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"Arenas romanas"

A conversa que José Eduardo Cardozo queria ter com Márcio Thomaz Bastos

Comentários de leitores

4 comentários

E o Direito ?

isabel (Advogado Assalariado)

Felizmente a comunidade jurídica de alto saber jurídico, da qual o ministro, mestre reconhecido, é um dos expoentes, começa a denunciar a selvageria e barbárie de uma parcela significativa da população, entre os quais , até mesmo operadores do Direito, que ao fim, e ao cabo, desprezam o Direito, desejando, mais do que tudo as arenas romanas, e a justiça pelas próprias mãos. Claro que o atual estágio da nossa civilização não permitirá este retrocesso, mas é imperioso que se lhe oponha resistência.

Vergonha do Cinismo

CesarMello (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

Só eu que passo mal ao ver um Ministro que faz o que pode para Anular do resultado do Referendo de 2005, determinando que Delegados da PF neguem sistematicamente o direito dos cidadães de simplesmente ver cumprido o que rege no já Famigerado Estatuto do Desarmamento?
Um cara que MANDA que os Delegados neguem pedidos assegurados em lei só porque vai contra a Ideologia do Partido falando em Estado Democrático de Direito Pleno, para justificar seus desvios de conduta me dá vontade de vomitar.

A importância do contraditório

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Ninguém, na atualidade, conhece mais o "contraditório" do que o próprio Ministro CARDOZO (o criador da TRILOGIA DA VERDADE). Estudando bem as suas teses, pode-se concluir que "a verdade" se apresenta sempre como opção de "múltipla escolha" (claro, para ser coerente com a trilogia, limitada a três hipóteses "apenas"). Veja-se: Logo depois de ter "vazado" o seu encontro com os advogados dos corruptores, donos das empreiteiras, ELE, PUBLICAMENTE NEGOU. Como não deu para sustentar o que já estava "desenhado", pela mídia e por testemunhas, ELE, PUBLICAMENTE ADMITIU, porém atribuiu ao episódio, a imponderável obra do acaso (um esbarrão com tais advogados, que pelo Congresso passeavam, próximos ao restaurante onde (ele) almoçava com amigos, fato que o colocou inexoravelmente na frente daqueles. Como cidadão educado que é, tornado político também por obra do acaso, convidou-os para um café em seu gabinete (porque a máquina do "expresso" no restaurante estava quebrada). Duramente censurado pelos algozes de plantão (talvez integrantes das "zelites" exorcizadas por Lula, seu "cumpanhero" e "padrinho" que o catapultou ao Ministério) ELE, PUBLICAMENTE APRESENTOU A 3ª E ÚLTIMA VERSÃO: Sim, atendeu aos advogados, não mais por acaso, mas por dever de ofício, em obediência a um decreto empoeirado da lavra de F.H.C.,que seus vassalos conseguiram encontrar nos escaninhos de uma estante qualquer, segundo o qual "toda autoridade pública deve atender a quem quer que seja"(e sem marcar audiência). Porém, nenhuma palavra foi dita sobre a LAVA JATO. EUREKA! "A verdade segundo Cardozo" acabava de ser lançada em três capítulos (todos verdadeiros) ficando ao sabor do "respeitável público" a escolha daquela que mais lhe agradasse. Ministro bom de bola !

"Será que hoje vivemos em um Estado de Direito pleno?"

WLStorer (Advogado Autônomo - Previdenciária)

“Será que hoje vivemos em um Estado de Direito pleno?”
Não Sr. Ministro, vivemos em um Estado Cleptocrático. E com certeza o brasileiro não só percebe, mas sabe da importância do contraditório. Ocorre que o contraditório só é invocado nos casos como o do "mensalão" e da "lava jato". Portanto, Sr. Ministro, as principais características do Estado de Direito, como o princípio da legalidade, o respeito ao contraditório e às prerrogativas de cada um devem servir a todos, não ser apenas pontuais. E também não é só o coração das pessoas que precisa ser tirado da arena romana, é o corpo inteiro e a alma. A palavra é de prata e o silêncio é de ouro. Diante da situação atual, o Sr. Ministro e a "cumpanheirada" deveriam ficar de boca fechada.

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