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Arquivos secretos

Advogados que atuam como diretores em empresa não têm imunidade, diz Moro

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A Polícia Federal passou por um impasse até a noite desta sexta-feira (19/6) ao cumprir mandado de busca e apreensão envolvendo três advogados na operação “lava jato”. Os agentes chegaram à sede da Odebrecht às 6h, mas só às 20h conseguiram que o juiz federal Sergio Fernando Moro liberasse o material de diretores de empresas do grupo que têm inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil.

O juiz considerou que “não pode o gestor/sócio pretender imunidade à busca só porque, além da referida condição, é também advogado”. Já a defesa da empreiteira alega que essa medida é um “completo absurdo”, porque os diretores não são alvo de investigação e ao menos dois deles são a ponte entre a Odebrecht e o escritório Cavalcanti & Arruda Botelho Advogados.

O advogado Rafael Tucherman diz que, com a coleta de e-mails dos diretores, certamente vão aparecer mensagens trocadas com o escritório. Um dos receios é de que vaze para a imprensa conteúdo que deveria ficar protegido sob sigilo. Em petição enviada ao juiz, Tucherman e o advogado Augusto de Arruda Botelho afirmaram que o recolhimento de material violaria os direitos da classe. O documento foi assinado por Airton Martins da Costa, membro da Comissão de Direitos e Prerrogativas da OAB-SP.

Para tentar evitar que fossem recolhidos arquivos sigilosos, Moro determinou à tarde que a PF fizesse o filtro de todo o conteúdo no local. Só que surgiu um novo problema: a polícia respondeu que os e-mails do trio geraram dados que somam 6,4 GB. Por isso, seria inviável o exame ali mesmo.

O juiz determinou então, às 20h, que todas as mensagens e arquivos deveriam ser copiados e mantidos em material lacrado. Só depois ele vai decidir qual a melhor forma de selecionar as mensagens. Na decisão, Moro garantiu que, “em nenhuma hipótese, eventuais mensagens protegidas pelo sigilo profissional poderão ser utilizadas no processo”. A defesa da empreiteira, porém, estuda qual medida tomar para reverter a situação. 

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 19 de junho de 2015, 21h35

Comentários de leitores

7 comentários

Suponho que procederam...

João Paulo Bezerra de Menezes (Advogado Autônomo)

... ao "espelhamento" dos arquivos. Uma cópia integral do HD, deixando o original com o sujeito passivo do mandado.

Legal

renault (Estudante de Direito)

Então Juíz que é diretor de Fórum também não?

...

Eduardo Aragão (Estudante de Direito)

Marcos Alves Pintar, os arquivos originais não foram lacrados, lacraram as cópias dos originais. Os arquivos dos advogados continuam no local.

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