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Tentativa de pressão

AMB critica encontro de advogados com ministro da Justiça

O presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), João Ricardo Costa, criticou a conduta dos advogados que, segundo ele, tentam pressionar o Judiciário com o uso do poder político.

A manifestação do dirigente se refere aos encontros de advogados envolvidos na "lava jato" com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para tratar do processo. Cardozo afirma que participou de audiências com alguns dos advogados, mas nega que eles tenham pedido que o ministro atuasse no sentido de criar qualquer obstáculo ao curso das investigações.

“É fundamental para a democracia que os advogados atuem na amplitude das suas prerrogativas, de forma incondicional. Porém, estas mesmas garantias devem ser exercidas dentro de um conceito radicalmente republicano. Neste caso específico, a conduta dos advogados induz em uma atuação voltada para pressionar o uso do poder político sobre o Judiciário”, afirma.

O presidente da AMB defende o Poder Judiciário como instância para o exercício da ampla defesa, já devidamente estruturado para recepcionar todo e qualquer pleito em relação ao caso. “Para cada decisão da Justiça, contamos com infindáveis recursos. O que não podemos admitir é a tentativa de pressionar o Poder Judiciário e os juízes que atuam no processo, muito menos qualquer conduta que tente desqualificar o magistrado que preside as investigações em questão”, alerta Costa.

Preocupado com a pressão política que parece se intensificar sobre as investigações da operação "lava jato", João Ricardo Costa encaminhou um pedido de audiência ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Costa deverá propor uma varredura na gestão das empreiteiras citadas.

“O Judiciário precisa conduzir esse processo e avançar com independência no combate à corrupção e à impunidade. A operação 'lava jato' trouxe fortes indícios de que muitas dessas empreiteiras que estão sendo investigadas atuam como verdadeiras organizações criminosas cartelizadas que estão saqueando os cofres públicos há anos. É necessário que o Executivo promova uma investigação profunda, além das denúncias da Petrobras”, defende. Com informações da Assessoria de Imprensa da AMB.

Revista Consultor Jurídico, 20 de fevereiro de 2015, 13h58

Comentários de leitores

4 comentários

Audiência.. Extraoficial?

PAS-adv (Servidor)

Audiencia extraoficial com advogado pode? O ministro representa quem cara pálida? O povo via presidente a quem ele assessora, assim tudo em Pindora deve ser público e pautado nos primcipios da Moralidade, Impessoalidad, Probidade, Interesse Público, etc... Eis o busilis, como diz um querido professor...

Olhem o próprio umbigo.

Gedir Campos Jr (Advogado Sócio de Escritório - Criminal)

Quando se trata das estreitas relações e combinações feitas entre membros do judiciário, Ministério Público, delegados de polícia, secretários de segurança (que por simetria é o equivalente ao ministro da Justiça em âmbito estadual), no intuito de aumentar o poder de perseguição e punição estatal ao jurisdicionado a AMB se comporta de forma absolutamente diversa.

Complicado

Gabriel da Silva Merlin (Advogado Autônomo)

De fato, contactar detentores de cargos públicos para discutir uma ação judicial não é irregular, a não ser quando possuem este direito apenas os "amigos do rei".

Ademais, usando o próprio bom senso, não me parece soar bem o Ministro da Justiça integrante do Partido dos Trabalhadores, partido este que vem defendendo os seus "CUMPANHEIROS" a qualquer custo, receber advogados das grandes empreiteiras para "discutir o caso".

E o pior de tudo, esse cidadão chegou a ser cotado (espero que depois disso não esteja mais no páreo) para a vaga de Ministro do STF, se como Ministro da Justiça que não tem atuação judicial já esta se movimentando em favor dos "CUMPANHEIROS" imagina se chegar ao posto de Ministro do STF.

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