Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Encontro maranhense

Presidente da Ajufe e antecessores dizem estar "preocupados" com o país

O presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Antônio César Bochenek, e ex-presidentes da entidade reuniram-se nesta sexta-feira (27/3) em São Luís, ao lado do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB). No final do encontro, divulgaram carta declarando “preocupação com o momento pelo qual passa o país”, com suas dificuldades econômicas e a insatisfação política.

Também dizem apoiar a condução dos processos contra corrupção, “mal maior a ser rigorosamente combatido”, e uma reforma política que “garanta o pluralismo de ideias e eleições livres do abuso do poder econômico”. O grupo ainda cobra melhorias para magistrados, como condições adequadas de trabalho.

Leia o manifesto:

Carta de São Luís

O presidente e os ex-presidentes da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) reunidos em São Luís manifestam sua.

Entendem que, apesar das dificuldades econômicas e da insatisfação política, a sociedade brasileira tem uma grande oportunidade para aperfeiçoar nossa democracia e fortalecer o Estado de Direito.

Conclamam os setores políticos e da sociedade civil para, acima dos conflitos partidários, uma reflexão na busca de um verdadeiro entendimento nacional para o aperfeiçoamento das instituições e a superação da crise, em benefício do País.

Para tanto, apoiam as investigações e a condução dos processos que tratam de corrupção, mal maior a ser rigorosamente combatido. Destacam, nesse sentido, o papel fundamental da Justiça Federal.

Entendem que são necessárias mudanças na legislação relativa à prisão processual, dando-se maior efetividade às decisões de primeiro e segundo graus, dentre outras medidas de combate à impunidade.

Defendem também medidas de transparência na gestão dos negócios públicos e uma reforma política democrática, que garanta o pluralismo de ideias e eleições livres do abuso do poder econômico.

Nada disso será possível, porém, sem se assegurar aos magistrados condições adequadas de trabalho, segurança pessoal e garantias, inclusive na inatividade.

O aperfeiçoamento e o fortalecimento das instituições democráticas são essenciais para o desenvolvimento de políticas públicas que levem a uma sociedade mais justa e solidária.

São Luís, 27 de março de 2015.

Antônio César Bochenek
Nino Oliveira Toldo
Fernando Cesar Baptista de Mattos
Walter Nunes da Silva Júnior
Paulo Sérgio Domingues
Flávio Dino
Fernando da Costa Tourinho Neto
Vilson Darós

Revista Consultor Jurídico, 27 de março de 2015, 21h49

Comentários de leitores

6 comentários

Estão realmente muito preocupados

frank_rj (Outro)

tenho um tio-avô, mineirinho dos arredores de Juiz de Fora que fala pouco, mas diz muito nos seus 80 e poucos carnavais. por estes dias perguntei-lhe a opinião sobre as notícias de corrupção. ele respondeu que lê sobre o assunto a uns 70 anos, e que corrupção não se limita ao fato de pegar dinheiro público. disse mais, que quando ganhamos algum dinheiro mister refletir se há algum retorno para a sociedade.
então, meus caros magistrados e outros que vivem em verdadeiros nichos de poder: seu auxílio moradia e outros penduricalhos que compõem a remuneração, além de altamente questionáveis, nada melhoram a prestação jurisdicional, significando benefícios apenas para os próprios recebedores.
considerando o valor desembolsado pelo estado para pagamento somente do auxílio moradia para todos os juízes, em pouco tempo o escândalo da Petrobrás vai parecer mesada de criança.

Uma nota muito estranha!!...

Sergio Tamer (Advogado Autônomo - Administrativa)

Uma nota muito estranha!...Nota da AJUFE fala em "entendimento nacional para o aperfeiçoamento das instituições e a superação da crise, em benefício do País"- em outras palavras, pede que todos se alinhem ao PT e à presidente Dilma como se a crise não tivesse origem na própria presidente da Repúblca e seu partido...realmente estranho, muito estranho...

Se depender deles tudo vai de mal a pior

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Dizem que as associações de magistrados estão sendo assessoras por marqueteiros, uma vez que se trazerem a público o que realmente pensam, sem qualquer "filtro", o povo ficará chocado. Mesmo assim, vê-se que os conclames dos juízes não passam de devaneios por mais poder, mais vencimentos, mais possibilidade de fazer o que eles fazem de melhor: violar a lei, negar vigência à Constituição, subjugar o cidadão comum.

Ver todos comentários

Comentários encerrados em 04/04/2015.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.