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Mudança de ares

Advogada especialista em delação desiste de clientes da "lava jato" 

Comentários de leitores

6 comentários

O golpe do século! Espertos ou expertos?

Jânia Paula - Ativista dos Direitos Civis (Outros)

Pensei que a OAB estava feliz por ter conseguido esbulhar e privatizar por completo o acesso à Justiça, que estava feliz em ser acumplicie na obstrução da Justiça, sensacionalismo de processo... Será que a douta entidade começou a perceber que as vantagens oferecidas por estelionatários são golpistas? Vai ser cômico quando os membros do sistema jurídico (magistratura, MP e OAB) admitirem que caíram em um tipo da Golpe da Loteria. Isto é, quando os excelentíssimos e seus familiares começarem a sofrer assediados, com emprego de Protocolos como o de Guantánamo...

Provável

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Não conheço o caso, mas a hipótese mais provável é que a condenação dos delatores tornou o instituto da delação vazio. Ninguém vai mais querer gastar dinheiro com advogado seguindo essa linha.

Ao Gabriel Cabral Bezerra (Estudante de Direito - Propriedad

Eduardo. Adv. (Advogado Autônomo)

Estranho mesmo!
Mas quem sabe o horóscopo não lhe recomendou avaliar coincidências: Caso Celso Daniel (e todos os seus protagonistas e coadjuvantes, inclusive figurantes) e outros prefeitos ligados a situações do tipo...

Se isso não é intimidação, o que será?

wgealh (Advogado Autônomo - Ambiental)

Pelo menos nos EEUU ela poderá contar com 'guarda costas' sem medo dos P.T.ralhas venezuelanos, mst, cut...
Esperamos que o Louvado Juiz MORO não se intimide...

mudar de país

WLStorer (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Bom para ela! Se eu fosse advogado de algum acusado da "lava jato" também faria o mesmo, e com uma boa grana no bolso.

Hmm...

Gabriel Cabral Parente Bezerra (Advogado Autônomo - Tributária)

Veja bem, não conheço essa advogada, nunca encontrei com ela, não sei da formação dela nem do seu passado.
Mas essa movimentação é, deveras, estranha.
Isso para não usar uma palavra mais forte, como 'suspeita'.
Como pode um advogado tomar uma postura (com o perdão da redundância) tão 'preclusiva', tão definitiva na defesa de um réu em um processo desta magnitude e depois renunciar ao mandato? E ainda mais a esta altura?
Ora, pra qualquer que seja o advogado que passe a patrocinar a causa, não dá pra desfazer o ato da delação premiada. Em algumas circunstâncias, alguns atos até dá pra manusear mais ou menos ou tentar modular as suas causas e efeito. Mas esse não. Não tem mais volta.
A delação premiada, não sendo um manejo processual comum entre os criminalistas até hoje, em especial os juristas de estrutura jurídica da Civil Law (o caso brasileiro; nosso caso), de certa forma restringe tudo o que vem depois dela pois limita quaisquer atos que venham a ser ao seu conteúdo.
O ideal é que, qualquer que seja o advogado que tenha talhado os acordos, que ele se mantenha no processo para administrar o que quer que venha acometer a defesa em razão dos acordos que o advogado fez acontecer em primeiro lugar.
O que me causa estranheza em especial é a razão pela qual ela supostamente está renunciando à defesa. Canais de notícias e informativos jurídicos em todos os lugares, Conjur incluso, relatam que a advocacia nos EUA, em média, não é lá essas coisas, nem sequer há muito mercado para atividade jurídica. Não só isso como os EUA é o país com o maior número de advogados per capita do mundo, o que torna a atividade jurídica lá mais concorrida que em qualquer outro lugar. Aliado às duas primeiras razões, no mínimo há de estranhar tal movimentação.

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