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Oito horas

Aumento da jornada no TRT-4 diminuiu produtividade dos servidores, diz estudo

O aumento da jornada de trabalho dos servidores do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (RS), de seis para oito horas diárias, piorou a qualidade de vida deles e diminuiu a produtividade da corte.

Essa é a conclusão do estudo “Aumento da jornada de trabalho, qualidade de vida e produtividade na justiça do trabalho da 4ª Região”, do sociólogo Carlos Alberto Colombo. A pesquisa, que foi encomendada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal no Rio Grande do Sul (SintrajufeـRS), apresenta dados, pesquisas qualitativas e quantitativas, confrontamento de números sobre a produtividade antes e depois da majoração da carga horária.  

Contrariando o objetivo da alteração da carga horária dos trabalhadores do TRT-4, o sociólogo encontrou indicativos que a extensão das horas é um procedimento improdutivo e que não contribui para a agilização e o aprimoramento da qualidade da prestação jurisdicional. No estudo, Colombo apresenta um conjunto de evidências que atestam, inclusive, que o aumento das horas trabalhadas resultou em queda na produtividade, quando considerada a relação número de processos solucionados por hora de trabalho.

O estudo também aponta desdobramentos que não foram previstos pela Administração do TRT-4 e seus efeitos negativos, não só no que se refere à queda da qualidade de vida dos servidores, mas também aos custos sociais e econômicos decorrentes das condições de trabalho e saúde. Embasado por dados, o sociólogo apontou que a proposta não é vantajosa nem para a instituição nem para o servidor, já que esse último passa a ter uma produtividade menor, decorrente da perda da qualidade de vida, do tempo para investimento na formação, no lazer, entre outros prejuízos.

Colombo afirma também que a melhora da prestação jurisdicional não foi alcançada, e seu estudo destaca ainda que a intenção da instituição foi frustrada pelo que a literatura sociológica identifica como as “consequências impremeditadas da ação”. Ou seja, o TRT-4 tinha a intenção de melhorar a prestação jurisdicional, mas os meios escolhidos, como o aumento da jornada, geraram consequências imprevistas: queda da produtividade, aumento das doenças do trabalho e da duração das licenças médicas, frustração e desmotivação dos servidores, entre outros resultados negativos. Com informações da Assessoria de Imprensa do Sinjus.

Revista Consultor Jurídico, 16 de fevereiro de 2015, 12h39

Comentários de leitores

7 comentários

Administração nem-empírica

paulão (Advogado Autônomo)

A administração de grande parte de nossos Tribunais, desastrosa, amadora, sem um mínimo de atenção a princípios que já tem quase um século de provação, utilizados na iniciativa privada, produz efeitos deletérios sempre. Veja-se o exemplo do TJSP, a maior corte distrital do mundo, salvo engano, deficitária e andando, pela assustadora lentidão, na rabeira da jurisprudência nacional (e por isso sendo de influência quase nula no concerto das demais, porque sempre chega atrasada): nos anos 90, o atendimento ao público e advogados se fazia após 13h, e era permitido aos servidores fazer os trabalhos de organização e execução pela manhã, sem interrupções. Algum "gênio" resolveu esticar o horário das 9h às 19h, e os resultados foram os que se vêem até hoje, a duração dos processos dobrou. Há comarcas onde as ações vão ao juiz uma vez por semestre, com duas movimentações por ano! Mas o que não tem remédio remediado está...

É Carnaval

JUNIOR - CONSULTOR NEGÓCIOS (Professor)

Faz de conta que nem li a reportagem, é brincadeira (é folia!!!) esse estudo.

Suspeitas

João da Silva Sauro (Outros)

Interessante a divulgação de resultados e omissão de metodologia e da 'pesquisa

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