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PF quer mais dois meses para concluir inquérito da “lava jato”

22 de junho de 2015, 22h08

Por Redação ConJur

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Dos 39 parlamentares que prestaram depoimento na investigação sobre a participação de políticos em desvios da Petrobras, 28 negaram qualquer envolvimento no esquema de corrupção. Usando esse dado como justificativa, a Polícia Federal quer mais 60 dias para concluir o principal inquérito da operação "lava jato" envolvendo parlamentares.

Segundo a PF, em documento enviado ao Supremo Tribunal Federal, além de negar envolvimento com os fatos investigados, os 28 parlamentares alegaram que nunca tiveram contato com os dois principais delatores da "lava jato", o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef. A solução apontada pelos delegados é tomar novos depoimentos dos delatores, de modo que eles detalhem a participação dos acusados.

"Busca-se comparar as versões apresentadas, para enfatizar aspectos importantes acerca dos fatos imputados e, se for o caso, acarear-se os investigados com os delatores acerca dos argumentos divergentes apresentados", justifica a Polícia Federal.

A PF informou também que pretende ouvir 11 investigados que ainda não prestaram depoimento, entre eles o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, que serão marcadas para as duas próximas semanas.

A decisão sobre a prorrogação será do ministro Teori Zavascki, relator dos processos relativos à operação no Supremo. Com informações da Agência Brasil.