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Só censura

Moro revoga multa de R$ 43 mil aplicada a advogado de Cerveró​

Comentários de leitores

7 comentários

Obrigado pela informação.

Rogério Maestri (Engenheiro)

Caro Joseph K.
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Obrigado pelo esclarecimento, como disse a minha noção de leis e principalmente de processo são primárias e não escondo isto.
Porém como Engenheiro Civil, sei da existência de "contratos estranhos" (do tipo contratos de gaveta) que são feitos em negócios (algumas vezes nebulosos) e no depoimento de Cerveró (que não estão nos altos, mas estão em vídeo na rede) ele diz que havia um contrato interpessoal em que ele compraria o imóvel posteriormente.
Neste caso o contrato de locação era simplesmente para garantir a propriedade e não caracterizar uma ocupação ilegal.
Realmente se houvesse mais indícios no processo que havia alguma propina via Uruguai, ficaria evidente, mas por exemplo, não podemos esquecer que talvez tanto o Uruguaio e o Cerveró poderiam estar praticando outros ilícitos, que sustentariam a "lavagem de dinheiro" mas não vinculariam ao caso Petrobrás.

Ao Rogério

Joseph K. (Juiz Federal de 1ª. Instância)

Não me parece assim, Rogério. O fundamento central da sentença é que todas as operações envolvendo o apartamento eram simuladas. A empresa proprietária do apartamento teria sido constituída no exterior e, posteriormente, constituído uma subsidíaria brasileira sob ordens de seu verdadeiro "proprietário", o senhor réu. Atente à situação do procurador da empresa, advogado que mantinha, segundo a sentença, relação profissional próxima ao réu, e cujo escritório não cuidava de locações, mas de empresas da área de óleo e gás. Repare no trecho que trata das obras, e por ordem de quem elas aconteciam, quem prestava contas a quem. O fundamento central é a simulação de uma relação locatícia para escamotear o dinheiro que era fruto de corrupção, e a propriedade de fato do imóvel. Os valores no caso são elementos de prova laterais, que corroboram o quadro. Enfim, parece-me que há muitos elementos de prova.

Não deveria - mas ainda será útil-

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

A multa, então aplicada, foi plenamente fundamentada porisso não deveria ter sido revogada. De qualquer forma poderá ser invocada nas próximas decisões contra esse mesmo réu, (CUJO ADVOGADO SERÁ O MESMO) sempre que se alegar excesso de prazo na formação da culpa, considerando que o que se evidencia é que a defesa que procrastina é a mesma que pede celeridade.

A cobertura da imprensa está uma piada.

Rogério Maestri (Engenheiro)

Leiam a condenação e façam o seu próprio juízo, a imprensa está num tal copia e cola que dá vergonha.
Para mim que não sou da área me pareceu um verdadeiro excesso de "achismo" do Juiz, por exemplo, a principal prova (e única) foi o apartamento, que foi comprado por R$1.500.000,00 e segundo Moro (que não diz da onde saiu o valor) ele vale 7 milhões. Foi gasto na reforma (e o Moro aceitou isto) 700 mil o Cerveró colocou mais 150 mil e o Moro disse que o aluguel estava barato (R$4.500,00).
Pergunta básica, o juiz não poderia ter determinado uma perícia para saber se os valores de compra e de provável valor de venda estão corretos? Ou o que vale é a opinião da Revista Veja? A Veja é corretora de imóveis ou Engenheiro Avaliador?
Gostaria de ver a opinião de verdadeiros profissionais do direito, mas para mim se todo o julgamento se baseia nestes valores eles não deveriam ser corretamente avaliados?
Alguém perguntou a empresa de Engenharia qual era o estado do imóvel quando ele foi comprado, afinal era um imóvel com mais de 60 anos!
Como, graças ao bom Deus, não tenho muito contato direto com tribunais (só algumas reclamatórias trabalhistas e testemunha em dois processos) e muito menos com o criminal, não tenho muito a "achar" (não sou o Moro), e gostaria de saber se o que falo está correto.

Complementando:

Miguel Teixeira Filho (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

Se revogou a multa é porque se constatou não ter ocorrido irregularidade. Daí, com o devido respeito, porque a bronca?
Isso quem faz é guarda de trânsito: saca o talão e ainda passa um pito no infrator. Menos.

Usurpação

Miguel Teixeira Filho (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

Óbvio que qualquer um pode criticar quem e quando bem entender (inclusive este meu comentário).

Mas fora do processo.

Na atividade forense só existe um órgão com competência legal para “manifestar juízo de censura pelo comportamento processual” de advogado: chama-se Conselho da Ordem dos Advogados do Brasil.

[ Por favor 1: não estou discutindo, nem poderia, o mérito das ações que correm em Curitiba. Não sou advogado de nenhuma das partes e meu interesse no assunto é apenas o que penso ser de toda sociedade: que as instituições (todas) atuem dentro da legalidade. Por favor 2: sou apartidário ]

Nessa hora somem

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Cadê os glamorizadores de decisões arbitrárias para dar suas explicações?

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