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Comentários de leitores

9 comentários

Texto exemplar

Voluntária (Administrador)

O texto é exemplar. O desrespeito à autoridade não leva a lugar nenhum e países tão diferentes como Estados Unidos e Coréia do Norte agem da mesma maneira. O texto deve ser discutido, sim, inclusive nas Universidades, mas não de forma anárquica e com imaturidade.Parabéns ao autor.

O busílis é: as autoridades consideram algum ônus?

Ismael Castro (Estudante de Direito - Criminal)

A legitimidade da autoridade está em xeque... O que acontece aqui no Brasil, acontece em qualquer lugar do mundo que a autoridade não tem mais reflexo de legitimidade. Perdoe-me o espírito crítico, mas cresci num lar que me ensinaram a respeitar antes do pai, o homem. E antes da mãe, a mulher. Penso que já ultrapassamos a crença no mito que "toda autoridade foi instituída por Deus". Agora, ao meu ver acertadamente, precisamos reconhecer sua legitimidade, e isso não tem nada haver com desrespeito, mas igualdade. Desta forma, observo que esses acontecimentos pontuados pelo articulista, se dão mais pela falência da moral das autoridades, do que pela mudança rápida/repentina dos costumes. Com a devida vênia, esse texto é muito reacionário, e foge de uma discussão verdadeiramente necessária e tangente.

Desobediência no mundo do crime

PM-SC (Advogado Assalariado - Civil)

Na esteira dos exemplos focalizados por Vladimir, já em 2011, eu também apresentava outros, dai ter publicado o pequeno livro “Criminosos não temem e ignoram a justiça – Prender e ressocializar” (http://www.clubedeautores.com.br).
No momento, contudo, políticas modernas estão em vias de implementação/implantação no país, em torno de jovens/adolescentes que não amam os pais e a pátria, não querem estudar e se educar convenientemente, preferem o ócio e o exercício de atividades criminosas, agindo com total desobediência às autoridades públicas constituídas.
Parabéns Vladimir pelo bom trabalho apresentado.

Bom texto educativo...

J.Koffler - Cientista Jurídico-Social (Professor)

O ínclito articulista, do alto da sua larga experiência e visão de mundo, alcança seu intento admoestador com palavreado singelo, sem rebusques, direto. Textos com similar teor analítico deveriam circular por todos os bancos escolares como obrigatórios, do fundamental ao pós-graduação, prestando-se à discussão ampla, geral e irrestrita.
Sucede que, como bem salienta Observador.. (Economista), os comportamentos elencados pelo articulista como desviantes, em sua maioria, "vêm de cima", prestando-se a um grosseiro exemplo que dita normas tidas como de "usos e costumes". E o cerne destas situa-se num longínquo marco temporal: 500 anos.
Não é necessário dizer mais nada...

O que pode e o que deve (ser)

J. Ribeiro (Advogado Autônomo - Empresarial)

Bom texto. "Em terra de cego, quem tem um olho é rei".
É uma questão de educação e mentalidade, ou seja, cultural.
Por aqui, infelizmente, não se respeita muito a lei e nem se exige seu cumprimento (inclui-se os contratos) para todos.
A começar pelas próprias autoridades, muitas delas, carente de uma formação educacional adequada, apesar de doutor, atropela a lei, acaba fazendo a sua lei.
O coronelismo ainda é muito presente na mentalidade de muitas autoridades e pessoas de grande influência (poder econômico).
Esse mau exemplo acaba transportando para a sociedade uma ideia equivocada de autoridade e de poder, baseada no que pode e não no que deve.
Em razão de termos um Estado paternalista, a autoridade acaba sendo respeitada pela comunidade, mas não a lei. Talvez esteja aqui a diferença, que precisa mudar - a lei acima de tudo e para todos. Os conflitos seriam menores e previsíveis as soluções.

Como respeitar?

Paulo MP (Outros)

Como respeitar políticos que descumprem o que prometeram, corrompem, são corrompidos, e só pensam em si fazendo acordos em benefício pessoal e para obter impunidade?
Como respeitar magistrados que criam auxílios e mais auxílios?
Como respeitar um auditor fiscal que comete ilegalidades para aumentar a arrecadação?
Como respeitar um policial que vê um crime e corre para o outro lado da rua, fingindo que "não é com ele"?
Difícil. Muito difícil...
A autoridade deve ser respeitada somente se tiver legitimidade. Não basta só obedecer por obedecer.
A crise atual não é de autoridade e sim de legitimidade.

Muito bom o artigo

Observador.. (Economista)

Mas NUNCA podemos esquecer que o exemplo vem de cima.
Nas famílias e nos países desenvolvidos, quem quer respeito se respeita e respeita o outro. Mesmo que seja frágil como um filho ainda pequeno ou um membro mais desvalido daquela sociedade.
Em Bruzundanga há castas. Gente que só pensa em privilégios, pleiteia (e consegue) aumentos salariais em época de crise e acha que sacrifícios são para os outros.
Nos EUA, citado no artigo, a lei é para todos.
Há, inclusive, um filme recente "O Juiz" que demonstra o abismo entre a mentalidade da elite americana e a nossa.
Enquanto isto não mudar, seremos sempre toscos, atrasados e "periféricos".

Dissemine-se!

Márcio Archanjo Ferreira Duarte (Advogado Assalariado - Empresarial)

Excelente artigo, Professor Vladimir!
O teor deveria ser disseminado nas escolas públicas e privadas de todos os níveis de ensino, inclusive em reuniões de pais.

O problema são os abusos praticados em nome de autoridade

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

O povo brasileiro, de forma geral, respeita a autoridade. O grande problema que temos no Brasil de hoje é o desrespeito por parte daqueles que exercem alguma autoridade. Os crimes de abuso de autoridade e prevaricação, condutas delitivas praticadas aos milhares todos os dias, praticamente deixaram de serem reprimidas devido aos jogos de poder, gerando a situação caótica que bem conhecemos.

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