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Extremismo religioso

Estado Islâmico faz série de ataques em Paris e mata mais de 120 pessoas

Uma série de ataques terroristas em Paris matou mais de 120 pessoas nesta sexta-feira (13/11). O Estado Islâmico assumiu a autoria dos ataques e afirmou que trata-se de uma resposta à campanha militar da França contra o grupo e aos insultos no país contra o profeta do Islã. 

Oito terroristas, todos com coletes de explosivos, atacaram sete locais, entre eles uma sala de espetáculos e o estádio nacional, onde ocorria um jogo de futebol entre as seleções de França e da Alemanha. Segundo a polícia, os oito terroristas foram mortos em operações de segurança.

A França decretou o estado de emergência e fechou as fronteiras para controlar a saída de entrada de pessoas. O presidente François Hollande, que estava no estádio no momento dos primeiros ataques, classificou os acontecimentos como “ataques terroristas sem precedentes no país”.

O ministério do Interior francês pediu, em comunicado aos parisienses, que se mantenham em casa, e divulgou um número de informações ao público.

Reivindicação dos atentados
Neste sábado (14/11) o grupo extremista Estado Islâmico (EI) reivindicou, em comunicado, os atentados terroristas e alertou que "esse ataque é só o começo da tempestade e um alerta para aqueles que quiserem meditar e tirar lições.”

Segundo o comunicado, a França e aqueles que seguem seu caminho continuarão sendo alvos do Estado Islâmico e continuarão a "sentir o odor da morte por ter colocado a cabeça na cruzada, ter ousado insultar nosso profeta, se vangloriar de combater o islamismo na França e atingir os muçulmanos na terra do califa com seus aviões". 

A França participa na coligação internacional que realiza ataques aéreos contra os jihadistas do Estado Islâmico no Iraque e na Síria. 

Charlie Hedbo
Em janeiro Paris já havia sido alvo de ataque terrorista devido ao extremismo religioso. No dia 7 de janeiro 12 pessoas, entre cartunistas e jornalistas, que trabalhavam para o jornal satírico francês Charlie Hebdo foram mortos. 

Como cabe a uma publicação de humor, Charlie Hebdo tratava com irreverência todos os temas que abordava, e de suas cáusticas sátiras não escaparam a intolerância e a violência de facções radicais islâmicas.

Desde 2006, quando publicou charges do profeta Maomé, originalmente produzidas pelo jornal dinamarquês Jyllands-Posten, o Charlie Hebdo vinha sendo alvo de ameaças de radicais islâmicos. Em sua última mensagem no Twitter a revista mostrava uma charge com a imagem de Al-Baghadi-Akr, o líder da facção radical Estado Islâmico desejando “os melhores votos, de fato” e acrescentando: “E sobretudo, saúde”.

A revista já havia sido vítima de um atentado a bomba em 2011, logo depois da edição que continha uma piada sobre a Sharia, a lei islâmica. “Vivíamos há oito anos sob ameaças, tínhamos proteção, mas não há nada que se possa fazer contra bárbaros que invadem com Kalashnikovs”, disse o advogado da revista, Richard Malka, após o atentado. “A revista apenas defendeu a liberdade de expressão, ou simplesmente a liberdade”. Com informações da Agência Brasil.

Revista Consultor Jurídico, 14 de novembro de 2015, 13h56

Comentários de leitores

3 comentários

em tempo...

WLStorer (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Em um de seus passeios no exterior, se não me engano, a "presidenta", referindo-se ao Estado Islâmico, falou que "democracia não se faz com espadas". Realmente, no Brasil, se faz com armas de fogo. O resultado é infinitamente maior.

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Extremismo petista

WLStorer (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Então, por exemplo:
"Mais de 143 pessoas morreram por dia, em média, vítimas de homicídios dolosos (com intenção de matar) no país em 2014. É o que mostra um levantamento exclusivo realizado pelo G1 com base em dados das secretarias da Segurança dos 26 estados e do Distrito Federal. Ao total, foram 52.336 assassinatos registrados, número 3,8% superior ao de 2013 (50.413).
Houve ainda 2.061 latrocínios (roubos seguidos de morte) no ano passado. Além disso, 2.368 pessoas morreram em confrontos com a Polícia Militar. Os dados coletados pela reportagem ajudam a traçar uma radiografia da segurança no Brasil." (http://g1.globo.com/politica/noticia/2015/07/brasil-teve-em-media-143-assassinatos-por-dia-em-2014.html)
Acho que o Estado Islâmico precisa recrutar alguns "cumpanheiros" para serem seus instrutores e com uma vantagem, as mortes vão ser todas legais e democráticas.

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Dente por dente...

Flávio Marques (Advogado Autônomo)

Malditos asseclas do mal esses integrantes, ou melhor, marginais do dito "estado islâmico"... devem todos serem executados sem piedade!

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