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Sem sujeira

Acrimesp critica revista por associar advocacia à "lama" da lava jato

A Associação dos Advogados Criminalistas do Estado de São Paulo (Acrimesp) decidiu enviar oficio à direção da revista Veja São Paulo com críticas à reportagem “Quanto mais lama melhor”. O texto, publicado no dia 6 de março, faz um perfil dos principais advogados que atuam na operação “lava jato”. “Quanto mais a lama vai aumentando, mais fértil fica o terreno desses profissionais em termos de visibilidade e ampliação de honorários”, afirma a reportagem.

Para a entidade, a revista “ofendeu gravemente as prerrogativas da advocacia” ao colocar profissionais do Direito “na mesma vala” que “bandidos e corruptos”. “Não se pode confundir advogado com seu cliente”, afirma o presidente do conselho da Acrimesp, Ademar Gomes.

Ele afirma que a classe é “indispensável à administração da Justiça”, por assegurar o princípio do contraditório e da ampla defesa estabelecido pela Constituição Federal. “Por isso seus direitos e suas prerrogativas devem ser defendidos com o maior rigor e determinação”, avalia.

A reportagem já havia sido alvo de ao menos outras três entidades: a seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil; o Movimento de Defesa da Advocacia (MDA) e Instituto dos Advogados de São Paulo.

Revista Consultor Jurídico, 23 de março de 2015, 16h12

Comentários de leitores

4 comentários

Ops!

Roberto Melo (Jornalista)

... “indispensável à administração da Justiça, por assegurar o princípio do contraditório e da ampla defesa estabelecido pela Constituição Federal". Diga-se, a bem da verdade (há várias verdades circulando por aí), somente para quem pode pagá-los. Caso contrário...

A mais pura verdade !

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Sem ofender quem quer que seja.É óbvio que quanto mais lama melhor.É claro que esse lodo é fértil, tanto na maior visualização dos colegas que nele chafurdam (no bom sentido) em favor dos seus constituintes como em termos financeiros, porque a defesa, tal qual o circo, têm que estar onde os clientes e o povo estão.Portanto p/ defender bandidos é necessário ouvir a quadrilha -mesmo ambiente deles- sem absolutamente se imiscuir ou adquirir os seus hábitos.
A bandidagem está para os criminalistas assim como as doenças estão para a medicina. Sem criminosos esse ramo do direito estaria falido. Sem doentes, não seria necessária a intervenção do médico. Não sejamos hipócritas.Tributaristas vivem da extorsão,pelo Estado, dos contribuintes indefesos, ou da intenção destes em pagar menos impostos. Quem advoga na área de família vive das dissoluções dessa instituição; dos inventários, originados pela morte de pessoas queridas; das mazelas do desamparo material; das prisões por dívidas alimentares, etc. Civilistas cobram dívidas de quem tem ou não tem como pagar; estabelecem responsabilidades contratuais; advogam puros interesses patrimoniais, etc. Na esfera trabalhista,postulam o céu para talvez aceitarem a terra num acordo. Com botas e luvas se enfrentam as drogas e se pisa no sangue (mormente quando o colega passa a advogar ainda na fase do exaurimento do delito, a pedido do preso,no local do crime, ou para resguardá-lo quando da sua rendição). É essa a nossa lida e só fazemos o n/trabalho. Como taxistas não nos compete arguir sob os motivos de certos endereços.
Nossa preocupação deve ser para com a melhor rota a ser seguida com ou sem GPS. E foi certamente nesse sentido que a reportagem da VEJA se pronunciou.

Onde a ofensa?

Gusto (Advogado Autônomo - Financeiro)

Com todas as vênias, não vejo onde o cabimento dessa irresignação, eis que toldos (eu disse TODOS) os casos envolvendo a bandidagem política, são sempre os mesmos causídicos envolvidos nas "defesas", procrastinando o quanto puderem a aplicação da lei e o cumprimento das penas aplicadas. Na verdade, não se trata de garantia do contraditório e da ampla defesa, mas sim da garantia da impunidade, na continuidade de atos atroses contra a sociedade. É isso que o povo está vendo, pelo que a revista Veja não cometeu nenhum despautério, porque a atuação desses profissionais acaba se confundindo, sim, com a postura de seus clientes.

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