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Economia prejudicada

Chefes do MPT-RJ alertam para prejuízos que vão além da precarização do trabalho

Comentários de leitores

4 comentários

Desconexo com a realidade

Erminio Lima Neto (Consultor)

Já há muito tempo o Ministério Publico e alguns membros da Justiça do Trabalho, com a devida vênia, opinam, reiteradamente, sobre assunto que não tem pleno conhecimento, por força de uma visão "stricto sensu" sobre o processo de terceirização. Desconhecem os ilustres opinadores, que hoje é impossível qualquer industria sobreviver sem a parceria com outras empresas, por exigência dos consumidores que somos todos nós. Queremos e lutamos por muitos direitos e beneficios, mas não queremos pagar por isso quando vamos as compras. Fato anômalo que tem levado as empresas, notadamente as globais, a se instalarem na China, na India, etc. A terceirização ainda mantém os empregos, formais, no Brasil, gerando emprego e riqueza para milhões de jovens em primeiro emprego e idosos descartados pelo emprego que aqueles órgãos defendem, ou sonham. Desconhecem por exemplo, que a divisão do trabalho não é mais entre pessoas, mas sim entre máquinas e pessoas. O grande responsável pela "precarização", no trabalho, se for, não é a terceirização, mas sim a tecnologia da Informação que substituiu a intelilgência das empresas pela digitação; simples assim. Um jovem de 15 anos está ha anos luz na frente de um cidadão com mais de 30 anos, em matéria de computador. Por fim, lembro, que o proprio Judiciário emprega 25 mil trabalhadores terceirizados, a metade deles na Justiça do Trabalho. No Ministério Publico e no Ministério do Trabalho, também não é diferente, pois empregam 3.400 e 2.700 mil trabalhadores terceirizados, respectivamente. Se é tão ruim por que não denunciam os contratos de terceirização? sabe porque? porque sem os terceirizados eles não teriam como atender a demanda, e melho! preferem os terceirizados aos concursados, pois aqueles produzem muito mais.

O intermediário

Edson Raimundo dos Santos Filho (Estudante de Direito - Trabalhista)

A terceirização deve ser para serviços especializados e não como querem o lobby do empresariado, pois um terceiro em um relação contratual de trabalhando vai querer receber o que lhe cabe, e quem vai pagar essa conta? Obviamente que não é o empresário. Portanto a lógica do capital não é tão difícil de se entender...

terceirização

Daniel (Outros)

Se o MPT fiscalizar mais, menos problemas haverá.
O MPT não tem nenhum terceirizado prestando serviços para eles ? Os terceirizados do MPT são precarios ?? tem seus direitos violados ?

O novo sempre vem......

Ademilson Pereira Diniz (Advogado Autônomo - Civil)

É incrível como o NOVO sempre é estigmatizado....A TERCEIRIZAÇÃO, no caso, é o 'novo' nas relações de trabalho, e como tal é objeto dos mais diversos ataques. É que as pessoas adaptam-se a determinados modelos e fica muito difícil sua mudança. Mas, os tempos são outros. É certo que algumas atividades absorverão melhormente o novo sistema de contratação, outras, porém, de estrutura mais arcaicas, demorarão a se adaptar...mas o certo é que o 'modelo' atual já está desgastado. Agora, o mais curioso disso tudo é ver que, quem está mais CONTRA, não são os trabalhadores e os empresários (aqueles a quem, de fato, interessa a mudança), mas a um setor da burocracia estatal, sobretudo aquela ligada à JUSTIÇA DO TRABALHO, que até parece que virou uma instância sindical a favor do 'emprego' e do 'empregado'...porque será? Esse pessoal que está distante da roda de produção (estão no setor terciário da economia), não cansa de acusar a terceirização disso e daquilo, escudadas num conceito de 'atividade-fim' e 'atividade-meio' dos entes de produção....essa discussão, a verdade, não tem nenhuma relevância. A discussão sobre atividade-meio e atividade-fim só interessa ao fisco, para enquadrar determinada empresa nesse ou naquele regime tributário. Ao 'empregado' pouco se lhe dá se trabalha na atividade-meio ou atividade-fim de uma empresa: o importante, para ele, é ter seus direitos garantidos e, ter, sobretudo, um emprego.

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