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Competência do Supremo

Congresso Nacional não pode tratar da nova Loman, diz associação

A Proposta de Emenda à Constituição 64/2015, que autoriza a iniciativa parlamentar concorrente na propositura da nova Lei da Magistratura Nacional, chamada de Estatuto da Magistratura, é inconstitucional. Essa é a opinião do presidente interino da Associação dos Magistrados Brasileiros, Adriano Seduvim.

“A AMB vê essa PEC com muita preocupação e entende que a proposta afronta o princípio da independência dos poderes, uma cláusula pétrea da Constituição Federal”, destacou Seduvim. “Não vamos poupar esforços contra a PEC, sem dispensar o necessário diálogo com o autor quanto à impertinência da proposta”.

A PEC apresentada pelo senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) estabelece a alteração do artigo 93 da Constituição Federal, permitindo ao Legislativo a propositura de lei complementar para a instituição da Loman. Com isso, os parlamentares poderão tratar de matéria de competência exclusiva do Supremo Tribunal do Tribunal.

Desde o começo do ano, o Supremo discute um anteprojeto da nova Loman, conforme previsto na Constituição. A AMB tem acompanhado as discussões por meio de uma comissão especial e deverá levar os principais pleitos dos associados à Corte. A expectativa é que a proposta seja encaminhada pelo STF ao Congresso Nacional até o fim deste ano. Com informações da Assessoria de Imprensa da AMB.

Revista Consultor Jurídico, 12 de junho de 2015, 19h43

Comentários de leitores

1 comentário

Preocupação casuística e oportunista.

alvarojr (Advogado Autônomo - Consumidor)

Quando o Legislativo usurpa iniciativa do Judiciário ao propor a criação de TRFs essas entidades de classe não se incomodam pois esse tipo de usurpação que envolve a criação de cargos e aumento de despesas lhe agrada.
Contudo, quando o Legislativo se movimenta contra esse projeto esquizofrênico de Loman arquitetado pelo ministro Lewandowski, aí a preocupação com a separação de poderes surge "do nada" junto com promessas de "não poupar esforços".
Não é a separação de poderes que preocupa essa entidade de classe. O que a preocupa mesmo são penduricalhos remuneratórios como o auxílio moradia e outras distorções que tornam a vida dos seus associados mais agradável.
Álvaro Paulino César Júnior
OAB/MG 123.168

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