Consultor Jurídico

Dez anos depois

"Papel do CNJ é melhorar a gestão e não cuidar de questões salariais do Judiciário"

Retornar ao texto

Comentários de leitores

10 comentários

convercer

afixa (Administrador)

advogados como MAP que justiça alternativa é a solução para morosidade é malhar em ferro frio.

A questão é apenas de gestão

J. Ribeiro (Advogado Autônomo - Empresarial)

Todos sabem que o problema do Judiciário brasileiro é de gestão que necessariamente precisa de uma reforma mais profunda da LOMAN.
O CNJ, d. v., transformou-se em mais um cabide de empregos. É mais um custo, por sinal muito alto, para a sociedade. Talvez tenhamos de reinventar a roda, com a extinção de vez do CNJ e das inúteis corregedorias dos tribunais, que sequer sabem para que foram instituídas.
Bastava uma ouvidoria para estatisticamente registrar as reclamações. Os reclamantes poderiam, se assim desejarem, questionar judicialmente perante o respectivo tribunal, por meio dos recursos processuais.
Se procedente o recurso, esses juízes malfeitores poderiam ser punidos e sujeitos a indenização.

Velhos tempos, belos dias

Pontes Lima (Procurador Federal)

Saudades do tempo em que o CNJ tinha grandes nomes e cumpria o se papel institucional. Hoje o CNJ, assim como o CNMP, não passa de uma associação de classe com poder normativo.

Palavras bonitas...

JUNIOR - CONSULTOR NEGÓCIOS (Professor)

O artigo do ministro poderia ser uma referência se não fosse ele quem o escrevesse. Fato é que escrever é uma coisa, outra coisa é por em prática o que se escreve, não é o caso do ministro. Difícil imaginar tanto sob os aspectos técnico como o moral, pois trata de um tema relevante para a democracia, por que um processo fica ou ficou em sua gaveta por mais de um ano.

advogados querem judicializar tudo para receberem honorários

daniel (Outros - Administrativa)

advogados querem judicializar tudo para receberem honorários. A posição do MAP é típica da advocacia tradicional, pois querem apenas conflitos e processos judiciais, pois aumentam o mercado de trabalho. A única forma de aumentar as conciliações é cobrar custas do perdedor, ou seja, a justiça gratuita seria apenas no início e não ao final, isto diminuiria as aventuras jurídicas

Abuso no Judiciário

ARIMATHEA FERNANDES (Serventuário)

Interessante quando se fala que “certas causas às vezes aumentam porque determinado juiz é vagaroso” e no papel relevante do CNJ de “possível punição de abusos no âmbito no próprio poder Judiciário”. Alguém sabe dizer quanto tempo um Ministro do STF pode ficar com um processo de que “pediu vista”? Se não tem data para devolvê-lo para a devida reinclusão em pauta, seria um abuso no Judiciário? Quem controlaria tal abuso? O CNJ? Algum professor-doutor poderia explicar as questões e o remédio hipotéticos.

Aumentar a estrutura é necessário

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Discordo do Ministro quando ele afirma que não é necessário aumentar a estrutura do Judiciário, mas investir em "formas alternativas" de solução de litígios. Escuto isso há mais de uma década, período na qual a Justiça brasileiro só piorou. Infelizmente, gostemos ou não, a única forma de fazer Justiça é um advogado fazer uma petição, um juiz ler e aplicar o direito determinado pelo Legislativo. É assim que as coisas funcionam no mundo todo, e ninguém absolutamente inventou qualquer outra coisa que possa funcionar. Enquanto a Justiça for uma ótima solução para o violador da lei (Estado e poder econômico invariavelmente), o grande número de ações continuará. De nada adianta conciliação se o Estado e o poder econômico não conciliam, nem mediação se os mesmos apenas fingem que estão aceitando uma possibilidade de solução. Trata-se apenas de um pretexto para as reformas que realmente precisam ser feitas.

Excesso de judicialização.

Rafael Lorenzoni (Juiz Estadual de 1ª. Instância)

O problema da judicialização em excesso é cultural. É preciso, então, parar de tentar solucionar esse problema atingindo somente seus efeitos, e sim em seu núcleo/causa. Uma forma é realizar programas de conscientização do cidadão sobre esse ponto, utilizando-se os mínimos esforços e possibilidade de cada operador do direito. Há meios alternativos de solução de conflitos que necessitam ser adequadamente difundidos ao cidadão. Ninguém além do Judiciário para fazer isso. Mãos à obra!

Velhos tempos, belos dias.

Ricardo Bevilaqua (Médico)

Saudades do tempo em que o CNJ tinha grandes nomes e cumpria seu papel institucional. Hoje, o CNJ assim como o CNMP não passam de associações de classe.

excelente entrevista

analucia (Bacharel - Família)

um ótimo gestor com visão gerencial e conhecedor dos lobbies

Comentar

Comentários encerrados em 20/07/2015.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.