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Movimentação oculta

MPF denuncia André Vargas por pagar "por fora" preço real de imóvel

O ex-deputado André Vargas (ex-PT) virou alvo de nova denúncia da operação “lava jato”. O Ministério Público Federal afirma que ele lavou dinheiro comprando um imóvel de luxo em Londrina (PR) e registrando valor abaixo de mercado no contrato, na escritura pública e na declaração de Imposto de Renda. A denúncia aponta que o ex-parlamentar teve ajuda da mulher, Eidilaira Soares, e de seu irmão Leon Vargas.

De acordo com a denúncia, Eidilaira assinou compromisso de compra do imóvel no valor de R$ 500 mil (uma entrada de R$ 20 mil seguida de uma parcela de pouco mais de R$ 303,5 mil e um financiamento dos R$ 176,5 mil restantes). No entanto, o antigo dono afirmou que o imóvel foi vendido, na realidade, por R$ 980 mil. Ou seja, ficou oculto na operação o valor de R$ 480 mil.

Para o MPF, isso é prova de que Vargas queria “lavar parte do dinheiro gerado pelos seus crimes e não despertar a atenção das autoridades”. A manobra, ainda segundo a denúncia, está relacionada a um suposto esquema criminoso que envolveria contratos de publicidade entre a agência de publicidade Borghi Lowe e dois órgãos públicos: a Caixa Econômica Federal e o Ministério da Saúde.

André Vargas foi cassado em dezembro por contato com o doleiro Alberto Youssef.

Esses contratos fundamentaram outra denúncia contra Vargas, proposta no dia 14 de maio. O MPF diz que ele influenciou a escolha da agência para planejar e criar campanhas de publicidade do ministério e da Caixa.

A Borghi Lowe selecionava outras produtoras e recebia cerca de 10% dos valores pagos às subcontratadas, prática conhecida no mercado como “bônus de volume”. E esses bônus iam parar nas contas de empresas controladas por Vargas e dois irmãos, de acordo com a primeira denúncia.

O ex-deputado deixou o PT e teve o mandato cassado em dezembro de 2014. A Câmara dos Deputados entendeu que ele quebrou o decoro parlamentar por ter intermediado negócios do doleiro Alberto Youssef com o Ministério da Saúde. Vargas também passou férias com a família usando um avião pago pelo doleiro. Com informações da Assessoria de Imprensa do MPF-PR.

Clique aqui para ler a denúncia.

Revista Consultor Jurídico, 23 de junho de 2015, 18h06

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