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Índice da Justiça

Produtividade do Judiciário brasileiro diminui e atrasos aumentam, diz estudo

Após aumento nos últimos anos, a produtividade da Justiça brasileira caiu 5% entre 2012 e 2013. É o que mostra a 4ª edição do Índice de Desempenho da Justiça (IDJus), divulgada nesta segunda-feira (29/7), em Brasília.

De acordo com o levantamento, a gestão de processos passou de 45,2, em 2012, para 42,9, em 2013. O índice varia entre 0 e 100 — quanto mais desenvolvida e eficiente, mais próximo ao número máximo.

Para o Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), responsável pelo estudo, o progresso atribuído a políticas e metas do Conselho Nacional de Justiça não perdurou ao longo dos anos.

Como reflexo do mau desempenho, análises sobre a litigiosidade também apresentaram piora em 2013.  Naquele ano, seriam necessários dois anos para eliminar os processos pendentes, caso fosse interrompida a entrada de novas ações. Em 2012, o atraso era de um 1 ano e 11 meses.

Já a taxa de atendimento da demanda caiu de 106,4%, em 2012, para 102,6% em 2013.

O IDJus é elaborado a partir da extração de dados das bases de dados “Justiça em Números” e o Relatório de Portes dos Tribunais em Tecnologia da Informação e Comunicação, ambos do Conselho Nacional de Justiça.

Melhor e pior tribunal
Dentre os segmentos da Justiça, a esfera que está em melhor posição no cálculo dos seis requisitos analisados (despesas, receita, recursos humanos, tecnologia, litigiosidade e produtividade) é a Justiça Federal (57,4), seguida da Justiça do Trabalho (49,6) e da Justiça Estadual (46,9).

O tribunal federal mais bem posicionado foi o Tribunal Regional Federal da 5ª Região (64,6), enquanto o TRF da 1ª Região apresentou o menor resultado (52,1). 

Na Justiça do Trabalho, a corte mais bem posicionada foi o Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (54,6), de Minas Gerais, enquanto que o TRT com menor grau de desenvolvimento foi o da 14ª Região, de Rondônia e Acre, com um IDJus de 41,5.

Já na Justiça estadual, o tribunal em melhor posição é o TJ-RS (55,8), e o que apresenta o mais baixo grau de desenvolvimento é o TJ-PI (33,9). 

Clique aqui para ler a pesquisa na íntegra.

Revista Consultor Jurídico, 30 de junho de 2015, 6h35

Comentários de leitores

9 comentários

Outros tempos

preocupante (Delegado de Polícia Estadual)

Creio que o poder judiciário só foi obrigado a se tornar mais eficiente no tempo que a Ministra Eliana Calmon foi Corregedora do CNJ. Com sua postura corajosa, austera, séria e mostrando à sociedade as mazelas desse poder, o obrigou a se tornar mais eficiente e eficaz, embora a contra gosto, tanto que ela era, e talvez ainda seja (exceto pela minoria séria), demonizada pelos seus pares.

só primeira instância

ca-io (Outros)

por simples decisão o então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, suspendeu em medida liminar digo LIMINAR, acórdão do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, que havia declarado a nulidade do contrato entre a concessionária e o estado do Paraná para administrar determinado trecho de rodovia, que por sinal é uma verdadeira porteira na divisa do Estado S.Paulo e Paraná. PASSADO ANOS, DIGO ANOS E NÃO DIAS, CADÊ A DECISÃO!!! Esse é judiciário que alguém quer, recurso, recurso, recurso, liminar detona todo trabalho....... .

MAP

O Libertário (Outros)

Novamente você exala ódio ao judiciário e pouco acrescenta ao debate.

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