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"Lava jato"

PSDB, PT e PP reagem a pedido de
inquérito contra parlamentares

Três partidos de políticos citados na lista da Procuradoria-Geral da República enviada ao Supremo Tribunal Federal par abertura de inquérito em decorrência da operação “lava jato” reagiram à inclusão de seus filiados. O PP, partido com o maior número de políticos envolvidos (31), manifestou-se por meio de seu diretório gaúcho. O PT disse apoiar as investigações e o PSDB afirmou confiar no senador Antonio Anastasia. Também com políticos citados, PMDB, PTB e Solidariedade ainda não se manifestaram oficialmente.

O senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), líder do partido no Senado, afirmou que a divulgação da lista revela que a presidente Dilma Rousseff (PT) e o ex-presidente Lula sabiam do esquema de corrupção na Petrobras. “Apesar de não constarem na lista, Dilma e Lula a encabeçam”, disse o senador. Ele se refere à informação de que o doleiro Alberto Youssef disse, em depoimento à Justiça, que o “alto escalão do governo tinha conhecimento” do esquema que operava na Petrobras.

Em nota, o PSDB disse ter recebido com surpresa a inclusão do ex-governador mineiro e atual senador Antonio Anastasia. “Temos a mais absoluta certeza de que tudo será plenamente esclarecido. Por conhecermos o seu proceder irretocável, em tantos anos de vida pública, temos a convicção de que a sua inocência será evidenciada”, disse o partido.

O senador foi citado em depoimento do policial federal Jayme Alves de Oliveira Filho, um dos alvos da operação “lava jato”. Suspeito de ter trabalhado com o doleiro Alberto Youssef, Jayme disse à PF que entregou R$ 1 milhão a Anastasia em Belo Horizonte, em 2010. O pedido de investigação contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG) foi arquivado.

Anastasia também se manifestou. Ele negou qualquer contato com o policial e disse ser falsa a informação de que recebeu dinheiro dele. Segundo sua nota, o senador disse que o pedido de inquérito foi baseado apenas no depoimento do policial, que não se sujeitou às mesma obrigações da delação premiada de Youssef.

“A alusão precária e inespecífica a uma casa em Belo Horizonte, sem fornecer o endereço, ou a data e a hora de tal encontro, aliada ao reconhecimento precário de uma fotografia dizendo ser pessoa ‘parecida’ comigo, não resistiria a menor verificação”, disse o senador, em referência ao documento da PGR.

O PT também emitiu nota em que afirma apoiar as investigações, “de forma completa e rigorosa, sem favorecimentos ou parcialidade”. A PGR pediu abertura de inquérito contra os senadores Humberto Costa (PT-PE), Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Lindbergh Farias (PT-RJ), além dos deputados José Mentor (PT-SP), Vander Loubet (PT-MS) e o ex-deputado Cândido Vaccarezza (SP) e ex-ministro Antonio Palocci. O pedido de inquérito envolvendo o senador Delcídio Amaral (PT-MS) foi arquivado.

O partido diz que ao final do processo, caso a culpa de algum de seus filiados seja comprovada, eles estarão sujeitos às punições previstas em seu estatuto. “Foram os governos Lula e Dilma que mais combateram a corrupção, fortalecendo os órgãos de fiscalização e controle e garantindo a independência e a autonomia do Ministério Público e da Polícia Federal”, acrescenta.

Com 31 políticos, o PP é o partido com mais filiados sujeitos à abertura de inquérito da Procuradoria-Geral da República. O diretório estadual no Rio Grande do Sul, ao qual estão ligados seis deputados, também emitiu nota lamentando a inclusão de seus filiados.

“Como instituição, o PP gaúcho não tem compromisso com erros individuais. Isso, porém, não significa incriminar antecipadamente. Como todo e qualquer cidadão brasileiro, os parlamentares citados terão o direito de se defenderem e provarem a sua inocência”, disse a nota.

O diretório anunciou uma reunião na próxima segunda-feira (9/3) para ouvir os deputados citados. “No caso da Justiça comprovar as denúncias de comportamento desabonador por parte de um ou mais envolvidos, o diretório estadual saberá adotar as medidas necessárias para preservar a boa imagem do partido”. Com informações das assessorias de imprensa do PSDB, PT e PP-RS.

Revista Consultor Jurídico, 7 de março de 2015, 17h14

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