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Política de Ordem

Críticas a adversários dão o tom em festa da chapa de Hermes Barbosa

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As críticas à gestão de Marcos da Costa e de seus antecessores e padrinhos políticos na Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo foram o mote dos discursos proferidos durante o lançamento da chapa Hermes-Oposição 12, encabeçada por Hermes Barbosa. O evento ocorreu nesta quinta-feira (6/11), na Casa de Portugal, no centro de São Paulo.

Os presentes no lançamento da chapa também avaliaram duramente o candidato Ricardo Sayeg — que, nas últimas eleições, era aliado de Hermes Barbosa. Muitos se diziam incomodados com a participação de Valeska Teixeira Zanin Martins como vice-presidente da chapa número 13. Segundo eles, isso mostra que o PT influenciará indiretamente em uma eventual gestão de Sayeg.

Um ponto que chamou a atenção durante a apresentação dos componentes da chapa foi a popularidade de Marcos Pereira, presidente nacional do PRB e candidato à vice-presidência na chapa de Hermes Barbosa, e Leandro Pinto, que concorre à presidência da Caixa de Assistência dos Advogados de São Paulo (Caasp).

Os dois foram, em alguns momentos, mais ovacionados do que o próprio presidenciável em suas falas. Durante os discursos, um drone sobrevoava o salão, filmando o evento.

Leandro Pinto foi o primeiro a discursar, tratando todo o tempo do desrespeito ao advogado e da necessidade de fortalecimento das prerrogativas. “Prerrogativa é dinheiro no bolso”, disse. Segundo o candidato à presidência da Caasp, além do Judiciário, as instituições financeiras responsáveis por recolher as custas judiciais também destratam o advogado. “O Banco do Brasil faz seu trabalho mal e porcamente”, apontou, enquanto reclamava que demorou 30 dias para receber uma guia.

O advogado também afirmou ser preciso encerrar o ciclo dessa gestão, que administra a OAB-SP há “12 longos e tenebrosos anos”. As críticas ao mandato do atual presidente da entidade foram continuadas por Sérgio Niemeyer, que apontou também como culpados dos "muitos problemas vividos pela advocacia" os ex-presidentes da seccional Luiz Flávio Borges D’Urso, Rubens Approbato Machado e Carlos Miguel Aidar.

Para Niemeyer, a gestão promovida pelo grupo foi “pífia” e não atuou devidamente pelas prerrogativas dos advogados. “Se Marcos da Costa se reeleger, esse grupo permanecerá 21 anos no poder. A ditadura militar ficou esse tempo no poder”, criticou.

Chiquinho Scarpa era um dos convidados de Hermes Barbosa.
ConJur

Em sua fala, Marcos Pereira continuou as críticas e afirmou ter dito a D’Urso, quando o ex-presidente se candidatou ao seu terceiro mandato, que essa não era uma boa atitude, porque a OAB-SP “não é a Venezuela”.

O presidente nacional do PRB também reclamou da atitude de Marcos da Costa em relação a ele, admitindo que apoiou o atual presidente no pleito anterior. “Fui tolhido de caminhar com o grupo que dirige a OAB-SP”, disse.

A chapa de Ricardo Sayeg também não escapou das críticas proferidas durante o evento. O vereador por Campinas Marcos Bernadelli (PSDB-SP), em seu breve discurso, afirmou que o maior trunfo do grupo encabeçado por Hermes Barbosa é não usar “partido político escondido” entre seus integrantes.

A opinião foi endossada pelo candidato à presidência da chapa 12. “Não tem ninguém do PT entre nós. E se for do PT, ou muda de partido ou sai do nosso grupo”, afirmou. Hermes Barbosa também agradeceu “a incompetência” da administração atual, que fez com que Marcos Pereira se tornasse um dissidente. O candidato à presidência tratou, ainda, da situação política vivida pelo Brasil, dizendo que a OAB tem parte de culpa no problema por não se manifestar de maneira contundente.

Convidado de luxo
Hermes Barbosa e Marcos Pereira chegaram precisamente no mesmo momento à porta da Casa de Portugal para conversar com os 700 convidados presentes. Segundo a organização do evento, 1,2 mil pessoas tinham confirmado presença. O candidato à presidência estava acompanhado por Chiquinho Scarpa, que fez uma breve aparição no salão onde a festa ocorria, saindo 40 minutos depois

Entre os principais presentes estavam os deputados federais Roberto Alves (PRB-SP) e Vinícius de Carvalho (PRB-SP), o deputado de estadual Milton Vieira (PSD-SP) e o grão-mestre do Grande Oriente Paulista, posto da Maçonaria, Jurandir Alves Vasconcelos.

1,2 mil pessoas confirmaram presença no evento, segundo os organizadores.
ConJur

A maioria dos convidados vinha do interior do estado, principalmente do Vale do Paraíba. Mas também havia presentes de Campinas, Sorocaba, Santos, Capital e Grande São Paulo, que estavam em totais similares. Ao fim do evento, três ônibus, dois grandes e um pequeno, esperavam parte considerável dos convidados. O transporte foi organizados pelos próprios eleitores, afirmaram alguns correligionários consultados pela ConJur.

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 6 de novembro de 2015, 16h23

Comentários de leitores

3 comentários

PT sempre PT

Marcelo_drum (Estudante de Direito - Internet e Tecnologia)

Toda eleição da Ordem acontece: o PT lança seus braços pra dentro da entidade. Em 2012 foi Toron - filiado diretamente ao PT - e discípulo de Marcio Thomaz Bastos... Agora é Valeska Martins, afilhada de Lula, filha do compadre poderoso Roberto Teixeira e filiada ao PT. Não vinga!

Fragmentação

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

O problema do processo eleitoral interno da Ordem ora em curso é o excesso de fragmentação. A OAB/SP praticamente se extinguiu como Entidade de Defesa da classe, e assim estamos vendo agora uma tentativa de ressurgimento, levando muitos a pleitear os cargos. É uma situação parecida à primeira eleição para Presidente da República após o fim da Ditadura Militar, quando havia mais de duas dezenas de candidatos. Nenhuma chapa, realmente, pode ser considerada como perfeita. Há bons advogados em algumas chapas, ao passo que a grande maioria são profissionais de pouca expressividade e nenhum compromisso já comprovado com a classe ou a defesa das prerrogativas. O sistema de chapas, a bem da verdade, é um fracasso, e deve ser extinto o mais breve possível. Devemos eleger o presidente, vice-presidente, e demais cargos, sem qualquer vinculação a um grupo específico, de modo a que os mais votados sejam quem irá ocupar os cargos, trazendo debates internos e as melhorias que precisamos. De qualquer forma, vejo com bons olhos a chapa de Hermes Barbosa, que tem mostrado coerência no discurso e inclusive deixado claro o repúdio ao PT e ao partidarismo que hoje domina a OAB/SP e o Conselho Federal.

Pois é,

Manente (Advogado Autônomo)

A atual gestão é uma verdadeira esculhambação.
Sayeg tem sido acusado pelos concorrentes de que existe a participação do PT.
O candidato Hermes tem como vice, o presidente do PRB.
Anis e Sergei já integraram a situação.
João Biazzo conforme ouvi de alguns colegas, acabou se prejudicando com os episódios envolvendo Aidar.
Em quem deveremos votar?
Como diz o eterno "filósofo e sociólogo" Tiririca, pior do que esta não fica!!!

Comentários encerrados em 14/11/2015.
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