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Integração em vista

Advogados públicos estaduais defendem unificação de carreiras da AGU

Comentários de leitores

6 comentários

Urge a unificação!!

ratio essendi (Administrador)

Qualquer gestor percebe ser contra a eficiência da Administração a manutenção de 4 carreiras para fazer, a rigor, exatamente a mesma coisa - a defesa jurídica da União e suas ramificações. Possivelmente a posição contrária está atrelada aos cargos em comissão - proporcionalmente em maior número na carreira de PFN e, ainda, a sensível e injustificável menor carga de trabalho, pelo mesmo subsídio! Nada além disso. De fato, não há qualquer excelência técnica ou outro fator de destaque a diferenciar os advogados públicos federais - os quais, se realmente unidos, poderiam alcançar o almejado reconhecimento institucional. Pelo jeito ainda falta bastante amadurecimento de seus membros para tanto. Por imperativo de logicidade, com a liberação da advocacia privada aos membros da AGU, como pretende o governo, impõe-se a unificação das carreiras. Com efeito, não faz a menor lógica um Procurador Federal poder advogar contra a União - Administração Direta, contra a Fazenda Nacional ou contra o BACEN; um advogado da União poder advogar contra o Ibama; um Procurador da Fazenda poder advogar contra a ANATEL; um Procurador do BACEN poder advogar contra o INSS -; ou seja, a incompatibilidade, em termos lógicos, pressupõe a proibição de os advogados públicos federais advogarem seja contra a União, seja em face das pessoas jurídicas a ela vinculadas, sob pena de uma situação fática totalmente insensata, pois, ao fim e ao cabo, todos são remunerados pela União - Tesouro Nacional, ou não???
De rigor a racionalização dos trabalhos e a otimização no uso dos recursos materiais e humanos no âmbito da AGU. O contribuinte agradece. Impõe-se a unificação das carreiras, mantidas suas expertises em âmbito interno, administrativamente, bem como a extinção de cargos comissionados.

Notícia bastante inusitada...

MVCastro (Advogado da União)

Em primeiro lugar, chama a atenção que esse site esteja publicando, por vezes mais de uma vez por semana, artigos e notícias que louvam a tal "unificação" das carreiras da AGU, apresentada pelo Ministro Adams que, como se sabe, tem gestão desastrosa.

Não sei dizer se esse é assunto que desperte tanto interesse entre os leitores. Por que tantas notas e artigos, sempre agradando ao mesmo grupo político, hoje liderado pelo Ministro Adams? O Ministério Público da União é dividido em carreiras. A Magistratura é dividida em carreiras. Não me lembro de ter visto por aqui qualquer nota a respeito.

Sobre a notícia propriamente dita, sua leitura apenas reforça o sentimento de perplexidade. Realmente, integrantes de 3 Procuradorias Estaduais foram escolhidos a dedo para que fossem à AGU louvar a tal unificação. Não se chamou um procurador estadual contrário, só se chamaram favoráveis (o que já mostra o nível da discussão).

De qualquer maneira, ficou muito claro na exposição de todos que as unificações estaduais foram feitas por Emendas Constitucionais. Nas unificações estaduais, tivemos carreiras que ficaram em extinção (notadamente os procuradores autárquicos). Nas unificações estaduais, várias pessoas da administração indireta permaneceram com corpo jurídico próprio (casos expressos de Minas e São Paulo), pela autonomia de tais pessoas. Todos os expositores, inclusive, comentaram que a realidade da Adm Federal é outra, muito maior.

No entanto, o leitor que se informa por essa nota não fica sabendo desses poréns. Nada do que foi feito nos Estados é planejado na União. Adams e alguns dirigentes sindicais pretendem simplesmente impor algo que sequer se sabe o que é, de maneira ilegal, sem consenso e que jogará a AGU numa vala profunda.

Notícia tendenciosa

ValériaS (Procurador da Fazenda Nacional)

Eu estava no debate e a única coisa que vi foi a exposição de modelos organizacionais de PGEs totalmente diversos da AGU, inclusive porque em pelo menos duas inexistiu unificação de carreiras, que é o que pretende o Advogado-Geral. Portanto, a matéria não foi fiel ao que ocorreu. Além disso, verificou-se confusão total entre unificação de carreira e extensão de competência dos órgãos.

Notícia tendenciosa

ValériaS (Procurador da Fazenda Nacional)

Eu estava no debate e a única coisa que vi foi a exposição de modelos organizacionais de PGEs totalmente diversos da AGU, inclusive porque em pelo menos duas inexistiu unificação de carreiras, que é o que pretende o Advogado-Geral. Portanto, a matéria não foi fiel ao que ocorreu. Além disso, verificou-se confusão total entre unificação de carreira e extensão de competência dos órgãos.

Unificação não

PFNsempre (Procurador da Fazenda Nacional)

Por essa lógica, por que não unificar as justiças federal, do trabalho e militar? Seria ótimo para racionalizar custos e aumentar a eficiência dos órgãos jurisdicionais e diminuir custos! Por que não unificar as carreiras do ministério publico da união?
A resposta é óbvia: não é tão simples e óbvio como se quer fazer crer. A especialização existe precisamente para garantir e aumentar a eficiência da defesa. Isso sem falar do absurdo que é misturar a defesa da administração direta com a da indireta. Personalidades distintas e interesses muitas vezes contrários. O conflito é evidente.

Só há vantagens nessa unificação

Kaltss (Procurador Federal)

Todos das 4 carreiras da AGU ganham igual, todos tem os mesmos direitos, todos entraram por concursos públicos bastante difíceis, todas as carreiras demonstram grande qualidade técnica em suas atuações, então, porque não unificar?
Com a unificação o Estado gasta menos com estrutura, gasta menos com atuações em duplicidade porque cada processo terá apenas um procurador, e não dois ou três como ocorre hoje, poderá haver melhor distribuição de trabalho, racionalizando recursos, poderá diminuir a frequência dos concursos público já que será um só cargo... enfim, são tantas as vantagens que eu nem sei porque que ainda não foi unificado.

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