela antes de emitir opinião, afinal de contas quem faz a OAB SP são os funcionários, que muito trabalham para vocês, advogados.

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