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Sob suspeita

PF cumpre mandado de busca em gabinete de desembargador do Ceará

O desembargador do Tribunal de Justiça do Ceará Carlos Feitosa foi afastado do cargo na manhã dessa segunda-feira (15/6). Seguindo ordens do ministro do Superior Tribunal de Justiça Herman Benjamin, seu auxiliar, o juiz federal Gabriel José Queiroz Neto acompanhou policiais federais que cumpriram mandados de busca e apreensão no gabinete do magistrado, na sede da corte, em Fortaleza.

Em nota, a desembargadora Iracema Vale, presidente do TJ-CE, disse que a corte irá colaborar com as investigações e que sua gestão tem compromisso com a transparência e o bom trato com a coisa pública. 

Embora o caso corra em segredo de Justiça, o jornal O Povo afirmou que a investigação está relacionada à venda de liminares. De acordo com o veículo, cerca de 15 pessoas são investigadas. Além disso, 10 advogados estariam sendo inquiridos pela PF.

A seccional da Ordem dos Advogados do Brasil no Ceará aprovou uma interpelação do desembargador Luiz Gerardo de Pontes Brígido, que denunciou o suposto esquema de venda de Habeas Corpus durante os plantões no tribunal em 2014, período em que exercia a presidência do TJ-CE.

De acordo com o portal G1, o desembargador afirmou que advogados pagavam até R$ 150 mil pela libertação de seus clientes, em um esquema que também envolvia magistrados e promotores. O objetivo da interpelação é a apresentação de provas.

“O desembargador Luiz Gerardo de Pontes Brígido nunca enviou nenhuma prova à OAB-CE mesmo tendo sido formalizada requisição dos documentos. Ao lançar suspeita sobre todos, sem apresentar o mínimo de provas, o desembargador pôs em dúvida a honra de todos os magistrados, advogados e membros do Ministério Público", disse o presidente da seccional Valdetário Monteiro. Com informações das assessorias de imprensa da OAB-CE e do TJ-CE.  

Revista Consultor Jurídico, 16 de junho de 2015, 19h16

Comentários de leitores

4 comentários

Lado errado

Helio Telho (Procurador da República de 1ª. Instância)

Ultimamente, a OAB tem se esmerado em escolher o lado errado.
Que fase!

Falou tudo Luis Vieira

Fabiano S. Castanho (Promotor de Justiça de 1ª. Instância)

Não tenho conhecimento do caso, mas não tenho dúvidas que ao invés de ir atrás do denunciante, caberia à OAB ir atrás das denúncias, o que conseguiria fazer - se quisesse - com ou sem a ajuda do Desembargador.

O crime do denunciante.

Luis vieira (Servidor da Secretaria de Segurança Pública)

A OAB, reforçando o seu papel corporativista e relegando todos os indícios apresentados, tenta transformar um desembargador sério, em réu de uma ação, no afã de proteger maus profissionais, que emporcalham a advocacia. Tristeza para a sociedade cearense, que convive diariamente com a impunidade.

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