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Alvos da "lava jato"

Galvão Engenharia e Galvão Participações pedem recuperação judicial

A Galvão Engenharia e a Galvão Participações apresentaram, nesta quarta-feira (25/3), à Justiça do Estado do Rio de Janeiro pedido de recuperação judicial. Alvos da operação “lava jato”, as empresas apontam que a condição financeira da Galvão Engenharia foi agravada pela inadimplência de alguns de seus principais clientes, dentre os quais, a Petrobras. “A companhia estatal não honrou pagamentos de serviços adicionais executados, por ela solicitados e atestados”, diz a companhia, em nota. O problema reflete na Galvão Participações.

Na operação “lava jato”, o diretor da Galvão Engenharia, Erton Medeiros Fonseca, foi preso. Além disso, a companhia foi proibida de contratar com a Petrobras, por decisão administrativa da própria petroleira.

O Grupo Galvão declara que “sempre esteve à disposição das autoridades para colaborar com as investigações” e que “jamais participou de qualquer tipo de suposto ‘cartel’ de empresas em prejuízo dos interesses de seus clientes”.

Busca polêmica
Uma das grandes polêmicas envolvendo o processo da “lava jato” diz respeito à Galvão Engenharia e à Galvão Participações. A Polícia Federal estendeu um mandado direcionado à Galvão Engenharia para a holding do grupo, cuja sede fica 17 andares acima da empresa.

A Galvão Participações funciona no 19º andar de um prédio em São Paulo e alegava que teve bens apreendidos sem autorização da Justiça, pois a PF aproveitou um mandado de busca que era destinado à Galvão Engenharia, localizada no 2º andar. O juiz responsável pelo processo, Sergio Moro, afirmou que a atitude da PF foi correta e aponta que havia autorizado a entrada em mais de um pavimento. No entanto, em dezembro de 2014, o Supremo Tribunal Federal declarou nulas provas colhidas em empresa diferente da que consta no mandado de busca e apreensão, ainda que no mesmo prédio.

Revista Consultor Jurídico, 25 de março de 2015, 20h09

Comentários de leitores

2 comentários

Deixa quebrar

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

"QUEM ESTEVE TENTANDO QUEBRAR O BRASIL, MERECE QUEBRAR PRIMEIRO". Se essa mega-empresa no ramo da engenharia da construção civil beira a falência porque perdeu "UM" dos seus maiores e principais clientes, a Petrobrás, é porque na verdade não tem nenhum outro. Vivia tranquilamente do superfaturamento das suas obras, junto com os demais "sócios do clube" às custas do dinheiro público da estatal e sequer se preocupou em "prospectar" novos clientes, pois, em face desses, talvez, não teria sido tão fácil trapacear, já que sem o apoio do governo e do PT. Só falta, agora, a DILMA abrir-lhe os cofres do BNDES para "evitar demissões de funcionários". A padaria da esquina onde moro também está demitindo porque não aguenta mais pagar pelo trigo importado, ao preço do dólar atual. E aí, a Sra. não vai liberar dinheiro fácil e a fundo perdido para o portuga também ?

Duas observações:

Guilherme Travassos (Advogado Autônomo)

1. As defesas das empreiteiras no sentido de terem sido extorquidas sempre mereceram minha credibilidade e simpatia. Acho que ninguém acredita que o mensalão alcançou TODOS os agentes políticos responsáveis. Apoio comprado custa dimnheiro...
2. Se, como cidadão posso ficar feliz com os sucessos doMagistrado Moro, como advogado fico arrepiado. Essa história de manter executivos presos até alcançar delações premiadas, lembra-me Guantânamo. E isso de fazer mandados de busca e apreensão "itinerantes" soa tão verdadeiro quanto uma nota de quinze reais...

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