Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Defesa a bala

Advogado cria grupo e busca assinaturas para que a classe tenha porte de armas

Clamando por igualdade de tratamento que devem ter magistratura, Ministério Público e advocacia, o advogado Edson Aparecido Stadler lançou na internet um movimento que busca obter para a classe o direito de portar armas. O objetivo é coletar 300 mil assinaturas e enviá-las ao presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil para que ele pleiteie mudanças na Lei 8.906/94, que criou o Estatuto da Advocacia. No Brasil, há mais de 800 mil advogados.

O movimento, nomeado Advogados do Brasil pela Igualdade, lista em seu site uma série de casos de assassinatos de advogados pelo Brasil. “Constata-se que não se trata de um problema regionalizado e sim os colegas têm 'tombado' em solo de todo o território nacional sem exceções. O mister da advocacia tem se tornado temerário e atividade de risco, quanto à segurança e integridade física dos advogados”, afirma o texto.

Segundo o grupo, os advogados, assim como juízes e promotores, também exercem atividades que expõem sua vida e integridade física. “O texto legal estatutário nos leva a reflexão que não há qualquer subordinação entre advogados, magistrados e membros do Ministério Público, sendo ademais que o representante do Ministério Público em procedimento criminal é parte em paridade ao advogado na atuação. Entretanto senhor presidente, somos rebaixados na qualidade de desiguais”, protesta.

O Advogados do Brasil pela Igualdade possui site e página no Facebook – esta última com até agora 975 membros. O grupo também pede que Marcus Vinícius Furtado Coêlho, presidente do Conselho Federal da OAB, receba o advogado Roberto Antonio Busato, “emissário” da iniciativa. Busato foi presidente do Conselho Federal da OAB de 2004 a 2007.

Clique aqui para ler o manifesto.

Revista Consultor Jurídico, 2 de novembro de 2015, 18h33

Comentários de leitores

36 comentários

Repudio Violências Simbólica

Advogado 86 (Advogado Autônomo - Criminal)

Subscrevo. E falo isso pelo meu próprio sentimento de proteção individual, pois odeio todo tipo de violências, mas sofro com a opressão contra a escolha que fiz de ser um advogado de defesa. Talvez me "alienando" por "imaginar" que uma arma salvaria minha vida por uma hora a mais, sentiria mais realizado. Afinal, se você também é um advogado que começou de baixo a trilhar sua carreira, e ainda não sofreu algum tipo de humilhação ou COVARDIA institucionalizada, prepare-se!

Os fortes...

Palpiteiro da web (Investigador)

Os fortes usam as ideias; os fracos, as armas.

Se o advogado quiser portar arma de fogo para se defender, então que o faça dentro dos ditames legais do Estatuto do Desarmamento OU submeta ao concurso das carreiras policiais.

Devidamente assinado

ABSipos (Advogado Autônomo)

Assinei a louvável iniciativa.

Não sei se algum dia virei a portar arma de fogo, mas sou totalmente a favor de que nós advogados (e quaisquer outros cidadãos aptos) tenhamos o direito garantido de autodefesa.

Muito embora a população tenha votado contra o desarmamento, mais uma vez o governo não ouviu a população e na prática, só consegue porte de arma alguém indicado ou com amizades nos locais certos.

O PL facilitaria tal procedimento enquanto o PL que discute a alteração das regras para porte não é aprovado.

Quem realmente se interessa pelo assunto e ainda está em dúvida se é contra ou a favor do porte de armas, sugiro que estude a questão e se informe em todas as fontes possíveis, a internet está aí para clarear nossa ignorância.

Sugiro também que estudem os níveis de violência e criminalidade em países onde a população anda armada e onde houve o desarmamento. EUA é um tímido exemplo, sugiro que procurem pelo Canadá e a mencionada Suíça.

Ver todos comentários

Comentários encerrados em 10/11/2015.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.