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Efeito colateral

Nove empresas da empreiteira OAS pedem recuperação judicial

O grupo OAS, que comanda uma das maiores empreiteiras do país, apresentou nesta terça-feira (31/3) pedido de recuperação judicial para nove de suas empresas. Segundo a companhia, esse “foi o melhor caminho encontrado (...) para renegociar suas dívidas com credores e fornecedores diante da intensa restrição de crédito verificada desde o final do ano passado”.

A solicitação foi protocolada na Justiça de São Paulo e repete os passos de ao menos outras duas empreiteiras como efeito da operação “lava jato”: as também investigadas Alumini Engenharia e Galvão Engenharia. É uma tentativa de renegociar prazos e valores de dívidas e evitar a falência. Os problemas começaram em novembro, quando executivos viraram alvos da “lava jato”, incluindo-se o presidente da OAS, José Aldemário Pinheiro Filho.

“Desde o início das investigações na Petrobras, as instituições financeiras têm sistematicamente restringido o acesso das empresas aos recursos necessários para a manutenção das obras”, declarou o presidente da OAS Investimentos, Fabio Yonamine. “Com quase 40 anos de vida, a OAS se vê impelida a tomar medidas que lhe permitam continuar a operar num processo saudável de renegociação das dívidas, preservando milhares de empregos diretos e indiretos”, afirmou.

A empreiteira diz que, ao mesmo tempo, clientes decidiram suspender pagamentos e novas contratações. Como consequência, agências de rating rebaixaram a nota da OAS, o que levou ao vencimento antecipado de suas dívidas. O pagamento dessas dívidas chegou a ser suspenso no final de 2014, para poupar recursos destinados a tributos e folha de pagamento.

O objetivo agora é se desfazer de ativos para pagar dívidas e focar na construção pesada. Serão colocadas à venda a participação da OAS na Invepar (24,44% do negócio), a fatia no Estaleiro Enseada (17,5%), a OAS Empreendimentos (80%), a OAS Soluções Ambientais (100%), a OAS Óleo e Gás (61%) e a OAS Defesa (100%). Também serão negociados dois estádios: a Arena Fonte Nova (50%), de Salvador, e a Arena das Dunas (100%), em Natal. Todos ficaram de fora do pedido de recuperação.

Caso a Justiça paulista aceite o pedido, o grupo terá 60 dias para apresentar um plano de reestruturação dos débitos aos credores e fornecedores, que terão mais 120 dias para discutir e aprovar a proposta. As dívidas contraídas até esta terça-feira serão congeladas e renegociadas.

Revista Consultor Jurídico, 31 de março de 2015, 15h55

Comentários de leitores

3 comentários

O Brasil não é um país sério

Leandro Melo (Advogado Autônomo)

É uma vergonha ver o terrorismos que os detentores do poder econômico fazem, todas as vezes que são pegos nas suas malandragens, basta haver a possibilidade real de condenações que começa a mesma ladainha, "a empresa vai quebrar e junto com ela o país". Me desculpem, mas muitas dessas empresas sequer existiriam sem o dinheiro público, quase 100% dos casos adquirido de forma inidônea. Se quebrarem, outras surgiram, as obras deverão continuar e não vejo como requisito para a execução das obras a assinatura por engenheiro dessas superpoderosas, que surjam outras, mas que estas tenham medo de repetir os erros dos outros.
Então digo, não, o país não vai quebrar, no máximo o emprego vai migrar para outra empresa, mas essa corja sim deve quebrar, assim como vem quebrando o país e sua imagem. O CARF já vem demonstrando que poucas empresas sérias existem no país, está na hora do dinheiro mudar de mãos mesmo. Assim o país vai ficando mais sério!

Que quebrem todas!!!!

Ingrid Tizoni de Godoi (Advogado Autônomo)

Sinceramente, lamento pelos trabalhadores que podem perder o emprego, mas acredito que a maior parte dos brasileiros está torcendo pelo fracasso dessas empresas. Que percam tudo, até as roupas dos sócios!!! Enquanto estavam ganhando, de forma ilegal, milhões do NOSSO DINHEIRO, a coisa estava boa, agora o problema é a restrição de crédito???? Será que o problema não é a sujeira, a podridão que se instalou na administração dessas empresas? Será que o problema não foi a conduta irresponsável, corrupta e criminosa dessas empreiteiras????? Será que o problema não foi ROUBAR DESCARADAMENTE o país???? "Cara de pau" é pouco!

Moleque de recado

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

"Está impedida de participar de um processo saudável de renegociação das dívidas". Esse sujeito é um tremendo cara de pau. ELE VAI RENEGOCIAR, TAMBÉM, AS DÍVIDAS GERADAS POR ESSA EMPRESA DE ABUTRES E AS OUTRAS DO CLUBE, EM DESFAVOR DA PETROBRÁS? VAI RESTITUIR A CREDIBILIDADE MUNDIAL DA ESTATAL QUE AJUDOU A DESTRUIR? VAI FAZER SUBIR AS AÇÕES DO ESPÓLIO PETROPINA NAS BOLSAS DE VALORES? VAI DEVOLVER A GRANA ROUBADA DO POVO BRASILEIRO, GUARDADA PELOS SÓCIOS COM CÓDIGOS NUMÉRICOS NOS PARAÍSOS FISCAIS? VAI PASSAR FÉRIAS PROLONGADAS NA PRISÃO? NÃO ? ENTÃO DEIXA QUEBRAR. Vamos torcer "de coração" para que realmente quebre e que se exploda junto com as suas co-autoras da bandidagem de lesa-pátria e leve consigo os diretores da Estatal, a Presidente da República, seu amigo LULA e os políticos para afundarem junto. MALACOS, CORRUPTOS, INDIGNOS.

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