Consultor Jurídico

Comentários de leitores

4 comentários

A verdade

Rômulo Macêdo. (Advogado Autônomo)

Rogo ao colega Jcamargo que esclareça quais os verdadeiros interesses em jogo. Sabemos quais os interesses em inserir a mulher e a criança numa uma linha de montagem que prioriza o agendamento do parto, com toda a sorte de serviços casados empregados pelos empresários da área e alguns profissionais de saúde. Se o colega Jcamargo exauriu a exposição do seu argumento, peço a qualquer outro colega que tenha notícias dessa VERDADE que a compartilhe conosco.

Bacharéis em direito "obstetras"

Durvalino Justiça (Juiz Estadual de 1ª. Instância)

Realmente me pergunto que legitimidade intelectual possui os operadores do direito em querer se imiscuir nas atividades de médico obstetra, que estudou anos para possuir tal especialidade, dizendo o que deve ou não ser feito em procedimentos de parto. Se determinado procedimento se faz necessário para salvar a criança e/ou a mãe, não será um bacharel de direito que saberá o que será melhor. Os defensores de tal "assunto da moda" não estão se atentando para os verdadeiros interesses em jogo.

Parabéns!!!

Patricia Couri (Advogado Autônomo)

Excelente, esclarecedor e fundamentado texto!!!

Belíssimo texto!

Mírian Maria Murad (Outros)

Júlio, parabéns pelo texto maravilhoso, sólido e respeitoso com as mulheres, com a ciência e conosco profissionais da obstetrícia e militantes. Farei alguns apontamentos que podem ajudar:
- Episiotomia é um procedimento sem estudos consubstanciados ou revisão sistemática que provem seu benefício. Não diminui o tempo do nascimento, não auxilia na passagem no bebê, nem evita a distócia de ombros (impactação óssea entre o ombro do bebê e a pelve da mulher). Tem efeitos deletérios para a vida sexual, podendo ter comprometimento anal e possível surgimento de fístula reto-vaginal (canal entre a vagina e o ânus) que provocará recorrentes infecções no trato genital feminino. Procedimento, a meu ver, iatrogênicos.
- Quanto à liberdade de posição: fato não assumido em muitos hospitais públicos e privados. As mulheres são obrigadas a ficar deitadas no leito durante o trabalho de parto e quando o bebê está nascendo, são levadas andando às pressas para a sala de parto, as deitam de barriga para cima, com as pernas apoiadas em perneiras. Parece uma boa posição, mas na maioria das vezes só favorece o profissional. Essa posição é a mais desconfortável e diminui o diâmetro da bacia óssea materna. Na maior parte das vezes a mulher é impedida de assumir posições que sejam mais favoráveis a ela. Existem profissionais que admitem que a mulher escolha a posição que quiser, mas são advertidos pela própria equipe e muitas vezes retirados da cena do parto.
- Medicações e Dieta: é comum ver prescrições do BGP, Buscopan, Glicose e Plasil, dizem que é para afinar o colo uterino. Sem base teórica. O JEJUM não é recomendado para gravidez de baixo risco e é questionável para as de alto risco.Gravidez não é doença!
Agradeço pelo texto, está fenomenal! Nós tod@s merecemos!

Comentar

Comentários encerrados em 24/05/2015.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.