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Inteligência artificial de computadores poderá nos julgar?

Comentários de leitores

6 comentários

IA a serviço do PJ

PM-SC (Advogado Assalariado - Civil)

Já li comentário de escritor sobre processo judicial eletrônico em que o computador não pode substituir o juiz sobre a composição do conteúdo do mérito, ao proferir sentença, e para tanto usou a expressão “absurdo”.
Alguns trabalhos científicos podem conduzir à prolação de sentenças de mérito por meio da ciência IA, conforme indicações a seguir, além de tantas outras.
1.Inteligência artificial é levada a outro patamar em projeto sigiloso. http://www.techtudo.com.br/noticias/noticia/2014/07/inteligencia-artificial-e-levada-outro-patamar-em-projeto-sigiloso.html
2.Madalena, Pedro e Oliveira, Álvaro Borges de. Organização & Informática no Poder Judiciário – Sentenças programadas em Processo Virtual. 2ª Ed. Juruá, 2008.
Na pág. 146 desse livro os autores apresentam um fluxograma/modelo de como programa de computador pode julgar caso concreto.

Ora, sabendo-se que na atualidade o juiz julga segundo o direito escrito, vale dizer, não mais pelo direito consuetudinário, os técnicos de análise e programação em parceria com juristas, podem compor software capaz de permitir que o magistrado possa assinar, depois da devida correção, sentença judicial de mérito, em casos não complexos (sem excessos de variáveis).
Nesse sentido, a pilotagem de aeronaves intercontinentais pode ser realizada por sistema artificial, quando o piloto, querendo, possa dar cochilada. O sistema pode avisar, por exemplo, que uma tempestade forte de avizinha.

A vida imita a arte, que imita a vida, que...

J.Koffler - Cientista Jurídico-Social (Professor)

Oportuno e pertinente o artigo sobre o IBM Watson. Também coerente o convite de Gilbert R L Florêncio (Assessor Técnico) para que Lenio Streck se manifeste a respeito. Teríamos, no mínimo, uma bela aula de Direito Processual-Cibernético.
Sucede que, no decurso do ano passado, neste mesmo espaço e na discussão sobre as elucubradas, intrincadas e às vezes desconexas decisões judiciais em todas as instâncias, manifestei-me fundamentadamente sobre o porquê de não cogitarmos a substituição dos doutos magistrados por super-computadores desenvolvidos especificamente para esta área. Demais está dizer que quase fui "virtualmente linchado". Adjetivos pejorativos não faltaram.
Mas, eis que agora, o sempre "antenado" Marcelo Stopanovski traz a lume idêntica temática, com fulcro em sobrada e concreta fundamentação, servindo-se para tal do IBM Watson, no palco do festejado "Jeopardy!" Aplausos para o articulista. Sua aguda curiosidade suscita questionamentos que há muito encontram-se engasgados nas gargantas ressequidas dos operadores do Direito.
Não esqueçamos o supercomputador "Hal 900" na obra do aplaudido Stanley Kubrick "2001: Uma odisseia no espaço", quando assume o controle da nave espacial "Discovery" para sabotar o plano de voo. Veja bem: esta película anglo-americana é de 1968!!
Bom, primeiro que tudo, há que se considerar, seriamente, que, para utilizar-se inteligência artificial aplicada ao Direito, é prerrequisito inafastável levar-se à prática um positivismo em seu limite extremo, a fim de alcançar-se a verdade jurídica única, i.e., que possa ser demonstrada através de um raciocínio inteligente. Considerando-se as peculiaridades do Direito, parece-me algo utópico.
Mutatis mutandis, que o circo continue...

Mentira! Ninguém venceu o text de turing

JOAOBATISTA0001 (Advogado Autônomo)

Não houve vencedor do texto de Turing.

Imagina-se que os computadores quânticos consigam isso, mas não há nenhum processador quântico operante totalmente.

Há, também, outras técnicas de programação baseada além da lógica. São linguagens sensitivas e não orientada ou sequencial, mas a linguagem é tão maluca que os programadores não conseguem programar por ausência de estrutura "lógica" ao estilo de nosso cérebro.

http://www.e-farsas.com/um-supercomputador-venceu-mesmo-o-teste-de-turing.html

ótima opção!

WLStorer (Advogado Autônomo - Previdenciária)

No caso do Brasil, a inteligência artificial seria uma ótima opção, visto que há tempos não temos qualquer tipo de inteligência em nossos julgamentos.

Dr. Lenio Streck, sua manifestação urge!

Gilbert R L Florêncio (Assessor Técnico)

Sobre o instigante tema das condições de possibilidade de haver julgamentos proferidos por inteligências artificiais, penso ser pertinente, salutar e de grande relevância ouvirmos o posicionamento de um jurista do elevado calibre de Lenio Streck, que tanto tem se dedicado à construção de uma teoria da decisão. Por isso o título que dei a este comentário, porque anseio mesmo, "ab imo pectore", pela análise do eminente jurista Lenio, a quem, desde já, apresento minhas cordiais saudações.

Julgar e/ou advogar?

Luís Alberto Ribeiro Correia (Advogado Assalariado - Civil)

Por apego à ficção científica menciono o recente filme "O Destino de Júpiter", dos irmãos Wachowski, da trilogia Matrix.
Pois bem, em determinada passagem, para reclamar seu título de realeza, Vossa Alteza se vê na necessidade de contratar um advogado noutro mundo. Eis que surge um ser robótico para lhe prestar os serviços jurídicos.
Muito curioso e faz sentido diante do Watson, da matéria.
Ainda mais curioso... trágico ou hilário: o tal robô-advogado é corrupto!

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